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Exportador, Brasil turbina ex-repúblicas soviéticas no Mundial de Futsal

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Imagem: Reprodução

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

08/09/2016 06h00

Quando o assunto é futsal, ninguém exporta mais jogadores para seleções estrangeiras do que o Brasil. E uma mostra disso é o Mundial que começa neste sábado na Colômbia. Das 24 equipes participantes, cinco contam com brasileiros naturalizados, em um total de 22 atletas segundo levantamento do UOL Esporte.

E as ex-repúblicas soviéticas apostam alto nos jogadores do Brasil. Juntas, Rússia, Azerbaijão e Cazaquistão reúnem 14 deles. Apenas Ucrânia e Uzbequistão não apelaram a naturalizações em busca de destaques do cenário internacional.

Itália (com sete brasileiros) e Espanha (com um) são as outras participantes que contam com pé de obra tupiniquim.

Um caso emblemático da valorização dos brasileiros está no Azerbaijão, que fará o seu debute em Mundiais. Nos últimos três anos, seis atletas foram naturalizados.
Todos foram contratados para defender o Araz Naxçivan MFK, clube que atua na capital Baku e está sempre disputando as fase decisivas da Copa de Futsal da Uefa.

"Primeiro, o que atrai é o lado financeiro, e em segundo a oportunidade de jogar campeonatos do nível de uma Copa do Mundo, Europeu de seleções e de clubes. É o desejo de todo atleta estar nessas competições", disse ao UOL Esporte Eduardo de Mello, que se naturalizou azeri em 2013. "É um pais muito bom de se morar. Estou bem adaptado", completou o atleta.

"Eles (dirigentes da federação) foram atrás de muitos jogadores com características diferentes e surgiu este convite para mim. Todos nós desde crianças sonhamos em jogar um Mundial. Lógico que pelo nosso país. Mas quem me deu essa oportunidade e confiou no meu trabalho foi o Azerbaijão. Então quero fazer o meu melhor para representar esse país muito bem", disse Fineo Araújo.

Os atletas recebem salários em torno de US$ 6 mil (cerca de R$ 20 mil) por mês e têm direito a moradia no país.

Situação semelhante a dos quatro brasileiros que defendem o Cazaquistão, outra força emergente do futsal internacional e que disputará apenas pela segunda vez um Mundial - perdeu os três jogos que fez em 2000, na Guatemala.

"Eu fui para o Cazaquistão em outubro de 2009, para jogar apenas um mês. Mas depois disso, o presidente da equipe me ofereceu um contrato de três. Conheci a estrutura do clube as competições que disputavam e até pela falta de oportunidade no Brasil decidi aceitar o desafio e já estou lá há sete anos. É muito gratificante defender as cores da bandeira do Cazaquistão depois de tanto tempo no país e o carinho que as pessoas têm por mim", disse o fixo Leo Mendonça.

A Rússia, eliminada nas quartas de final do último Mundial, mais uma vez apostará nos brasileiros. São quatro no elenco que está na Colômbia, sendo que todos estiveram na Tailândia, em 2012.

"Muitos atletas acabam indo para fora do Brasil e se naturalizam. Infelizmente, é o preço que se paga por termos uma qualidade maior do que em outros lugares. Estes atletas acabam não tendo espaço aqui. E isso faz com que seleções como a Rússia e o Cazaquistão apareçam como candidatas a fazerem um bom papel no Mundial", analisou o técnico da seleção brasileira Sérgio Schiochet, o Serginho.

Além de jogadores, o Brasil exporta também treinadores. Eles estão espalhados pelas seleções do Azerbaijão, Cazaquistão e Ilhas Salomão.

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