! São Paulo não quebra tabus e cai para o Náutico nos Aflitos - 20/05/2007 - UOL Esporte - Futebol
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20/05/2007 - 20h01

São Paulo não quebra tabus e cai para o Náutico nos Aflitos

Da Redação
Em São Paulo
O São Paulo iniciou mal o projeto que foi decisivo para a conquista do último Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time tricolor foi até Recife e acabou sendo derrotado pelo Náutico por 1 a 0, mantendo o tabu de nunca ter triunfado diante da equipe alvirrubra no estádio dos Aflitos.

Apesar de levar vantagem no confronto geral - com esta, foram 13 partidas oficiais entre as duas equipes, sendo duas vitórias do Náutico, quatro empates e sete triunfos do São Paulo - o clube do Morumbi seguiu sem conquistar três pontos quando atua na casa deste rival.

PRINCIPAIS LANCES
PRIMEIRO TEMPO
32min - Rogério Ceni se apresenta para cobrar falta da intermediária. O chute colocado, entretanto, passa à esquerda do gol defendido por Gléguer.
36min - Após cruzamento de Jorge Wagner, a bola passa por toda a extensão da grande área e sobra com André Dias, que ajeita para Borges. A conclusão do atacante sai sem direção.
37min - Resposta do Náutico. Deleu recebe nas costas de Ilsinho, invade a grande área e cruza rasteiro. O atacante Felipe tenta se antecipar a Miranda, mas a bola acaba passando e saindo pela lateral.
SEGUNDO TEMPO
8min - Ilsinho recebe passe pela direita e, já dentro da área, chuta rasteiro, rente à trave. Gléguer cai bem para a bola e espalma para a linha de fundo.
20min - Aloísio se choca com Acosta, em lance disputado pelo alto, e a arbitragem assinala falta do são-paulino. Ao reclamar, Aloísio recebe o cartão vermelho e deixa sua equipe com um jogador a menos.
33min - GOOOLLL DO NÁUTICO!!! Após cruzamento de Marcel pela esquerda, Acosta aparece no segundo poste e, de primeira, apenas toca para o fundo da rede, abrindo o marcador.
Além de iniciar de maneira negativa sua participação como visitante - em 2006, das 14 partidas nessa situação, o clube paulista venceu seis, empatou cinco e perdeu apenas três vezes, um aproveitamento de 54,7% dos pontos disputados -, o São Paulo manteve a marca negativa nos pontos corridos. Desde que o certame é disputado neste sistema, a equipe não vence os dois primeiros jogos. A última vez que isso aconteceu foi em 2002.

Com o resultado, o São Paulo estacionou nos três pontos, conquistados no último sábado, quando bateu o Goiás por 2 a 0 na estréia. Já o Náutico somou sua primeira vitória na competição, depois do revés na primeira rodada contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte.

A partida foi repleta de simbologias. Além de marcar o primeiro contato do Náutico com sua torcida na volta à elite do futebol nacional, 12 anos após a queda para a segunda divisão, representou também um reencontro emocionante de Muricy Ramalho com o time que dirigiu em duas oportunidades.

Em 2001 e 2002, Muricy participou do processo de reconstrução da equipe pernambucana, que estava há mais de uma década sem conquistar títulos. Além do troféu estadual logo no primeiro ano, conquistou o bi na seqüência, fato que não ocorria nos Aflitos desde as temporadas 1984/1985. Antes do apito inicial, o comandante são-paulino entrou em campo com um buquê de flores e recebeu uma placa com o título honorário de conselheiro vitalício do Náutico.

Quando a bola rolou, muitas dificuldades encontradas por ambas as equipes. Com a mesma escalação que iniciou a partida na estréia diante do Goiás, situação que causou bastante polêmica porque ela teria sofrido interferência do presidente Juvenal Juvêncio, o São Paulo levou algum perigo à meta defendida por Gléguer somente por intermédio de bolas paradas.

Com o esquema 3-5-2 montado, os alas Jorge Wagner e Ilsinho tiveram liberdade para atacar, o que ocasionou espaços tanto pelo lado esquerdo, quanto pelo direito. Paulo César Gusmão, técnico do Náutico, então, buscou explorar esta deficiência do sistema defensivo adversário com Beto e Marcel, mas não chegou a ser efetivo.

Na etapa final, Muricy Ramalho recorreu a Aloísio, que substituiu Borges, em busca de uma referência na frente. Com ele, o time cresceu e passou a criar oportunidades, principalmente com Ilsinho. Mas o projeto ruiu aos 20min, quando o atacante foi expulso por reclamação.

"Mandei marcar a falta, e ele [árbitro] me expulsou. Os zagueiros deles fazem a falta e ele dá. E do nosso lado, não", esbravejou Aloísio, em referência ao lance com o meio-campista Acosta, que resultou no cartão vermelho.

Com um jogador a mais, o Náutico se lançou ao ataque. PC Gusmão realizou todas as alterações possíveis e viu Acosta, que sentia lesões e não podia mais ser substituído, anotar aos 33min, decretando o resultado final.

Ambas as equipes voltam a campo no próximo domingo, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Às 16h, o São Paulo disputará o seu primeiro clássico da competição nacional ao recebe o Palmeiras, que mantém aproveitamento irretocável até então. Já o Náutico permanece em Recife, onde recebe o Vasco, de Romário, que alcançou seu "milésimo" gol neste fim de semana, contra o Sport.

NÁUTICO
Gléguer; Sidny (Baiano), Alyson, Valença e Deleu; Elicarlos, Vagner Rosa (Daniel Sobralense), Marcel e Acosta; Beto (Fábio Saci) e Felipe
Técnico: Paulo César Gusmão

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Alex Silva, Miranda e André Dias; Ilsinho, Josué, Hernanes (Souza), Hugo e Jorge Wagner; Dagoberto (Leandro) e Borges (Aloísio)
Técnico: Muricy Ramalho

Local: estádio dos Aflitos, em Recife (PE)
Árbitro: Washington José Alves de Souza (AM)
Auxiliares: Basílio Monteiro da Silva e Djalma Silva de Souza (ambos do AM)
Cartões amarelos: Deleu (NAU), Sidny (NAU), Ilsinho (SÃO), Alex Silva (SÃO), Josué (SÃO), Vagner Rosa (NAU), Dagoberto (SÃO), André Dias (SÃO)
Cartão vermelho: Aloísio (SÃO)
Gol: Acosta, aos 33min do segundo tempo

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