Topo

MMA

Cris Cyborg explica o motivo pelo qual chamou Amanda Nunes de traidora

Lucas Lima/UOL/Folhapress
Cris Cyborg disputará o cinturão do peso pena feminino com Amanda Nunes Imagem: Lucas Lima/UOL/Folhapress

Ag. Fight

14/12/2018 09h10

A primeira superluta feminina da história do UFC está marcada para o dia 29 de dezembro, em Las Vegas (EUA), quando as brasileiras Cris 'Cyborg' e Amanda Nunes disputam o cinturão dos pesos-penas (66 kg) da organização. E com a proximidade do combate, o clima entre as atletas parece ficar ainda mais ríspido.

Prova disso é que Cyborg, atual campeã dos penas, não apenas voltou a chamar a rival de traidora do país como elaborou três razões para defender seu argumento. De acordo com a curitibana, Amanda falhou em assumir a defesa do Brasil em algumas ocasiões, fato que a teria incomodado.

"A primeira coisa é que ela me desafiou. Somos duas brasileiras e eu sempre tive o sonho de ver todas as brasileiras campeãs. Outra coisa é que eu vi ela sendo córner de outra menina contra uma brasileira. E a última coisa é que ela treina com um cara que fala um monte de coisas ruins sobre os brasileiros", afirmou, em entrevista ao programa 'Fair Game'.

A luta citada por Cyborg foi entre Jéssica 'Bate-Estaca' e Tecia Torres, quando a 'Leoa', próxima ao octógono, mas na área reservada para a plateia, gritou em apoio à ex-parceira de academia contra sua compatriota. Tecia, esposa da também atleta do UFC Raquel Pennington, é amiga de Nunes e de sua noiva, a peso-palha (52 kg) Nina Ansaroff.

Na sequência, lembrando os episódios de ataques ao Brasil feitos por Colby Covington, também atleta da American Top Team, a curitibana condenou a postura com que a rival tratou a situação. De acordo com 'Cyborg', a suposta conivência de Amanda é indício de que ela não liga mais para as suas raízes.

"Ela nunca apareceu para defender o nosso país. ela nunca disse nada, acho que isso é traição. Eu tenho cidadania americana, mas nunca esqueço de onde eu vim. Se um cara, um parceiro de treino, fala algo sobre o Brasil eu expulso ele da academia", finalizou.

Cris é campeã peso-pena do UFC desde 2017, quando conquistou o cinturão deixado vago por Germaine de Randamie. Anteriormente em sua carreira, a brasileira também foi dona dos títulos do Invicta e do extinto Strikeforce. Amanda, por sua vez, é a detentora da cinta peso-galo (61 kg) do Ultimate desde 2016.