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Exemplos para Bolt? 10 superastros que se arriscaram em outras modalidades

@Masandawana/Twitter
Imagem: @Masandawana/Twitter

Do UOL, em São Paulo

28/02/2018 04h00

Assim como Usain Bolt, que se aventura no futebol depois de se aposentar no atletismo, os astros a seguir ganharam tudo em um esporte, mas depois resolveram começar de novo em outro. Uns se deram bem, outros nem tanto. Quem servirá de exemplo para o jamaicano? 

  • Imagem: Getty Images
    Getty Images
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    Michael Jordan

    O assassinato do pai James Jordan em 1993 levou o superastro do Chicago Bulls a tomar uma decisão que surpreendeu a todos: sem vontade de continuar no basquete, anunciou a aposentadoria. Ele estava no auge da carreira e tinha acabado de conquistar o tricampeonato da NBA. Mais surpreendente ainda foi o que aconteceu em seguida: Jordan assinou contrato com o Chicago Red Sox para jogar beisebol nas ligas menores, realizando assim o sonho do pai. O desempenho não foi lá essas coisas, mas não faltou dedicação. Ele fazia tudo o que os treinadores pediam, não se atrasava e ficava nos mesmos hotéis que o resto do time. Até que, em 1995, Jordan cansou de ser mais um e voltou à NBA para ganhar mais três títulos pelo Chicago Bulls.

  • Imagem: Tony Duffy /Allsport
    Tony Duffy /Allsport
    Imagem: Tony Duffy /Allsport

    Carl Lewis

    Michael Jordan chegou ao Chicago Bulls no Draft de 1984 - na mesma ocasião, o time recrutou Carl Lewis. Isso mesmo: o multicampeão do atletismo, dono de nove ouros olímpicos, poderia ter sido companheiro de Jordan na NBA. Naquele mesmo ano, Lewis também foi selecionado pelo Dallas Cowboys no Draft da NFL. Como ele tinha 22 anos e ainda estava na universidade, os times o escolheram pelo seu porte atlético, mesmo que ele não praticasse nem basquete nem futebol americano na faculdade. É como se Bolt assinasse contrato com um time antes mesmo de começar a treinar futebol - e nunca chegasse a entrar em campo.

  • Imagem: AP Photo/Sue Ogrocki
    AP Photo/Sue Ogrocki
    Imagem: AP Photo/Sue Ogrocki

    Marion Jones

    A norte-americana que perdeu suas cinco medalhas olímpicas de Sydney-2000 por causa de doping também trocou o atletismo pelo basquete - só que, no caso dela, foi para valer. Até por estar banida das pistas, Marion resolveu voltar aos tempos da faculdade, quando fazia parte do time de basquete da Universidade da Carolina do Norte. Em 2003, já no fim da carreira no atletismo, chegou a ser selecionada no Draft pelo Phoenix Mercury. Mas só assinou contrato em 2010, já depois da sentença de doping, para jogar no Tulsa Shock, onde atuou por pouco mais de um ano.

  • Imagem: Reprodução
    Reprodução
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    Wilt Chamberlain

    Lenda da NBA e único jogador a marcar 100 pontos em uma partida de basquete, Wilt Chamberlain se aposentou em 1973, aos 37 anos, jogando no Los Angeles Lakers. Logo em seguida, passou a jogar vôlei. Competiu profissionalmente na International Volleyball Association, uma liga norte-americana de vôlei fundada em 1975 e que durou até 1980. Chamberlain foi presidente da liga e tinha até o seu próprio time, o Big Dippers, que reunia outros jogadores conhecidos e rodava o país fazendo exibições. A presença de um astro como ele nas quadras de vôlei ajudou a popularizar a modalidade nos Estados Unidos.

  • Imagem: Natacha Pisarenko/AP
    Natacha Pisarenko/AP
    Imagem: Natacha Pisarenko/AP

    Batistuta

    Na Libertadores de 1991, o Boca Juniors eliminou o Corinthians nas oitavas de final com dois gols de Gabriel Batistuta. Mas não ganhou o título, que ficou com o Colo-Colo. Vinte anos depois, o "Batigol" finalmente pôde comemorar um título com a camisa do Boca, mas em outro esporte. Capitão do time de polo dos Xeneizes, o ex-atacante foi campeão de um torneio amistoso em 2011, na Argentina.

  • Imagem: Getty Images
    Getty Images
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    Shevchenko

    Um ano depois de se aposentar no futebol, o ex-atacante ucraniano virou profissional no golfe e chegou a disputar o circuito europeu de 2013, visando competir nos Jogos Olímpicos do Rio. Mas ele não foi tão longe. Em 2016, em vez de disputar a Olimpíada, ele assumiu o cargo de treinador da seleção ucraniana de futebol.

  • Imagem: Fernando Santos/Folha Imagem
    Fernando Santos/Folha Imagem
    Imagem: Fernando Santos/Folha Imagem

    Falcão

    Em 2005, o melhor jogador de futsal do mundo deixou as quadras e assinou contrato com o São Paulo Futebol Clube. Assim como Michael Jordan, ele realizava um sonho do pai, que havia morrido no ano anterior e sempre quis vê-lo jogando futebol de campo. Na estreia, deixou uma boa impressão. Mas teve problemas de relacionamento com o técnico Emerson Leão e acabou deixando o clube depois de apenas cinco meses. Voltou para o futsal e liderou o Brasil na conquista do bicampeonato mundial.

  • Imagem: AP Photo/Alastair Grant
    AP Photo/Alastair Grant
    Imagem: AP Photo/Alastair Grant

    Alessandro Zanardi

    O piloto italiano foi bicampeão da Fórmula Indy em 1997 e 1998, mas teve que largar o automobilismo depois de um grave acidente em 2001, que o fez amputar as duas pernas. Seis anos após o trauma, Zanardi estava de volta às pistas, mas como ciclista paraolímpico. Ele já tem quatro ouros olímpicos na modalidade desde 2012.

  • Imagem: AP Photo/Detlef Ix
    AP Photo/Detlef Ix
    Imagem: AP Photo/Detlef Ix

    Michael Schumacher

    Logo depois de sua primeira aposentadoria, o ex-piloto alemão trocou a Fórmula 1 pela motovelocidade. Entre 2007 e 2009, Schumi competiu em algumas provas da Superbike alemã, sem resultados expressivos. Ele sempre negou a intenção de seguir carreira no mundo das duas rodas, mas voltou a fazer testes na Superbike em 2013, mesmo ano do acidente de esqui que o deixou em coma até hoje.

  • Imagem: Reprodução/Instagram
    Reprodução/Instagram
    Imagem: Reprodução/Instagram

    Anderson Silva

    Em abril de 2015, ele estava suspenso do UFC por doping e anunciou que participaria da seletiva nacional de taekwondo para disputar uma vaga nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Postou fotos e vídeos dos seus treinos na nova modalidade e deu entrevista coletiva ao lado do presidente da confederação. Dois meses depois, o dirigente reclamou do sumiço do Spider, que já tinha desistido da ideia: "Era muita falação". Na época, vários atletas do taekwondo brasileiro se manifestaram contra a participação de Anderson Silva na seletiva, alegando que era "marketing pessoal".

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