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Filhos e Bope inspiram brasileiro Paulo Thiago a vencer no UFC da Suécia e embalar

UFC/Divulgação
O policial do Bope Paulo Thiago luta pela primeira vez desde a vitória no UFC Rio 1 Imagem: UFC/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

2012-04-11T06:00:00

11/04/2012 06h00

O brasileiro Paulo Thiago ainda está tentando deslanchar no UFC, mas se depender da torcida já tem um espaço reservado entre os ídolos do país no MMA. Isso por sua imagem forte, ligada ao seu outro trabalho: como policial do Bope em Brasília. Um dos mais festejados do UFC Rio de 2011, ele retorna ao octógono neste sábado, na Suécia, e usa seus filhos e a força de seu batalhão como inspiração para voltar a triunfar.

“Quando eu entro no octógono, não é apenas o Paulo Thiago. São todos que me ajudaram. Meu país, meu batalhão, eu represento todos. Sou muito orgulhoso disso e tudo o que faço na minha vida é pelos meus dois filhos”, afirmou Paulo Thiago (14 vitórias e três derrotas), ao MMAJunkie.

O lutador tem um par de gêmeos de seis anos e, curiosamente, cada um levou parte de seu nome: um se chama Paulo e o outro Thiago. “Com o que conquistei tenho a chance de oferecer o melhor para eles, com um futuro confortável. Isso renovou minha dedicação”, adicionou.

Paulo Thiago quer embalar no UFC depois de uma série irregular. Entre 2009 e 2010, perdeu três de cinco lutas. Mas vem de uma boa vitória por pontos no UFC 134, quando a torcida carioca foi à loucura com sua entrada, ao som de “Tropa de Elite”, música-tema do filme de mesmo nome. Desde então ficou afastado por tempo maior que o esperado, devido a uma lesão no cotovelo.

Para vencer a segunda seguida, enfrenta um estreante no UFC, o perigoso Siyar Bahadurzada, do Afeganistão. O rival tem 20 vitórias, um empate e quatro derrotas no MMA, e vem de cinco triunfos consecutivos, sendo quatro por nocaute.

No dia a dia, Paulo Thiago tem algumas “facilidades” em seu trabalho com o Bope, já que foi deslocado para o cargo de instrutor para poder se dedicar ainda mais aos treinos. Ele admite que fazer parte do batalhão fortaleceu sua imagem, ainda mais devido ao filme “Tropa de Elite”.

“O filme trouxe muita visibilidade por ter mostrado a realidade de se viver em um batalhão. Algumas coisas não foram tão precisas, mas se mostrou a força com que os policiais são treinados e que eles são comprometidos”, explicou o brasiliense, que afirmou que mesmo assim sente aquele frio na barriga antes de lutar.

“É normal sentir aquela adrenalina, sou um ser humano como qualquer outro. Mas não há comparação com participar de uma missão. Lá você pode tomar um tiro. O trabalho na polícia é bem mais tenso", concluiu.