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Como o caso Anderson Silva revolucionou o antidoping no UFC um ano depois

Diego Ribas / AG.Fight/UOL
Imagem: Diego Ribas / AG.Fight/UOL

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

03/02/2016 06h00

O dia 3 de fevereiro de 2015 caiu como uma bomba na história do UFC. Foi nessa data que a organização anunciou que sua principal estrela havia sigo pego no exame antidoping. Anderson Silva testara positivo para dois tipos de esteroides anabolizantes antes e depois da luta contra Nick Diaz, em 31 de janeiro daquele ano: drostanolona e androsterona.

E se o cerco já estava se fechando quando o ex-campeão dos médios foi pego, um ano depois, a caça ao doping está ainda mais intensificada pela organização. Pouco tempo após o escândalo com Anderson Silva, o UFC anunciou sua nova política de combate ao uso ilegal de substâncias. Em parceria com a Usada (Agência Antidoping dos Estados Unidos), o Ultimate desenvolveu regras próprias e punições em todo o mundo.

Entre as diversas mudanças, a principal foi a realização de exames de sangue e urina durante todo o ano, independentemente de o lutador estar dentro ou fora do período de competição. Foi assim, por exemplo, que o cubano Yoel Romero foi pego. No dia 16 de janeiro deste ano, o lutador foi advertido pela Usada por possível falha em um exame realizado fora do período de combate.

No dia em que a nova política foi divulgada, Travis Tygart, chefe-executivo da Usada, afirmou que haveria um mínimo de 2750 testes por ano, o que dá uma média de 5,5 testes para cada um dos mais de 500 lutadores que o UFC tem em seu quadro de funcionários.

As mudanças feitas pelo UFC também tiveram impacto no Brasil, onde o controle antidopagem é feito pela CABMMA (Comissão Atlética Brasileira de MMA) em parceria com a ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem).

"Agora temos um suporte da Usada para realizar testes surpresas fora do Brasil quando a luta está sob nossa jurisdição, o que amplia e fortalece o trabalho", explicou Rafael Favetti, presidente da Comissão.

Favetti salientou que a entidade já havia adotado uma política mais rigorosa mesmo antes do anúncio do UFC. De fato, tanto a CABMMA quanto o UFC anunciaram o desejo de intensificar o combate ao doping uma semana após o caso de Anderson Silva vir à tona.

Além dos testes surpresas, outra grande mudança foi o aumento da punição aos lutadores pegos no doping. Agora, um atleta testado positivo pela terceira vez pode chegar a ficar até 16 anos suspenso.

No caso de Anderson Silva, o brasileiro se beneficiou do fato de a nova política ainda não estar em vigor na época em que ele foi pego. Por isso, o antigo campeão recebeu a suspensão de um ano, pena máxima na antiga regra para lutadores não-reincidentes.

Livre para voltar a lutar desde 31 de janeiro, quando chegou ao final sua suspensão, Anderson se prepara para o confronto contra Michael Bisping. Os dois se enfrentam no combate principal do UFC Londres, que acontecerá em 27 de fevereiro.

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