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Falcão volta à seleção brasileira e assume cargo de "embaixador do futsal"

AFP PHOTO/PORNCHAI KITTIWONGSAKUL
Falcão beija a taça conquistada após vitória por 3 a 2 sobre a Espanha na final do Mundial da Tailândia Imagem: AFP PHOTO/PORNCHAI KITTIWONGSAKUL

Guilherme Costa

Do UOL, em São Paulo

31/07/2017 18h41

O ala Falcão, 40, desistiu de se aposentar da seleção brasileira de futsal. Ao contrário: dono de dois títulos mundiais (2008 e 2012), o jogador ganhou relevância após mudanças recentes na entidade que administra a modalidade em âmbito nacional (CBFS) e agora vai acumular funções. Além de ser referência técnica na quadra, atuará como “embaixador” fora das quatro linhas.

Na prática, a ideia é que Falcão participe diretamente da prospecção de patrocinadores e empreste imagem a eventos oficiais da modalidade. A criação do cargo não remunerado faz parte de um conjunto de iniciativas da CBFS para tentar gerir a seleção brasileira de futsal a despeito da crise financeira que a entidade atravessa – a atual diretoria não fala sobre o valor da dívida, mas admite que o montante cresceu consideravelmente desde 2015, quando estava na casa dos R$ 6 milhões.

Como embaixador, Falcão também fará parte de um colegiado que tomará decisões sobre a seleção brasileira. O grupo também contará com um conselho consultivo montado pela CBFS, além de representantes da diretoria e de patrocinadores.

“Eu acho que posso ajudar mais fora do que dentro de quadra hoje. Até porque, como eu costumo dizer, minha vida como atleta tem prazo de validade. Vou seguir à disposição para ajudar enquanto meus números em quadra forem positivos, mas não vai ser só isso”, explicou Falcão em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (31), na Grande São Paulo.

O evento também serviu para apresentar Marquinhos Xavier, 43, novo técnico da seleção brasileira de futsal. O profissional trabalha atualmente no Carlos Barbosa (ACBF) e tem contrato até o fim da atual temporada, mas é possível que leve concomitantemente o comando do time e da equipe nacional.

Na apresentação, Xavier disse que monitora um grupo de 48 atletas que estão no futsal brasileiro e outros 16 de times do exterior. “A questão financeira tem tudo a ver com isso. Se ele quiser contar com um jogador de fora e não puder trazer, isso afeta o aspecto técnico. Precisamos trabalhar para que a seleção tenha toda a estrutura possível”, ponderou Falcão.

O ala havia deixado a seleção em março, após amistoso contra a Colômbia. Ele disse que aquela tinha sido sua última apresentação oficial como convocado e chegou a falar sobre um evento oficial de despedida.

Em junho, contudo, Falcão mudou de ideia. Em post na rede social Instagram, o ala do Magnus Futsal explicou que só havia se despedido por não estar nos planos do técnico PC Oliveira e que a saída do treinador tornou possível um retorno do camisa 12 aos planos da seleção.

A situação de Falcão é apenas um dos capítulos de uma grave crise institucional recente em torno da seleção brasileira de futsal. O time era gerido até o fim do ano passado por uma agência de marketing esportivo chamada TFW, que também é a idealizadora do Magnus Futsal. No início do ano, porém, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que responde pela filiação na Fifa, decidiu encerrar a parceria e entregou o projeto ao Grupo Águia, antigo parceiro do futebol de campo em âmbito nacional.

No entanto, a parceria com o Grupo Águia durou pouco. A empresa chegou a contratar Marco Antonio Teixeira, tio de Ricardo Teixeira (ex-presidente da CBF) e gestor do América-RJ. Ele atuou como uma espécie de consultor, fez um estudo de viabilidade e concluiu que o cenário não era promissor para a companhia.

Por não ser confederação olímpica, a CBFS não tem acesso a verbas como Lei Agnelo/Piva. Além disso, como teve suas contas reprovadas, está impedida de negociar com patrocinadores estatais.

O próprio PC Oliveira era bancado pelo Grupo Águia, que viabilizou a participação da seleção na Copa América da Argentina – o time nacional ficou com o título. No fim de junho, porém, a empresa desistiu do projeto e devolveu o controle da seleção à CBFS.

O desenlace levou a CBFS a retomar parceira com a TFW, que agora tem um contrato mais longevo com a entidade. Juntas, entidade e agência desenharam o modelo que incluiu Falcão em um novo cargo.

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