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Com bagagem "gringa", Brasil projeta voo alto no Mundial de Handebol

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Seleção estreia nesta quarta-feira no Mundial de Handebol Imagem: Reprodução

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

11/01/2017 04h00

A partir desta quarta-feira, a seleção brasileira masculina de handebol inicia a disputa do Campeonato Mundial da França com uma meta clara: chegar às quartas de final e obter o seu melhor resultado na história da competição, da qual nunca passou das oitavas.

E a equipe que disputará o torneio é praticamente toda com bagagem 'gringa'. Dos 16 jogadores convocados, apenas dois atuam no Brasil: os pontas Guilherme, de 17 anos, e Claryston, de 24.

Todos os outros estão espalhados pelos mais diversos países da Europa. A saída do país é um caminho natural nos últimos anos e repete o que aconteceu no feminino, que teve a seleção campeã mundial em 2013 com uma base que treinava e jogava junta pelo Hypo NÖ (AUT).

"Jogar na Europa é um grande sonho e pretendo fazer isso um dia. Vejo como um grande avanço para o handebol do país ter tantos atletas em ligas de ponta", disse Guilherme, que fará o seu primeiro torneio com a seleção brasileira.

Para efeito de comparação, há quatro anos o Brasil foi ao Mundial da Espanha com somente dois atletas que atuavam no exterior. Os outros 14 estavam na liga nacional. No Mundial de 2015, no Qatar, eram dez no exterior. Em abas as ocasiões, acabou eliminada nas oitavas.

"Antigamente, nossos jogadores iam jogar um Mundial e pediam para tirar fotos com os adversários, respeitavam demais. Hoje, com quase todos jogando no exterior a realidade é outra. Eles estão acostumados com esta realidade e isso com certeza ajuda na evolução da nossa seleção. O ponto ruim é que enfraquece a Liga Nacional e perdemos nossos principais jogadores", analisa o técnico Washington Nunes.

"Hoje nossa seleção é muito mais respeitada. Estes jogadores que atuam na Europa trazem uma outra mentalidade para a seleção em todos os aspectos, mesmo porque o ritmo de jogo, o estilo é muito diferente do qual estamos acostumados no Brasil. Eu aprendo muito", afirmou Claryston.

O Mundial será um grande desafio para Washington Nunes. Ele quer mostrar que pode dar sequência ao bom trabalho desenvolvido pelo espanhol Jordi Ribera, que levou o time nacional às quartas de final da Olimpíada do Rio. O europeu deixou a seleção após os Jogos e foi treinar seu país natal.

"Quero dar continuidade ao processo, e claro este passo a mais. Nos últimos Mundiais saímos do Brasil para chegar às oitavas. Agora, queremos ir adiante, queremos mais, pelo menos as quartas", disse o treinador.

Logo na estreia, às 17h45 (de Brasília), o Brasil enfrentará a França, anfitriã e atual campeã mundial. Os franceses foram os algozes nas quartas de final da Olimpíada, competição da qual o Brasil tem 11 remanescentes para o Mundial.

Confira os jogos do Brasil

Hoje, 17h45 - Brasil x França
14/1, às 11h145 - Brasil x Polônia
15/1, às 17h45 - Brasil x Japão
17/1, às 11h - Brasil x Noruega
19/1, às 11h - Brasil x Rússia
Os quatro primeiros colocados avançam para as oitavas de final.
 

 

 

 

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