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Vítimas de médico abusador nos EUA receberão R$ 1,8 bi de indenização

Jeff Kowalsky/AFP
Lawrence "Larry" Nassar foi condenado por abuso sexual de ginastas nos EUA Imagem: Jeff Kowalsky/AFP

Do UOL, em São Paulo (SP)

16/05/2018 13h51

As centenas de processos contra o médico Larry Nassar, condenado por abusar sexualmente de centenas de ginastas durante décadas, vão custar caro à Universidade do Estado de Michigan, local em que ocorreu a maioria dos crimes. Nesta quarta-feira, os advogados chegaram a um acordo de US$ 500 milhões (mais de R$ 1,8 bilhão) de indenização para as vítimas.

O dinheiro será distribuído entre as 332 pessoas que processaram o médico e dividido em duas frentes. De acordo com John Manly, um advogado que representa parte das vítimas, US$ 425 milhões vão diretamente para as vítimas e US$ 75 milhões para futuros acusadores dos crimes de Larry Nassar, que ainda não procuraram a justiça.

O acordo bilionário foi considerado satisfatório pelos representantes das vítimas. A forma de distribuição dos mais de US$ 400 milhões, que serão destinados diretamente às vítimas, ainda não foi definida.

“O estado de Michigan mostrou liderança por sua disposição em começar a fechar esse capítulo sombrio. As vítimas de Nassar nunca podem ser curadas, mas isso é um passo na direção certa”, declarou Jamie White, outro advogado que representa às vítimas, em entrevista ao jornal "The Lansing State".

A Universidade do Estado de Michigan também se mostrou satisfeita com o acordo. Conselheiro especial da faculdade, Robert Young explicou à emissora de televisão CNN que a universidade aprovou a condução do caso que se tornou um escândalo mundial.

“A universidade está satisfeita por concordar em princípio de acordo que seja justo para os sobreviventes dos crimes de Nassar. Agradecemos ao trabalho árduo de ambos os lados na mediação e nos esforços do mediador, que alcançaram um resultado responsável e equitativo”, declarou Young.

O acordo desta quarta-feira só se refere à universidade. Ainda não há um acordo judicial para os processos contra a Federação Americana de Ginástica, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos e os treinadores Bela e Martha Karolyi. Parte das vítimas também acionaram a justiça contra as entidades.

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