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Médico que abusou de ginastas é condenado de novo; pena chega a 125 anos

Julia Nagy/Lansing State Journal via AP
Larry Nassar, médico denunciado por abusos sexuais contra ginastas nos Estados Unidos Imagem: Julia Nagy/Lansing State Journal via AP

Do UOL, em São Paulo (SP)

05/02/2018 13h00

Saiu nesta segunda-feira a segunda pena de assédio contra Larry Nassar, médico que abusou durante décadas de ginastas da seleção dos Estados Unidos. Em processo paralelo e no qual se declarou culpado por três casos de conduta sexual criminal, Nassar recebeu um duro castigo que varia entre 40 e 125 anos de reclusão. No primeiro processo, que envolve as esportistas, a condenação chega a até 175 anos.

Neste segundo processo, ocorrido no Condado de Eaton, Nassar assumiu o abuso sexual de três menores de idade entre 2009 e 2011 no Clube de Ginástica Twistars. Ao todo, segundo informações publicadas pelo Buzzfeed, mais de 200 mulheres – entre declarações públicas e anônimas – acusaram o médico de assédio; muitas ainda eram crianças ou adolescentes quando se tornaram vítimas.

A primeira condenação de Larry Nassar ocorreu há duas semanas, em julgamento que expôs os abusos do médico que trabalhou durante 30 anos com medicina esportiva.

Além dos até 175 anos de reclusão pelas décadas de abuso, o ex-profissional da seleção de ginástica também acabou condenado a 60 anos de cadeia por pornografia infantil.

Os processos contra o médico incentivaram ginastas a revelarem seus casos de violência sexual contra Larry Nassar. Nomes importantes como as campeãs olímpicas Simone Biles, Gabby Douglas, Aly Raisman e McKayla Maroney foram vítimas de Nassar durante anos.

Durante os julgamentos, Larry Nassar pediu desculpas às vítimas e ainda encarou os pais de algumas das atletas no tribunal. Na última semana, Randall Margraves, pai de três meninas violentadas pelo ex-médico, tentou atacar o abusador em uma audiência no Estado de Michigan.

Depois de assistir duas de suas filhas providenciarem provas contra Nassar, Margraves realizou um pedido à juíza para ficar “cinco minutos em uma sala com este demônio”. A ideia foi rejeitada, e o pai das três garotas invadiu a área destinada ao réu com o intuito de agredi-lo. A polícia algemou Margraves, que pediu desculpas posteriormente e acabou liberado.

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