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Traições, lesões e prisão: queda de Tiger Woods derruba o golfe nos EUA

Reprodução/TMZ
Tiger Woods culpou uma mistura de remédios ao ser preso Imagem: Reprodução/TMZ

Do UOL, em São Paulo

14/06/2017 04h00

Tiger Woods foi um fenômeno do esporte. Com uma preparação física, técnica e mental muito acima dos padrões anteriores, ele conduziu o golfe a um novo patamar durante seus anos gloriosos. O problema para a modalidade é que o declínio pessoal do jogador também está causando forte impacto no esporte. O golfe está sofrendo junto com Tiger Woods nos Estados Unidos.

Números que antes eram positivos e garantiam sucessivos recordes agora estão em baixa. E tudo começou com a fase trágica em que Tiger Woods mergulhou. O escândalo das traições, as seguidas lesões e as confusões fora dos campos (a última delas a prisão por dirigir sem condições na semana passada) ferem o golfe.

Entre 1996 e 2008, período entre a profissionalização de Tiger Woods e seu último grande título, 4.000 campos de golfe foram inaugurados nos Estados Unidos. Era quase um campo novo por dia. A curva, agora, é oposta. Só no ano passado, 143 campos foram fechados.

O número de praticantes também sofreu grande abalo. Segundo a Fundação Nacional de Golfe, 200 mil pessoas de até 35 anos deixaram de jogar golfe em 2016. Neste mesmo ano, o número de campeonatos no país foi o menor desde... 1995, o último ano antes da chegada de Tiger Woods ao profissionalismo.

“Por que não ajudá-lo da mesma maneira que ele nos inspirou? É lamentável que as pessoas o crucifiquem. Ele inspirou crianças, adolescentes, todo mundo. Queremos que ele fique feliz e volte a jogar”, declarou Martin Kayner, ex-número 1 do mundo, ao El País.

“Quem o viu no auge sabe que ele é único. É de longe o melhor. Estava fora de alcance. Sem Tiger Woods o golfe não é a mesma coisa. Os torneios são diferentes, o ambiente não é o mesmo. Ele tinha uma energia especial”, emendou o jogador espanhol Gonzalo Fernández-Castaño.

Dono de 14 títulos de Majors, Tiger Woods foi número 1 do mundo por 683 semanas. Os cinco jogadores que o sucederam na liderança do ranking, somados, não atingem esse número. Isso sem falar nas cifras milionárias que o americano levou ao golfe, dos patrocínios pessoais às transmissões de TV, passando por premiações crescentes nos torneios.

Tiger Woods, hoje, tem 41 anos. Ele já declarou que não tem pressa para voltar, embora nutra essa esperança. Quem é seu fã fica na expectativa. E o mundo do golfe também tem motivos para esperar Tiger Woods.

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