MMA

Por que o título de Dominick Cruz é uma das histórias mais incríveis do UFC

Maddie Meyer/Getty Images/AFP
Imagem: Maddie Meyer/Getty Images/AFP

Do UOL, em São Paulo

19/01/2016 07h45

O norte-americano Dominick Cruz recuperou o cinturão dos pesos galos do UFC no último domingo (18), ao vencer o compatriota T.J. Dillashaw por decisão dividida, em luta que escreveu mais um capítulo de uma das histórias mais incríveis da organização.

Cruz está no Ultimate desde 2011, mas cumpriu apenas quatro combates pela franquia – isso se deve às recorrentes lesões nos joelhos e na virilha, que bem poderiam ter aposentado o atleta de 30 anos e que lhe custaram, em 2014, a perda do título da divisão mesmo sendo um competidor invicto há quase 9 anos.

Vale dizer que o lutador chegou ao UFC como campeão, carregando título conquistado no WEC, organização comprada e incorporada pela de Dana White e dos irmãos Fertitta no fim de 2010. Defendeu seu posto contra Urijah Faber e Demetrius Johnson em um espaço de três meses. Logo depois teve a primeira complicação.

Capítulo 1: O começo do drama

Em julho de 2012 enfrentaria Faber outra vez, para fechar trilogia com o rival em duelo entre técnicos do The Ultimate Fighter 15 – até hoje, foi ele o único a vencer Dominick Cruz no MMA profissional. Pouco antes, em maio, teve de abrir mão do combate por causa de um rompimento no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.

Renan Barão, brasileiro, foi seu substituto no compromisso e bateu o adversário para conquistar o título interino da divisão dos galos.

A recuperação estava prevista só para o ano seguinte, mas em dezembro de 2012 a notícia ficou ainda pior para o atleta: já de volta aos treinos leves na oportunidade, tornou a lesionar o mesmo ligamento – e teve de fazer nova cirurgia.

Capítulo 2: A fila tem de andar

Barão defendeu o título interino duas vezes em 2013 e, em fevereiro de 2014, finalmente unificaria os cinturões com Cruz. Isso se o norte-americano, em janeiro, não tivesse contundido a virilha – e abandonado, mais uma vez, um duelo agendado.

O UFC decidiu tomar-lhe o posto de campeão regular, conquistado pelo brasileiro com outro triunfo sobre Urijah Faber.

Inativo desde 2011, o norte-americano voltou ao octógono em Las Vegas (EUA), no dia 27 de setembro de 2014. Mostrou que as operações não diminuíram sua agilidade em combate e nocauteou o japonês Takeya Mizugaki a 1 minuto do round inicial.

Capítulo 3: Novo tombo e “ressurreição”

A euforia por ter voltado a lutar – mais do que isso, a vencer – durou pouco: já em dezembro de 2014, o atleta comunicou um novo rompimento no ligamento cruzado anterior, desta vez do joelho direito. Ficou parado durante todo o ano seguinte.

No último domingo (17), Cruz voltou a se apresentar em combate pelo título dos pesos galos – ineditamente no UFC, na condição de desafiante. Contra T.J. Dillashaw, que alcançou o título da categoria em 2015, fez combate movimentado e equilibrado, vencido por decisão dividida: 48-47, 46-49 e 49-46.

A preocupação: o campeão estava mancando ao fim da luta. “Para tranquilizar os torcedores, não sofri uma nova lesão no joelho”, disse, ainda no octógono. “O que está doendo é meu pé esquerdo, porque eu tinha machucado ele antes dessa luta. Isso acontece com muitos lutadores, e garanto que em breve estarei bem”, concluiu.

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