MMA

Parceiro de Aldo contrariou a mãe para lutar. Agora vai estrear no UFC

Reprodução/Instagram
Felipe Olivieri treina com Dedé Pederneiras na academia Nova União Imagem: Reprodução/Instagram

Rodrigo Garcia

Do UOL, em São Paulo

29/01/2016 06h00

A noite do próximo sábado (30) terá um significado especial para um dos atletas que participará do UFC Fight Night: Johnson X Bader. O evento, que poderá definir o próximo desafiante ao cinturão dos meio-pesados, também será a estreia de Felipe Olivieri na maior organização de MMA do mundo. Ao ser agendado para enfrentar Tony Martin, o lutador realizou um sonho que busca há tempos.

Natural de São João de Mereti, município no interior do Rio de Janeiro, Felipe mostrava desde pequeno os traços de competitividade que o levaram a se destacar no esporte.  No entanto, até encontrar o sucesso nos ringues, o lutador passou pelas dificuldades tradicionais que os atletas enfrentam no país: a falta de patrocínio e ter de conciliar a rotina de treinos com outros empregos que lhe garantam verba.

“Não só eu, mas como todo atleta de luta que vive no Brasil, é bem difícil (se manter). Eu abdiquei momentos da minha vida que pessoas normais acham que são prazerosos. Abdiquei da parte financeira. Eu trabalhava, mas para ser melhor, precisava me dedicar plenamente ao que faço. Não tenho nem mulher, abdiquei de tudo. Dei aula para crianças em colégios, fui militar e dei aula como professor de luta”, disse o lutador em entrevista ao UOL Esporte.

O trabalho como educador poderia ter sido a realização de um sonho da mãe de Felipe, que atua na área. De acordo com o atleta, seus pais sempre tiveram uma expectativa diferente para seu futuro. No entanto, foi a própria mãe que começou a forjar o desejo de se tornar lutador no filho após coloca-lo para treinar judô quando ainda era pequeno.

“Ela queria que eu estudasse, fosse professor, e eu queria ter essa vida de atleta. Mas não era por mal, é porque eles querem o melhor para o filho. Até por questões financeiras, porque vida de atleta é bem difícil. Tive um pouquinho de resistência por esses motivos, além de chegar em casa de olho roxo, o que ela achava loucura. Mas faz um tempo que eles viram que é o que eu gosto, tenho o dom pra fazer e me apoiam bastante”, avaliou Olivieri.

E, assim como os pais já repararam a aptidão de Felipe, outros dois importantes do nome também identificaram o talento no atleta: Johnny Eduardo, lutador do UFC que integra o elenco da academia Nova União, e Dedé Pederneiras, treinador da equipe. Foi Johnny quem encontrou Felipe em uma academia de muay-thai e o ajudou a chegar até a Nova União, academia que forjou atletas de ponta no cenário mundial como José Aldo, Renan Barão e Claudia Gadelha. Após tanto trabalho, o lutador não esconde a expectativa de estrear no UFC.

Reprodução/Instagram
Felipe Olivieri posa ao lado de outros atletas da Nova União Imagem: Reprodução/Instagram

“Estou bem preparado, bem confiante, fiz um belo camp e acho que evolui bastante na parte física, técnica e mental. Eu gostaria de ter entrado antes, mas acho que Deus escreve certo por linhas tortas. Ele me trouxe até aqui porque estou capacitado e batalhei bastante pra isso, estou bem feliz. Estou ansioso, mas feliz de mostrar meu potencial”, projetou Olivieri, que tentou entrar no reality show The Ultimate Fighter em duas oportunidades, sem sucesso.

Dentre todas as técnicas e estratégias que o lutador aprendeu ao treinar com ex-campeões do UFC, é no lado mental que o lutador acredita ter obtido sua maior evolução. Depois de insistir em busca de um lugar no UFC e ver a oportunidade chegar, o lutador destaca seu maior aprendizado.

“Aprendi tantas coisas que não consigo enumerar. Na vida, depois de um tempo, a gente aprende que o mais importante é a caminhada, não o final. A caminhada te faz mais homem, o trajeto te faz mais forte, o final é só consequência do trabalho. Então, absorvi deles que a humildade e a persistência chegam longe”, comentou o lutador.

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