! Atlético-MG vence Cruzeiro de virada e sai da lanterna - 10/02/2007 - UOL Esporte - Futebol
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  10/02/2007 - 17h55
Atlético-MG vence Cruzeiro de virada e sai da lanterna

Da Redação
Em Belo Horizonte

Depois de 11 meses sem se enfrentar, Cruzeiro e Atlético-MG fizeram neste sábado um clássico bastante disputado, como reza a rivalidade, e de certa forma atípico. O duelo, válido pelo Campeonato Mineiro, marcou o encontro do líder, comandado por Paulo Autuori, e o lanterna, dirigido por Levir Culpi.

Divulgação
Para o meia Ricardinho, "tudo deu errado no Cruzeiro na partida deste sábabo
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Como em clássico "favoritismo" não prevalece, o Atlético bateu o rival por 3 a 1, de virada, no Mineirão, e obteve a primeira vitória no Estadual. Com o resultado, o time alvinegro deixou o último lugar na tabela e subiu para a sétima posição, pelo menos até o complemento da rodada neste domingo. A equipe chegou a quatro pontos - são duas derrotas, um empate e uma vitória.

Com a derrota, o Cruzeiro permaneceu com sete pontos em primeiro lugar, mas a liderança da competição está ameaçada. Outros seis times - Democrata-GV, Tupi, Caldense, Villa Nova, Ituiutaba e Guarani - têm chance de assumir a ponta do Mineiro neste domingo. Foi a primeira derrota do time celeste na competição - são duas vitórias e um empate, além da derrota.

Os rivais se enfrentaram em 26 de março do ano passado, quando o time celeste venceu por 2 a 0, pelas semifinais do Mineiro. De lá para cá os dois tomaram rumos diferentes. O Cruzeiro foi disputar a série principal do Campeonato Brasileiro, terminando em 10º lugar sem agradar o torcedor. O Atlético, que viveu o pior momento de sua história, foi para a Série B do Brasileiro, mas conquistou o título e retornou à elite do futebol brasileiro.

O reencontro dos tradicionais rivais, que já decidiram 41 vezes o título estadual desde 1936, quando a competição passou a ser profissional, foi cercado por um clima de preocupação por causa da violência das torcidas. A situação foi mais crítica após o confronto entre Polícia Militar e torcedores de Cruzeiro e Villa Nova, que empataram em 2 a 2, domingo passado, no Estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima.

Durante esta semana, representantes da Máfia Azul e Galoucura, as maiores torcidas de Cruzeiro e Atlético, reuniram-se com a Polícia Militar e outros órgãos de segurança e selaram acordo na tentativa de conter a violência. Mas o chamado "clássico da paz", mesmo antes de a bola rolar no Mineirão, começou com o confronto entre torcedores dos rivais no Centro de Belo Horizonte. A PM chegou a disparar tiros de bala de borracha, ferindo alguns deles.

No Mineirão, o clima foi tenso na chegada dos torcedores, que se provocaram em frente ao hall de entrada e precisaram ser contidos pela torcida. Dentro do estádio, mascotes de Atlético, Cruzeiro e da Polícia Militar entraram juntos no gramado, simbolizando a paz entre as torcidas.

Quando a bola rolou, as duas torcidas - a do Cruzeiro em maior número - fizeram uma bela festa e puderam assistir a um jogo bastante disputado. O público foi de 42.272 pagantes. Em campo várias caras novas no tradicional clássico. Pelo Cruzeiro, Gabriel, Fábio Santos, Élson, Fellype Gabriel, Marcinho e Rômulo eram os estreantes. Pelo Atlético, Coelho, Bilu, Thiago Feltri, Danilinho e Galvão.

O Cruzeiro saiu na frente com o zagueiro Gladstone, mas o Atlético virou ainda no primeiro tempo, com Coelho, em cobrança de falta, e Danilinho, com a ajuda de Fábio Santos, que desviou contra para o fundo da rede. O meia Márcio, revelado pelo Cruzeiro, selou a vitória no segundo tempo com um belo gol.

A vitória no clássico serve de motivação para o Atlético estrear na Copa do Brasil, contra o Colo-Colo, no interior da Bahia, na quarta-feira. Pelo Mineiro, o time volta a jogar somente no dia 24, contra a Caldense, em Poços de Caldas.

O Cruzeiro terá folga até a Quarta-feira de Cinza, quando enfrenta o Veranópolis, do Rio Grande do Sul, na estréia na Copa do Brasil. Pelo Estadual, pega o Ituiutaba, no dia 25, no Mineirão.

Primeiro tempo

Os 45 minutos iniciais foram recheados de alternativas e de muita movimentação de ambos os lados. Mas o Atlético mostrou mais vontade em campo, conseguiu a virada sobre o rival e saiu para o vestiário à frente no placar, resultado que foi considerado "justíssimo" pelo vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Zezé Perrella.

Assim que a bola rolou o Atlético partiu com tudo para cima do rival e criou três chances para abrir placar. Numa delas, aos 3min, Éder Luís aproveitou vacilo da defesa adversária e arrancou em direção ao gol, mas Luizão, substituto do contundido André Luís, conseguiu desarmá-lo antes do chute.

Um minuto depois Coelho cobrou falta da intermediária, mas a bola foi nas mãos do goleiro Fábio. Aos 7min, Danilinho entrou livre na área, enquanto a defesa celeste pedia a marcação de impedimento que não existiu, e tentou encobrir Fábio com a cabeça, mas o camisa 1 do Cruzeiro socou a bola e evitou o gol.

O Cruzeiro chegou pela primeira vez aos 12min, quando Ricardinho cobrou falta e obrigou o goleiro Diego a dar um soco na bola e aliviar o perigo. Dois minutos depois o time celeste abriu o placar com Gladstone. Fellype Gabriel bateu escanteio da direita, Rômulo cabeceou para a área e o zagueiro tocou para o fundo da rede.

O Atlético não se abalou com a desvantagem no placar e voltou a criar chances. Éder Luís teve duas oportunidades para empatar, mas pecou na conclusão. Na melhor delas, ele cabeceou livre para fora após cruzamento de Danilinho. Galvão também chegou perto, mas bateu em cima do goleiro Fábio, que espalmou para escanteio.

Apesar de diminuir o ritmo, o Cruzeiro teve chance para ampliar. O time celeste levou perigo numa cobrança de falta de Ricardinho, que desviou na barreira e obrigou Diego a fazer grande defesa, esticando-se todo e dando um tapinha na bola.

Aos 35min, o Atlético conseguiu empatar com o lateral-direito Coelho, em cobrança de falta da entrada da área. Cinco minutos depois a equipe alvinegra virou a partida num lance confuso. Thiago Feltri cruzou na área, a bola desviou no goleiro Fábio, bateu em Fábio Santos e entrou no gol. O árbitro assinalou gol de Danilinho.

Segundo tempo

No segundo tempo o Cruzeiro voltou em cima do rival para tentar o empate. Mas o Atlético conseguiu reequilibrar logo a partida e também passou a criar oportunidades. O time alvinegro, demonstrando a vontade da etapa inicial, chegou ao terceiro gol, aos 16min.

O meia Márcio fez grande jogada individual, passou pelo adversário e deu um toque sutil na saída de Fábio. Logo em seguida, o atacante Éder Luís deixou o campo machucado. O técnico Levir Culpi optou por colocar o volante Serginho, que entrou com a missão de segurar o resultado.

O Cruzeiro tentou reagir e buscar pelo menos o empate, mas o time celeste mostrou-se abatida com o terceiro gol do rival e pouco criou. O técnico Paulo Autuori substituiu Marcinho pelo jovem Kerlon, mas a mudança não surtiu efeito esperado. A torcida celeste pediu "raça", mas não foi atendida.

No Atlético, os jogadores seguiram a ordem do treinador e passaram a segurar o resultado. Danilinho, que correu bastante, sentiu fortes cãibras nas coxas e deixou o campo. Tchô entrou em seu lugar e passou a comandar os contra-ataques. No final, Márcio perdeu a chance de fazer o quarto e garantir a goleada.

Cruzeiro
Fábio, Gabriel, Luizão, Gladstone e Fábio Santos (Sandro); Élson, Ricardinho, Fellype Gabriel (Leandro Domingues) e Marcinho (Kerlon); Araújo e Rômulo
Técnico: Paulo Autuori

Atlético-MG
Diego; Coelho, Marcos, Lima e Thiago Feltri; Rafael Miranda, Bilu, Márcio e Danilinho (Tchô); Éder Luis (Serginho) e Galvão (Vanderlei)
Técnico: Levir Culpi

Data: 10/2/2007 (sábado)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Álvaro Azeredo Quelhas
Auxiliares: Helbert Costa Andrade e Guilherme Dias Camilo
Cartões amarelos: Élson (C), Bilu (A), Márcio (A), Ricardinho (C)
Gols: Gladstone, aos 14min, Coelho, aos 35min, Danilinho, aos 40min do primeiro tempo; Márcio, aos 16min do segundo tempo

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