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26/06/2007 - 10h38

Fumanchu vira comentarista e vê posição em extinção

  Eu costumava ter uma relação muito íntima com o gol
Fumanchu, ex-ponta
Jorge Luís da Silva
Data de nascimento não informada
Em Castelo-ES

Times
- Vasco
- Santa Cruz
- Vasco
- Santa Cruz
- Fluminense
- América do México
- Flamengo
- Vitória
- Londrina
Guilherme Toscano, especial para o Pelé.Net

RIO DE JANEIRO - Fumanchu foi um ponta-direita de sucesso nas décadas de 1970 e 1980, com passagens por três dos grandes clubes cariocas (Vasco, Fluminense e Flamengo, na ordem cronológica). Depois disso, não conseguiu abandonar totalmente o futebol. Tanto que o ex-atleta trabalha atualmente como comentarista e apresentador de um programa esportivo na Rádio Cultura de Castelo-ES, sua cidade natal e onde mora com a mulher e dois filhos.

O PORQUÊ DO APELIDO
Muitos não sabem, mas "Fumanchu" não é o sobrenome de Jorge Luis da Silva. O ex-jogador explicou a origem do nome:

"É nome de guerra. Surgiu quando eu era juvenil do Vasco. Sabe como é, moleque de concentração põe apelido mesmo. Vimos um filme de caratê, fiz umas palhaçadas e começaram a me chamar de 'Fumanchu'. Então, me zanguei. E sabe, né? Quando se zanga, aí sim que o apelido pega... Depois, a imprensa descobriu e todo mundo me chamava de 'Luis Fumanchu' e depois só 'Fumanchu'. Agora, já me acostumei, só me conhecem assim".
O assunto principal das discussões esportivas que Fumanchu participa é o futebol carioca. Contudo, a análise mais contundente que o ponta-direita faz é sobre a extinção da posição em que ele atuava. O exemplo mais próximo daquele perfil entre os clubes do Rio de Janeiro, segundo o ex-jogador, é Jorge Henrique, atacante que muitas vezes faz o papel de ala.

"Hoje não existem pontas, e os alas é que ficam com esse setor. O Jorge Henrique joga um pouco assim no Botafogo. Antigamente, os pontas chegavam ao fundo para cruzar. Eu era um pouco diferente, preferia entrar em diagonal. Essa é a minha principal diferença para o Jorge Henrique. Ele tem essa deficiência, não tem faro de gol. Eu costumava ter uma relação muito íntima com o gol e marquei vários", analisou Fumanchu.

O comentarista também falou sobre outros dois jogadores do Botafogo. No entanto, essa citação foi feita apenas como elogio a ambos. "Os melhores jogadores do Brasil atualmente, na minha opinião, são o Zé Roberto e o Dodô", classificou o ex-ponta, citando os atletas da equipe de General Severiano.

A relação de Fumanchu com o futebol carioca é muito forte. Revelado no Vasco, time em que foi campeão estadual de 1977, também passou um ano e meio no Fluminense defendeu o Flamengo nos títulos do Brasileiro de 1980 e da Libertadores em 1981. Segundo ele, seu maior feito na carreira foi ter jogado em três grandes clubes do Rio. Apesar disso, lamentou não ter passado pela equipe rubro-negra em um momento melhor de sua carreira.

"Não tive o mesmo desempenho no Flamengo que tive no Fluminense e no Vasco, mas ganhei muitos títulos lá. Infelizmente, na época em que me transferi para o Flamengo eu já estava em decadência. Certamente, se estivesse em melhor forma na época, poderia ter sido um dos destaques daquele timaço", lamentou o ex-jogador.

CONFUSÃO
Falar sobre a carreira e analisar o atual momento do futebol são coisas tranqüilas para Fumanchu. O ex-ponta só não soube precisar sua data de nascimento. Primeiro, disse que tinha 54 anos. Depois, garantiu ter 52.

Além da confusão sobre a idade, Fumanchu se recusou a informar com exatidão a data de nascimento e o ano em que encerrou a carreira de jogador.
No Fluminense, Fumanchu chegou junto com o atacante Nunes e se destacou tanto que acabou ofuscando o companheiro. No Flamengo, porém, a situação se inverteu e o ponta foi apenas um coadjuvante do time rubro-negro.

Além das equipes cariocas, o jogador teve duas passagens pelo Santa Cruz. Por isso, também tem uma ligação pelo futebol pernambucano até hoje. Por conta disso, aliás, ele crê em dias melhores para as equipes daquele estado.

"Na minha época era melhor, estavam os três na primeira divisão. Agora o Santa Cruz está na segunda e Náutico e Sport acabaram de subir. Não acompanhei muito a campanha deles na Série B, mas tenho convicção de que o futebol pernambucano é bom, merece respeito e pode se recuperar. Neste momento, está enfrentando muitas dificuldades, é só ver que os dois da Série A estão na zona de rebaixamento. Ainda assim, acho que podem surpreender e dar a volta por cima", disse Fumanchu.

Fumanchu ainda defendeu América do México, Vitória-BA e Londrina. Depois da passagem pelo time paranaense, resolveu encerrar a carreira de jogador. Contudo, não conseguiu ficar longe do esporte e voltou a sua cidade natal para trabalhar no rádio.

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