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Pai suicida, parto problemático e ascendência negra: conheça mais da musa Ronda Rousey

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Ronda Rousey tem carreira invicta no MMA, com seis vitórias por finalização no 1º round Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

04/11/2012 06h00

Uma Medalhista olímpica de judô e campeã no MMA com seis vitórias, todas elas finalizando com chaves de braço no primeiro round, Ronda Rousey virou um fenômeno no mundo das lutas. E não só pelos resultados. A beleza, o jeito sem papas na língua e um histórico de vida rico transformaram a musa de 25 anos em uma celebridade digna de virar capa de revistas nos Estados Unidos.

Mês após mês, Rousey vem ganhando destaque na imprensa de seu país. Seja mostrando os belos traços - como no ensaio nu para a revista "Body Issue "da ESPN -, ou em grandes artigos de publicações como a Rolling Stone e a Sports Illustrated.

A visibilidade da lutadora permitiu que ela não mostrasse apenas seus resultados impressionantes nos ringues, o lado mais conhecido de sua carreira, mas também tivesse a chance de expor detalhes de sua vida pessoal. Enquanto não surge uma nova luta para Ronda, veja algumas histórias da musa do MMA e ajudam a conhecê-la melhor. Confira a seguir:

Musa do Esporte: Ronda Rousey
Veja Álbum de fotos

Falta de oxigenação no parto dificultou a fala na infância da hoje 'linguaruda'

  • Ronda teve uma vida difícil desde o princípio. Seu parto foi complicado e a falta de oxigenação em seu cérebro por alguns momentos causou problemas posteriores - hoje totalmente superados. A norte-americana sofreu principalmente com a fala e teve exaustivo acompanhamento fonoaudiológico para desenvolver melhor suas habilidades, já que nem a sua família a entendia corretamente. Curiosamente, hoje Rousey é conhecida pela língua afiada, com provocações tão fortes contra rivais como Cris Cyborg, que é até criticada por isso.

Suicídio do pai, aos 8 anos, aumentou o foco no judô

  • Não bastasse a complicação no parto e os problemas na fala, Ronda teve de lidar com o suicídio do pai, logo aos 8 anos de idade. A lutadora não fala muito do assunto, e prefere dar exemplos positivos do que passou com ele. Ronda conta a história de quando o pai, que trabalhava numa fabricadora de navios e aviões, tornou-se o primeiro a apostar na contratação de negros, mesmo com a ameaça de demissão de outros trabalhadores. “Eu tenho a coragem dele”, diz a bela, que sem o pai aumentou sua dedicação ao esporte.

Pioneira no judô dos EUA, mãe insistiu nas hoje famosas chaves de braço

  • Se a história com o pai é triste, a mãe acompanha a lutadora até hoje. Foi Ann Maria De Mars a maior responsável pela carreira de Ronda no judô. Ann Maria foi ela mesmo uma judoca, e pioneira: foi a primeira norte-americana a conquistar um ouro disputando Mundial. Uma história interessante é que a própria Ann Maria ensinou chaves de braço para Ronda, o que virou um golpe mortal nas mãos da musa. “Você vai treinar as chaves de braço tanto, que ninguém poderá defendê-las”, profetizou. Hoje, Ronda tem seis vitórias no MMA e em todas usou esta arma para acabar as lutas.

Loirinha de ascendência negra: bisavô venceu preconceito e ensinou lição

  • Quem vê as fotos da branquinha e loirinha Ronda Rousey - até nas de criança - não deve imaginar que a lutadora tem ascendência negra. E esta história está entre aquelas que ele leva de exemplo para sua vida. O bisavô de Ronda, Alfred Waddell, nasceu na Venezuela e sofreu pelo fato de ser negro. Seu sonho era audacioso em um tempo de preconceito: queria ser medico. Alfred se mudou para Nova York, mas nenhuma universidade aceitava um aluno de medicina negro. O jeito foi ir para o Canadá, onde o venezuelano conseguiu construir uma respeitada carreira - alvo até de um documentário da rede CBC.

Doutora Ronda: certificado de Harvard em mixologia conseguido em uma tarde

  • Não é que Ronda Rousey tenha cursado anos de estudo e tennha uma carreira acadêmica brilhante. Mas, se você quiser, pode até chamá-la de doutora. “Eu tenho um certificado de doutora em mixologia”, conta ela. Mixologia é o termo usado para a criação de coquetéis. “Uma amiga minha era assistente em uma pesquisa e me levou para lá. Então, sou uma doutora de Harvard, mas bastou uma tarde. Durmam com essa, espertalhões”, brinca a bela.