UOL Esporte Futebol
 
21/11/2008 - 07h55

Parceira de clubes prevê crescimento dos setores VIPs nos estádios

Thales Calipo
Em São Paulo
No início desta semana, o São Paulo apresentou oficialmente a Visa como sua mais nova parceira. A empresa irá modernizar 20 mil lugares do Morumbi e, para desfrutar deste conforto, o torcedor terá de pagar mais caro do que o habitual e, de quebra, utilizar o cartão de crédito da bandeira para efetuar a compra do ingresso. Apesar de ainda não ser a solução definitiva para a melhora de condições dos estádios brasileiros, esse modelo tem crescido e, pelas projeções da empresa, deve ganhar ainda mais adeptos.

OS VALORES DO SETOR VISA
Divulgação
A primeira experiência da Visa foi realizada no estádio do Figueirense
Engenhão - R$ 30 - 7,5 mil lugares
Orlando Scarpelli - R$ 30 - n/d
Parque Antarctica - R$ 45 - 5 mil lugares
Vila Belmiro - R$ 55 - 1,8 mil lugares
Morumbi - n/d - 20 mil lugares
Canindé - n/d - 1 mil lugares
CLUBES DIVERGEM SOBRE ELITIZAÇÃO
LEIA MAIS NOTÍCIAS DE FUTEBOL
A primeira experiência do Visa Pass First, como foi batizado o serviço de compra de ingressos pela internet e entrada nos estádios com cartão de crédito, aconteceu em 2007. Como se tratava de projeto inovador, a empresa fugiu dos grandes centros do futebol e optou por uma parceria com o Figueirense, dono do Orlando Scarpelli.

Diante da boa receptividade do produto, a Visa passou a buscar vôos mais altos. Um acordo com o Palmeiras foi o passo seguinte, dando início a uma rápida expansão que chegou ao Engenhão (Botafogo), Vila Belmiro (Santos), Canindé (Portuguesa) e agora o Morumbi.

"No começo, fizemos o caminho do vendedor de enciclopédia. Batíamos na porta dos clubes, e alguns, mais visionários, resolveram abrir a porta para a Visa e estamos com essas parcerias. Agora o processo se inverteu um pouco. Os outros clubes têm nos procurado e, apesar de existir algumas limitações, vamos fazer novas alianças", conta Percival Jatobá, diretor de produtos da empresa de cartões de crédito.

A Visa não divulga quanto já investiu para revitalizar os espaços nos estádios que já atua e diz que, além de não ficar com nenhuma porcentagem das vendas, não define o valor dos ingressos cobrados nos setores VIPs.

"Nós ganhamos com a exposição da nossa marca, o link da Visa com o torcedor, além de existir a utilização do cartão de crédito para a compra. Como acontece em qualquer outro serviço desse tipo, ela gera os indicadores de receita normais", explica o executivo.

Sem gastar e com a possibilidade de aumentar as receitas, esse sistema tem agrado em cheio os clubes. No Parque Antarctica, por exemplo, em que o ingresso inteiro para o setor Visa é de R$ 45, a taxa de ocupação média é de 74%, segundo a empresa. Mesmo com os bons números, o time alviverde sabe que não pode ficar restrito apenas a essa parceria para melhorar seu estádio.

"Nos estádios em geral, como o Parque Antarctica, a solução da Visa é parcial. Precisamos criar mais áreas, sejam em lugares caros ou baratos, com mais conforto para o torcedor", afirma Luiz Gonzaga Belluzzo, diretor de planejamento do Palmeiras, clube que deve inaugurar sua nova arena até 2010.

Já os times que não planejam construir um estádio nos próximos anos pensam em maneiras de expandir o sistema com a Visa, mesmo que isso signifique arrumar outro parceiro.

"As pessoas gostam de vir ao estádio com conforto e segurança e até o dono do bar [do setor Visa] me disse que lá ele vende muito mais do que nos outros setores, pois o poder aquisitivo é maior. Então acho que podemos aumentar isso, mesmo que sejam espaços Mastercard, American Express, ou qualquer outro", completa Modesto Roma Junior, supervisor administrativo do Santos.

Compartilhe:

    Placar UOL no iPhone

    Hospedagem: UOL Host