UOL Esporte Futsal
 
08/03/2010 - 14h12

Jogador de futsal é enterrado no PR; polícia acha difícil apontar culpados

Herculano Barreto Filho e Luiz Gabriel Ribeiro*
Em São Paulo

O enterro do jogador de futsal Robson Rocha Costa ocorreu nesta segunda-feira, em Foz do Iguaçu, e foi cercado de comoção. Com a presença dos companheiros do Clube Atlético Deportivo, dirigentes e familiares, a morte do jovem de 23 anos foi lamentada e vista como “fatalidade”. A Polícia Civil de Guarapuava, cidade do interior do Paraná, promete investigar quais foram as circunstâncias que levaram o jogador à morte durante jogo realizado no último sábado, no Ginásio Joaquim Prestes.

Entretanto, a delegada Maria Nysa Moreira Nanni adianta que dificilmente alguém será responsabilizado. A Federação Paranaense de Futebol de Salão (FPFS) estuda adiar a estreia da equipe no campeonato estadual. O time tem jogo marcado contra o Paraná para o próximo sábado, no ginásio onde ocorreu o acidente.

O corpo de Robson foi enterrado no cemitério Parque Iguaçu e as despesas da cerimônia foram todas custeadas pelo clube de Guarapuava. A cidade onde o jogador atuava já havia feito uma homenagem ao jogador, que foi transferido no domingo para Foz do Iguaçu, cidade natal e de todos os seus familiares.

“Foi feita uma homenagem ao jogador pelo povo em Guarapuava, que ficou muito triste com a notícia. Todos os jogadores autografaram uma camisa e deram para a mãe dele como forma de lembrar a passagem do jogador pela cidade”, comentou o supervisor do Guarapuava Deportivo, José Valter Liberato. “Todos estão muito tristes e emocionados”, completou o dirigente, que acompanhou o enterro do atleta.

ENTENDA A TRAGÉDIA COM O JOGADOR DE FUTSAL NO PR

Aos três minutos da partida entre Guarapuava Deportivo e Palmeiras/Jundiaí-SP, realizada no último sábado, Robson deu um carrinho na linha de fundo. No movimento, um pedaço do piso se soltou, perfurando o corpo do jogador. A madeira, com cerca de 30 centímetros, se rompeu em três partes dentro do corpo do atleta, chegando aos órgãos vitais e causou hemorragia interna.

Ele foi atendido rapidamente e chegou consciente ao Hospital São Vicente, mas foi perdendo os sentidos aos poucos. Ele foi operado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no início da manhã de domingo.

Segundo Liberato, a família do jogador está recebendo respaldo do clube. “Viemos a Foz do Iguaçu com comissão técnica e alguns jogadores, que estão muito abalados. Todos estão dando apoio, mas foi muito chocante, justamente pela forma que tudo aconteceu”, destaca o supervisor, que vê o caso como “fatalidade”.

“São coisas que acontecem e não temos como evitar”, limitou-se a dizer Liberato quando questionado sobre o estado de conservação da quadra. Santa Marli Costa, mãe de Robson, concorda com o termo usado pelo Guarapuava Deportivo. “Foi uma fatalidade. Ele era apaixonado pelo esporte e, infelizmente, aconteceu”, comentou.

Polícia vê dificuldade em apontar culpados

A possibilidade de alguém ser responsabilizado pela morte do jogador de futsal é remota, segundo avaliação da delegada da Polícia Civil de Guarapuava, Maria Nysa Moreira Nanni. Em declaração ao telejornal Paraná TV- 1ª Edição, da RPCTV , a delegada disse não ver "nexo" entre o estado da quadra e a morte do jogador.

“Responsabilização criminal, pelas nossas análises, é bem remota. Fazendo uma análise sobre a conservação do piso e a morte do rapaz, a gente não encontra um nexo”, declarou.

* Colaborou Redação Curitiba - Atualizada às 14h48

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