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Nocaute, prêmio e até mãe na torcida: Aldo vence com novos e velhos hábitos

Sergei Belski-USA TODAY Sports
José Aldo comemora vitória sobre Jeremy Stephens no UFC Calgary Imagem: Sergei Belski-USA TODAY Sports

Do UOL, em São Paulo

30/07/2018 04h00

José Aldo nocauteou Jeremy Stephens no primeiro round no UFC Calgary, no Canadá, e deu fim à maior sequência negativa da carreira depois de perder suas últimas duas lutas. Com a vitória no último sábado (28), o lutador brasileiro voltou a vencer com novos e velhos hábitos.

O peso-pena retornou às raízes com os chutes baixos. O golpe sempre foi uma das principais armas de Aldo, mas ele não vinha utilizando muito nos últimos combates. Já contra Stephens, o brasileiro deu três chutes, um alto na guarda do oponente, um baixo que desequilibrou o adversário e outro na coxa, que fez barulho ao acertar a perna do americano.

Porém, a vitória só veio mesmo com socos após Aldo conectar um gancho na linha de cintura e derrubar o rival. O ex-campeão do UFC aplicou seguidos socos no adversário caído e ficou com a vitória por nocaute técnico aos 4min19 do primeiro round.

O triunfo também relembrou o brasileiro de outro hábito antigo: nocautear, o que virou rotina ao longo da carreira, mas que estava esquecido nos últimos anos. Esta foi a primeira vez que Aldo venceu por nocaute desde 2013, quando levou a melhor contra Chan Sung Jung no UFC 163 e manteve o cinturão dos penas. Desde então, foram três vitórias por pontos, todas por decisão unânime, em seis lutas antes de encarar o americano.

O combate contra Stephens ainda ocorreu justamente no país onde o manauara começou seu reinado no UFC. Foi no Canadá que Aldo venceu sua primeira luta no Ultimate, em 2011, e unificou o cinturão dos penas, que ele só viria a perder em 2015.

Fora os velhos hábitos, o duelo de sábado foi recheado de novidades para o brasileiro. Para se ter ideia, esta foi a primeira luta dele desde 2009 que não valeu cinturão. Nas últimas aparições, ele lutou para defender o título ou para desafiar o campeão.

O ineditismo também passa pela mãe dele, Dona Jocilene Oliveira. Pela primeira vez, ela assistiu a uma luta do filho e esteve ao lado de familiares e amigos na rua onde o lutador nasceu, em Manaus. Para quem nunca tinha visto o filho lutar, Dona Jocilene estreou com o pé direito, deu sorte e agora pretende desenvolver um novo hábito.

Já Aldo ganhou pela primeira vez no UFC o bônus de “performance da noite”. Ele foi o escolhido e recebeu bonificação de US$ 50 mil (cerca de R$ 185 mil). Mais uma novidade que o brasileiro quer tornar rotina após seu reencontro com a vitória.

Agora, o lutador vai curtir o triunfo e com festa, mas não por causa do nocaute. Nesta segunda-feira (30), a filha dele, Joana, completa seis anos. O presente já foi dado depois que o pai prometeu vencer e cumpriu.

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