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Campeãs pedem incentivo e atenção com geração futura do handebol brasileiro

Luiz Paulo Montes

Do UOL, em São Paulo

24/12/2013 09h21

As jogadoras da seleção feminina de handebol desembarcaram no Brasil festejando o título mundial conquistado neste domingo (22), na Sérvia, mas não deixaram de mostrar preocupação com o futuro do esporte.

A goleira Babi Arenhart , a armadora Duda Amorim e a capitã mostraram preocupação com a renovação da equipe no futuro, quando a geração que levantou o troféu inédito para o país estiver encerrando seu ciclo.

“Até 2016 [Jogos Olímpicos do Rio] a gente vai. Depois, algumas param, outras continuam, esse processo de renovação é natural. Temos meninas de muita qualidade no Brasil, mas a preocupação é que elas não consigam chegar aos títulos por falta de incentivo”, comentou Babi, de 27 anos.

“A gente luta pelo mesmo reconhecimento que temos na Europa, mas que ainda é muito pobre no Brasil. Nossa luta é para que as meninas continuem nosso trabalho, seria triste se não conseguissem”, acrescentou.

Já Duda Amorim, escolhida a melhor jogadora do torneio, também pediu atenção às gerações futuras. “A gente espera que o título mude o rumo do handebol brasileiro, porque depois precisaremos de renovação. Eu não sei dizer o que vou fazer, talvez ainda consiga mais uma Olimpíada depois do Rio. Mas o importante é que temos uma geração boa surgindo, tivemos uma mescla importante”, apontou a armadora, também de 27 anos.

A capitã Dara, no entanto, é uma que já tem futuro definido após a competição daqui a três anos: a aposentadoria. "Eu tenho três sonhos na minha vida: ganhar um título mundial, uma medalha olímpica e ser mãe. Depois de 2016 eu paro, quero ser mãe, e vamos dar espaço para as que estão vindo com a gente. Espero que não seja o fim de um ciclo, mas o começo, uma transição de gerações", declarou.