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  20/08/2006 - 17h57
Ceni bate recorde, São Paulo empata e se mantém em primeiro

Do Pelé.Net
Em Belo Horizonte

OS GOLS DO RECORDE DE CENI
Vipcomm
Rogério faz festa após marcar o 1º gol
Vipcomm
Leandro e Mineiro (d) comprimentam Ceni
FOTOS DE GOLS DE CENI
ROGÉRIO CENI É O "MAIOR"
MILTON NEVES: CENI É SENSACIONAL
CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRO
FOTOS DA RODADA DO BRASILEIRO
ASSISTA AOS GOLS DA PARTIDA
Com uma atuação destacada de Rogério Ceni, que defendeu um pênalti e marcou dois gols, mudando a história do jogo, o São Paulo arrancou o empate com o Cruzeiro, em 2 x 2, mantendo-se na liderança do Brasileiro. Dessa forma, o número 1 do Tricolor tornou-se o goleiro com o maior número de gols marcados em todo o mundo. A Raposa, que chegou a abrir dois gols de frente, permitiu o empate ao adversário e ampliou de seis para sete jogos, o seu jejum de vitórias.

Pressionado pelos resultados ruins, o clube celeste começou o jogo com muita vontade, seguindo o desejo do técnico Oswaldo Oliveira, mas enfrentou um adversário também determinado e que não pareceu sentir a perda da Libertadores para o Inter. O resultado foi uma partida emocionante e intensamente disputada, em que a estrela do meia Wagner, que brilhou no início, foi ofuscada pelo veterano Rogério Ceni.

As duas equipes entraram em campo, no Mineirão, dispostas a buscar a reabilitação. O Cruzeiro, em crise, por causa de apenas dois pontos ganhos em 18 disputados, precisava dar uma resposta à torcida, que fez manifestação no aeroporto, após a derrota para o Santos, por 2 x 0, na Vila Belmiro. Oswaldo Oliveira não queria o Cruzeiro jogando com tanta elegância, mas com mais pegada e foi atendido no primeiro tempo.

O São Paulo, precisava vencer para mostrar que não se abateu com o vice-campeonato da Libertadores e também para antecipar a conquista simbólica do primeiro turno do Brasileiro. Demonstrou essa intenção desde o início, mas foi superado, no primeiro momento, por um adversário motivado demais. Teve futebol e concentração para buscar o empate.

Por tudo isso, foi um jogo cheio de alternativas, disputado especialmente no primeiro tempo, em um ritmo acelerado, com jogadas rápidas e envolventes dos dois lados. Por causa do futebol ofensivo, os dois goleiros se destacaram. Fábio, convocado duas vezes seguidas por Dunga para a Seleção Brasileira, fez boas defesas, mas Rogério Ceni ainda brilhou mais. Defendeu um pênalti cobrado por Wagner, outro destaque da partida e ainda marcou dois gols, chegando a 64 na carreira e deixando para trás o paraguaio Chilavert, com 62.

 CRUZEIRO 2 X 2 SÃO PAULO 
17Faltas cometidas22
6Finalizações certas6
6Finalizações erradas11
214Passes certos248
48Passes errados57
14Dribles certos14
Na etapa inicial, o Cruzeiro chegou a fazer 2 x 0 e teve a chance do terceiro, na cobrança de pênalti de Wagner, aos 39min. Três minutos depois de fazer essa defesa, o goleiro do São Paulo marcou um gol, em bela batida de falta. Esses dois lances deixaram a partida ainda indefinida. No segundo tempo, o panorama foi o São Paulo pressionando e o Cruzeiro se defendendompediram a definição do jogo e tornaram a partida ainda mais emocionante no segundo tempo.

Com o empate, com um sabor especial, o Tricolor soma 34 pontos e continua na liderança do Brasileiro, enquanto o Cruzeiro obteve apenas o seu terceiro ponto em 24 disputados, mantendo-se na sexta posição, com 27 pontos, mas desperdiçando outra oportunidade de reduzir a diferença para o líder. A Raposa tentará voltar a vencer na próxima Quarta-feira contra o Botafogo, no Maracanã, enquanto o São Paulo recebe o Paraná, no Morumbi.

O jogo
Cruzeiro e São Paulo iniciaram a partida imprimindo grande velocidade. Obrigado a vencer para acabar com a crise no clube, os donos da casa partiram para o ataque, utilizando o lado esquerdo do seu ataque e explorando as costas do ala Souza. Em apenas 1min, o time mineiro já havia conseguido um escanteio e uma falta sobre Wagner, naquele setor.

O ritmo era intenso, dos dois lados. Aos 2min, Leandro recebeu livre na esquerda e cruzou, com perigo, sem que algum atacante tricolor conseguisse completar. O Cruzeiro tomava a iniciativa, mas o São Paulo em seus contra-ataques levava perigo ao gol adversário. Foi assim, por exemplo, que Aloísio, de cabeça, obrigou Fábio a fazer sua primeira grande defesa.

CRUZEIRO SUPERA SÉRIE NEGATIVA
Washington Alves/Cruzeiro/Divulgação
Wagner disputa com Josué no Mineirão
Empate com o São Paulo eleva para sete o jejum de vitórias do Cruzeiro, que passar a ser maior que o do Brasileiro passado.
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E como a bola não parava nesses minutos iniciais, o Cruzeiro encaixou um contra-ataque, após a defesa de Fábio e chegou ao seu gol. Wagner tocou a bola na esquerda Para o ala improvisado Francismar, que avançou e bateu cruzado, levando sorte pois a bola desviou em Alex Silva e enganou o goleiro Rogério Ceni. O São Paulo acusou o golpe e foi dominado nos minutos seguintes.

Aos poucos, no entanto, o Tricolor foi se achando em campo e voltou a ameaçar o gol cruzeirense. Aos 13min, Rogério Ceni cobrou falta de Élson em Danilo. A bola passou por cima do travessão, mas com perigo. Aos 18min, Josué recebeu a bola com liberdade na área celeste e bateu forte, obrigando Fábio a fazer outra grande defesa. Sete minutos depois, foi a vez de Lúcio chutar, mas a bola desviou na zaga da Raposa.

Até os 30min, o time paulista já havia finalizado nove vezes, contra apenas quatro do Cruzeiro. Mas a bola do Tricolor não entrava e, na base do velho ditado "quem não faz leva", o Cruzeiro chegou ao seu gol, aos 34min, quando Wagner, que já destacava, deixou Michel livre para marcar. O lateral-direito tocou, Ceni ainda defendeu parcialmente, mas ele completou para as redes. Pouco antes, Alecsandro havia desperdiçado ótima chance.

Com a vantagem de 2 x 0, o Cruzeiro voltou a dar as cartas na partida, beneficiando-se da grande atuação do meia Wagner, que esteve servindo à Seleção Brasileira. O camisa 10 celeste fez grande jogada individual e sofreu pênalti de Josué. Depois de muita reclamação dos sãopaulinos, Wagner cobrou, mas a estrela de Rogério Ceni começou a brilhar de novo e ele defendeu a penalidade.

Se impediu o terceiro gol celeste, três minutos depois, Rogério Ceni marcou o primeiro para o São Paulo, em perfeita cobrança de falta. Com esse gol, o camisa 1 do Tricolor entrou para a história, por ser o de número 63 da sua carreira, ultrapassando o paraguaio Chilavert, como o maior goleiro artilheiro do futebol mundial. Aos 44min, Ceni ainda salvou mais uma vez o seu time, ao defender cabeçada de Luizão.

"É uma marca bacana , pena que o placar esteja dois para o adversário e só um para a gente, vamos tentar mudar isso no segundo tempo", afirmou Rogério Ceni, após o término do prime4iro tempo. O goleiro celeste Fábio, que também teve boa atuação, disse que jogo contra o líder do Brasileiro é sempre difícil. "Temos de fazer os gols quando tivermos a oportunidade, para dar mais tranqüilidade ali atrás", salientou o camisa 1 celeste.

Os dois times voltaram com as mesmas formações para o segundo tempo, que começou um pouco mais cadenciado em relação à etapa anterior. O time celeste errava muitos passes, enquanto São Paulo demonstrava maior tranqüilidade, tocando a bola, à espera da chance de criar jogadas ofensivas contra o gol celeste. Aos 7min, por exemplo, Leandro cabeceou com perigo.

O Cruzeiro voltou muito recuado e a pressão era toda do Tricolor. Aos 8min, Rogério Ceni teve outra oportunidade de cobrança de pênalti, mas errou o alvo, colocando por cima do travessão cruzeirense. O domínio seguia todo para o Tricolor. Aos 13min, o técnico Muricy Ramalho colocou em campo o atacante Thiago no lugar do ala Souza, para tornar o time ainda mais ofensivo.

A vontade de empatar demonstrada pelo São Paulo foi logo recompensada. Aos 14min, Luizão fez pênalti em Aloísio, convertido por Rogério Ceni, no minuto seguinte, transformando-se no nome do jogo e chegando ao gol de número 64 em toda a sua carreira e o quarto no Brasileiro. Após o empate, o Cruzeiro tentou se soltar e Alecsandro, aos 17min, desperdiçou boa chance.

Aos 25min, Rogério Ceni fez boa defesa em chute de Kerlon, impedindo o desempate celeste. Aos 33min, Élber chegou a colocar a bola nas redes, mas o lance foi anulado, por impedimento do atacante cruzeirense. No final da partida, o São Paulo passou a administrar o resultado, demonstrando estar satisfeito com o empate.O jogo terminou emocionante. Aos 46min, Fábio duas vezes e Michel, salvaram o gol do Tricolor e Francismar ainda desperdiçou outra oportunidade.

CRUZEIRO 2 X 2 SÃO PAULO

Cruzeiro
Fábio; Edu Dracena, Luizão e Gladstone (Júlio César); Michel, Élson, Sandro, Wagner e Francismar; Alecsandro (Élber) e Geovanni (Kerlon)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

São Paulo
Rogério Ceni; Fabão, Alex Silva e Edcarlos; Souza (Thiago), Mineiro, Josué, Danilo e Lúcio; Leandro (Ilsinho) e Aloísio (Alex Dias)
Técnico: Muricy Ramalho

Data: 20/8/2006 (domingo)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte
Público: 12.557 pagantes
Renda: R$ 144.182,50
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS/Fifa)
Assistentes: José Javel Silveira e Marcelo Bertanha Barison (RS)
Cartões amarelos: Mineiro, Edcarlos, Leandro (São Paulo); Michel, Kerlon (Cruzeiro)
Gols: Alex Silva (contra), aos 7min, Michel, aos 35min, Rogério Ceni, aos 42min do primeiro tempo; Rogério Ceni, aos 15min do segundo tempo

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