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  02/11/2006 - 22h23
São Paulo vacila, empata no Morumbi e vê vantagem cair

Marcius Azevedo
Em São Paulo

Nem o Morumbi lotado, tampouco a diferença entre as duas equipes na tabela de classificação. Amplo favorito e jogando em seus domínios, diante de 56.677 espectadores pagantes, o São Paulo vacilou e só empatou por 1 a 1 com a Ponte Preta na noite desta quinta-feira. Esse resultado, aliado à vitória do Internacional-RS por 1 a 0 sobre o Botafogo no Maracanã, diminuiu a vantagem tricolor na liderança do Campeonato Brasileiro para apenas cinco pontos.

IMAGENS DO EMPATE
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Mais de 55 mil torcedores foram ao campo
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São Paulo perdeu muitas chances de gol
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Tuto abriu o Placar do jogo para a Ponte
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Rogério Ceni, de pênalti, empatou o jogo
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"Nós fomos afoitos, principalmente no primeiro tempo. Depois a equipe se organizou e criou mais, mas a bola custou para entrar. Saímos frustrados porque lutamos bastante, mas o resultado não foi o que esperávamos", disse o lateral-esquerdo são-paulino Júnior. "Por termos jogado em casa e contra um adversário que está na parte debaixo da tabela, não foi um bom resultado", concordou o meia Danilo.

Contudo, a situação do São Paulo podia ter sido ainda pior. Tuto abriu o placar para a Ponte Preta aos 9min do segundo tempo e o time da casa só empatou com Rogério Ceni, em cobrança de pênalti, aos 30min. Assim, o camisa 1 impediu a equipe tricolor de sofrer sua segunda derrota como mandante neste Campeonato Brasileiro (a única foi a goleada por 4 a 0 para o Santos, no primeiro turno, num jogo em que os donos da casa atuaram com seus reservas).

"Nós viemos para ganhar o jogo e para mostrar que a Ponte não é esse 'timeco' que estão falando. Eu estava com a mão colada no corpo na hora em que o Danilo cruzou e a bola bateu no meu braço. Ele já deu o pênalti e paciência, mas esse lance prejudicou a nossa equipe", reclamou o lateral-direito Nei.

Apesar de ter evitado a derrota, o São Paulo viu sua vantagem diminuir no Campeonato Brasileiro. O time tricolor chegou a 64 pontos e agora está a apenas cinco do Internacional-RS, que superou o Botafogo por 1 a 0 e chegou a 59. "Nós construímos essa diferença até aqui e precisamos saber usar a nosso favor", minimizou o meio-campista Souza.

A Ponte Preta, em contrapartida, não conseguiu deixar a zona de rebaixamento da competição nacional. O time do interior paulista teria deixado a faixa da degola se tivesse segurado a vitória, mas chegou a 34 pontos e está a dois do Fluminense, que tem a pior campanha entre os times que não ocupam o grupo de queda para a Série B.

"A situação é complicada, mas os meus meninos mostraram brio e vontade. A Ponte Preta mostrou muita vontade e jogou de igual para igual contra o São Paulo, que é um grande time. Esse resultado teria sido bom em outra situação do campeonato e só não foi bom porque precisávamos deixar a zona de rebaixamento", lamentou o técnico Wanderley Paiva, que acumulou a quarta partida consecutiva sem triunfar (três derrotas e um empate).

Agora, São Paulo e Ponte Preta voltarão a campo às 16h do próximo domingo. O time da capital disputará o clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, em Santos, e a equipe do interior receberá o São Caetano no estádio Moisés Lucarelli (em Campinas).

O jogo
Sem sua dupla titular de volantes (Josué cumpriu suspensão e Mineiro está machucado), o técnico Muricy Ramalho chegou a treinar com o zagueiro André Dias improvisado no meio. Nesta quinta-feira, porém, o camisa 2 atuou na defesa desde o começo e fez companhia a Miranda e Fabão. "Nós combinamos que o meu posicionamento dependeria da Ponte Preta. Se eles viessem mais fechados, eu sairia um pouco mais. Mas se eles tivessem dois homens enfiados, como aconteceu, eu recuaria para fechar o lado direito", contou André Dias.

ZONA DA LIBERTADORES
1) São Paulo6418
2) Inter5917
3) Santos5516
4) Grêmio5516
5) Paraná5015
TimePontosVitórias
O problema do São Paulo é que, com três zagueiros, o time tricolor ficou sem saída de bola. Júnior permaneceu preso no campo de defesa (como se atuasse como lateral e não como ala) e Ramalho e Souza não conseguiram fazer a mesma transição entre defesa e meio-campo que Josué e Mineiro costumam realizar.

Com isso, o São Paulo foi facilmente marcado pela Ponte Preta e não conseguiu agredir no primeiro tempo. "Nós fomos muito eficientes nesse ponto. O problema foi quando precisamos jogar. Soubemos parar o time deles, mas faltou tranqüilidade para tocarmos a bola. Isso deixou a partida feia", analisou o treinador Wanderley Paiva, comandante da equipe do interior.

Apesar da marcação eficiente da Ponte Preta e da morosidade da etapa inicial, o São Paulo ainda conseguiu criar três chances para marcar antes do intervalo. Na primeira, aos 25min, André Dias recebeu cruzamento da esquerda e, livre na pequena área, cabeceou para baixo. A bola tocou no solo e passou acima do travessão do gol defendido por Jean.

Depois da cabeçada de André Dias, o São Paulo assustou em duas jogadas do atacante Leandro. Aos 26min, Danilo chutou de fora da área e a bola desviou em Preto. O rebote ficou com o camisa 9 do time da casa, que demorou para concluir e acabou travado por Régis. Depois, aos 36min, Danilo tabelou com Leandro na esquerda e cruzou para o atacante concluir de primeira. Jean espalmou no meio do gol, no reflexo.

Superior tecnicamente, o São Paulo fez a Ponte Preta se fechar em seu campo. Contudo, o time visitante aproveitou um contra-golpe aos 9min do segundo tempo para mudar o panorama do jogo. Tuto recebeu lançamento na meia-lua, completamente livre, invadiu a área e ainda teve tranqüilidade para driblar Rogério Ceni para a esquerda antes de concluir para as redes.

Logo depois do gol, aos 13min, o técnico Muricy Ramalho abriu o São Paulo. Ele tirou o zagueiro André Dias e colocou o atacante Thiago, recuando Leandro para fazer companhia a Danilo na armação das jogadas. Com isso, o time da casa passou a pressionar a Ponte Preta e expôs a fragilidade técnica da equipe campineira.

Antes mesmo da alteração de Muricy, o time da casa teve um gol anulado (Aloísio disputou bola com Régis e Preto na esquerda e tocou na saída de Jean, mas o árbitro apontou falta do avante são-paulino no primeiro lance) e uma chance incrível desperdiçada aos 12min (Danilo cruzou da esquerda, Leandro tocou de cabeça e Jean espalmou. A bola bateu na trave e Régis tirou em cima da linha).

A pressão do São Paulo, que passou a ter total domínio das ações da partida, só teve efeito aos 30min. Danilo cruzou da esquerda e a bola tocou no braço do lateral-direito Nei. O árbitro Rodrigo Martins Cintra marcou pênalti, que Rogério Ceni bateu no canto esquerdo de Jean para empatar o jogo no Morumbi.

Depois do empate, a pressão do São Paulo cessou. Com menos intensidade e menos movimentação, o time da casa não conseguiu aproveitar o recuo excessivo da Ponte Preta e a partida retomou a ausência de emoção da etapa inicial. Para alívio da torcida tricolor, porém, a vantagem do líder do Brasileiro estava mantida.

SÃO PAULO
Rogério Ceni; André Dias (Thiago), Miranda e Fabão; Ilsinho, Ramalho, Souza, Danilo e Júnior; Leandro e Aloísio
Técnico: Muricy Ramalho

PONTE PRETA
Jean; Nei, Preto, Régis e Wellington; Carlinhos, Dionísio (Thiago Carpini), Pituca e Emerson (Luís Carlos); Tuto e Jaílton (Josimar)
Técnico: Wanderley Paiva

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra (SP)
Auxiliares: Ana Paula Oliveira (Fifa-SP) e Maria Eliza Barbosa (SP)
Público: 56.677 pagantes
Renda: R$ 618.140,00
Cartões amarelos: Souza (S), Dionísio (P), Danilo (S), Preto (P), Thiago Carpini (P), Aloísio (S), Wellington (P)
Gols: Tuto, aos 9min; Rogério Ceni, aos 30min do segundo tempo

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