Esporte

Boa de bola e de porrada, lutadora dos EUA treina chutando uma bananeira

Do UOL, em São Paulo

03/06/2017 04h00

Tiffany “Time Bomb” Van Soest, 28 anos, faixa preta de segundo grau no caratê e estrela do kickboxing e do muay thai. A moça, uma norte-americana de ascendência alemã, tem se tornado popular no mundo das lutas não só pelos seus resultados nos esportes, mas também pelos treinos "malucos" que divulga na internet. Acredite: até canelada em árvore ela dá.

O vídeo, publicado em dezembro de 2016 no Instagram, “viralizou” nas redes sociais. Van Soest, de biquíni e cabelo amarrado, dispara uma série chutes contra o tronco de uma bananeira. São sete golpes no total, e a lutadora termina a sequência sem nenhuma reação de dor. “Só mais um domingo”, escreve na legenda. Para ela, isso é perfeitamente normal.

Divulgação
Imagem: Divulgação

Não à toa, “Time Bomb” (ou bomba relógio, em português) tem ganhado fama e, aos poucos, começa uma transição ao MMA: a combinação dos seus títulos com os seus vídeos excêntricos faz bem à sua imagem – e a isso se soma uma carreira irregular e curiosa, que chama atenção. Ela já foi jogadora de futebol e até se arriscou no salto com vara.

A norte-americana natural de Torrence, Califórnia (EUA), começou no caratê aos oito anos e, aos 17, recebeu a faixa preta de segundo grau, mas era impedida de competir no esporte – por ser menor de idade, dependia de autorização dos pais, que lhe negavam a permissão. Na sequência, deixou de lado as artes marciais para se dedicar ao futebol na Universidade de São Marcos, na Califórnia. Foram duas temporadas nos gramados, durante sua formação em kinesiologia.

“Sempre fui ativa nos esportes. Quando não estava lutando ou jogando bola, estava andando de skate, surfando ou jogando beisebol, basquete e golfe. Até salto com vara eu fiz, no colégio”, conta a moça, em entrevista dada ao site “Sport of Boxing”, dos EUA.

Van Soest ainda carrega o futebol consigo, mesmo que tenha optado de vez, desde 2011, pelos esportes de combate. Em seus vídeos de treinos postados nas redes sociais, vez ou outra aparece controlando uma bola com os pés – e é notável que ela leva jeito para o jogo.

Aos 22 anos, a lutadora finalmente se profissionalizou e passou a alternar entre combates no kickboxing e no muay thai. Sua carreira decolou: com apenas três vitórias no cartel, foi convidada a desafiar a holandesa Jemyma Beltrian pelo título do peso super galo do International Karate and Kickboxing Council (IKKC) - o duelo terminou em empate majoritário.

Na sua apresentação seguinte, conquistou o título da mesma categoria no WBC Muay Thai. Em outro evento, o Lion Fight, também de muay thai, acumulou os cinturões do super galo e dos penas. Foi a senha para Glory, maior evento de kickboxing do mundo, contratá-la.

Ela estreou na organização em maio de 2016 e, no fim do mesmo ano, após três combates, assegurou o título do Grand Prix do peso super galo. Tiffany, a essa altura, já tinha posto em prática também um plano de transição ao MMA: junto com o compromisso com o Glory, assinou outro com o Invicta FC, evento de artes marciais mistas, para dar início a uma carreira no esporte.  

O pontapé de largada no MMA não saiu como esperado: derrota para Kal Holliday por finalização – não teve jeito: a moça forjada na porradaria foi pega em um mata-leão no segundo round. Em maio de 2017, conquistou sua primeira vitória no MMA profissional, sobre Christine Ferea, por decisão unânime.

A variedade de gosto esportivo da “Time Bomb” se reflete em sua lista de ídolos. Na entrevista ao "Sport of Boxing", ela listou alguns nomes: Michelle Akers e Mia Hamm, jogadoras da seleção norte-americana de futebol feminino; Michael Jordan, do basquete; e Bruce Lee, ator de filmes de ação. “Mas eu acrescentei também Georges Saint-Pierre e Anderson Silva à relação”, acrescentou a moça das caneladas na árvore e dos títulos no kickboxing, que agora treina luta agarrada para entrar na mira do UFC.

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