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  03/05/2007 - 16h01
Apesar de protesto, Justiça mantém eleição do Vasco indefinida

Anderson Gomes
No Rio de Janeiro

Os cerca de 400 manifestantes que se aglomeraram na porta do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não foram suficientes para fazer com que as novas eleições para o Conselho Deliberativo do Vasco fossem confirmadas.

Folha Imagem
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Por meio de uma manobra do advogado Marlan Marinho Júnior, que defende os direitos da atual diretoria, o agravo de instrumento impetrado por conselheiros de oposição do clube e que pede a execução imediata da sentença marcando o novo pleito no prazo de 30 dias não foi julgado nesta quinta-feira.

O advogado do Vasco conseguiu um mandado de segurança, expedido pelo Desembargador Salim José Chalub, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça, adiando a realização do julgamento.

Em seu despacho, Chalub pede ao também Desembargador Sylvio Capanema, primeiro vice-presidente do Tribunal, esclarecimentos quanto à distribuição do processo. Com isso, conforme o regimento da casa, Capanema será ouvido na próxima sessão da 1ª Câmara do Órgão Especial, composto pelos Desembargadores mais antigos. Entretanto, a audiência ainda não tem data marcada.

Para o advogado do Movimento Unido Vascaíno (MUV), Luís Américo, a intenção da diretoria que cumpre um 'mandato tampão' é tentar tornar o processo judicial ainda mais demorado.

"Eles criaram um artifício dizendo que a responsabilidade do julgamento não seria do atual relator Roberto Felinto para postergar o julgamento. Acabaram induzindo o Desembargador Chalub ao erro", lamentou.

Os opositores acreditam que a questão esteja solucionada até a próxima segunda-feira. Apesar da demora no processo, Roberto Dinamite, candidato da chapa derrotada nas eleições de novembro - supostamente fraudadas -, não perde as esperanças de que o novo pleito se realize.

"Isso está me dando mais força para brigar pelos interesses do torcedor, do associado que querem eleições limpas", resumiu. Para demonstrar sua confiança, o ex-jogador fez referência ao gol que considera o mais bonito de sua carreira, marcado diante do Botafogo, em 1972, nos minutos finais da partida.

"Como fiz meu gol mais belo aos 44min do segundo tempo, quem sabe consigo marcar outro agora nos descontos", encerrou. No lance, Dinamite deu um chapéu no zagueiro Osmar dentro da área e chutou sem deixar a bola cair.

Procurada pela reportagem do UOL Esporte, a diretoria do Vasco não quis se manifestar sobre o caso e nem mesmo sobre o protesto dos torcedores.

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