Esporte

Putin parece estar em todo lugar na Rússia. Até no logo do Mundial de judô

Do UOL, em São Paulo

30/08/2014 15h21

Está vendo esse logo ai em cima, com um homem de quimono, sentado? Esqueça a imagem de um campeão olímpico ou mundial. A foto usada como modelo para a criação da identidade visual do Mundial de Judô de 2014, que ermina neste domingo (31) na cidade de Chelyabinsk, na Rússia, é de uma pessoa bem mais conhecida do que qualquer atleta da modalidade: Vladimir Putin.

O presidente russo (e um dos homens mais poderosos do planeta) está intimamente ligado ao esporte por lá. Praticante da modalidade desde os 11 anos, Putin é mestre graduado com o oitavo dan. O político chegou até a lançar um DVD intitulado "Vamos aprender judô com Vladimir Putin", onde ensina suas técnicas.

Durante as Olimpíadas de Inverno de Sochi, no começo do ano, ele já tinha admitido que gostaria de ser um atleta olímpico da modalidade. "Se tivesse tal possibilidade e chegasse a conseguir o nível necessário, competiria com gosto no programa de judô. É o esporte que pratico por quase toda minha vida", disse Putin.

"O judô não só significa boa saúde, músculos fortes e domínio das técnicas, mas também nobreza, tolerância e ajuda mútua. Por isso que seus princípios fundamentais correspondem plenamente com os de uma sociedade tolerante".

Ele não apareceu para acompanhar o torneio, mas o site oficial tinha uma mensagem do presidente, mostrando a importância que ele dá para a modalidade: “É importante ressaltar que esse evento vai marcar uma nova página para o judô nacional. Vai tornar ainda mais popular o modo de vida saudável representado pelas artes marciais”.

O meteoro de Chelyabinsk

Outra curiosidade do torneio envolve a própria cidade de Chelyabinsk. E não é pela ligação com o judô – o local é uma espécie de capital russa da modalidade, com um centro de treinamento moderno que abriga a base da atual seleção russa.

No ano passado, um meteorito gigante caiu na região, ferindo mais de mil pessoas. Estimativas apontam que os estragos da queda somaram mais de 30 milhões de dólares – a força da explosão na entrada na atmosfera terrestre liberou 30 vezes mais energia do que bomba atômica que foi jogada sobre a cidade de Hiroshima durante a segunda guerra mundial.

Um dos prédios mais atingidos foi justamente a sede do torneio, a Traktor Arena. O ginásio, usado principalmente em partidas de hóquei no gelo, teve paredes afetadas pela onda de choque que acompanhou a queda do meteorito.

No tatame, russos decepcionam

Enquanto os russos fizeram um belo mundial, com arquibancadas lotadas e grandes torneios, os judocas do país não aproveitaram esse efeito casa (que o Brasil conhece muito bem - foram quatro ouros nos dois últimos torneios que realizou). A equipe da casa fechou a competição sem nenhuma medalha de ouro. Mais do que isso, eles fizeram só duas finais - perdendo ambas.

O total de oito medalhas é respeitável, mas pobre quando você lembra dos Jogos Olímpicos de Pequim, por exemplo: a Rússia foi o país que saiu da Inglaterra com o maior número de campeões olímpicos, três, um a mais do que o Japão.

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