MMA

Campeã aos 24, brasileira se compara a McGregor e pede chance no UFC

Rodrigo Garcia

Do UOL, em São Paulo

10/02/2016 06h00

A noite de 23 de maio de 2013 tem um significado especial para todas as lutadoras de MMA. Foi nesta data que Ronda Rousey derrotou Liz Carmouche no UFC 157, que marcava a estreia da categoria feminina na organização. De lá para cá, tudo mudou. As lutas femininas passaram a ser bem mais valorizadas e as mulheres puderam passar a sonhar com a possibilidade de viver apenas do esporte, algo que já era realidade para muitos homens.

E a realidade não é diferente para Livia Renata Souza, campeã peso palha do Invicta FC, torneio em que Cris Cyborg atua. A paulista de 24 anos, natural de Araraquara, começou a carreira treinando jiu-jitsu, onde obteve destaque ao vencer dois torneios mundiais. No entanto, por ser um esporte cuja rentabilidade não é alta, Livia optou por migrar para o MMA, que começava a se tornar um mar de oportunidade para as mulheres.

“Migrei do jiu para o MMA quando abriu a minha categoria no UFC. A Ronda foi a embaixadora do MMA feminino, só tenho a agradecer tudo que ela fez para o esporte. O MMA feminino é mais dinâmico comparado ao masculino por não ter tanta estratégia, ser uma luta mais franca”, avaliou a campeã em entrevista ao UOL Esporte.

No entanto, para brilhar nos ringues internacionais, a lutadora superou o primeiro desafio: a aceitação da família. De acordo com a lutadora, sua família sentiu bastante o impacto da profissão em seus primeiros anos de carreira, especialmente por conta de uma lesão sofrida em sua terceira luta como profissional.

“Não era esse UFC da Globo, em que o Rafael dos Anjos vai até no programa da Ana Maria. Naquela época as pessoas tinham a imagem de que era briga de animal, algo muito violento. Minha família sentiu bastante porque, quando lutei com a Andressa Rocha, levei um chute no osso orbital e fiquei com uma lesão meio séria e feia. Hoje eles acostumaram, fiquei mais experiente e foi ficando mais natural. Não vamos dizer que é como uma profissão qualquer, mas é uma profissão valorizada. Lutador de MMA de um grande evento não ganha igual um jogador de futebol, mas tem visibilidade parecida hoje em dia”, relatou Livia.

Reprodução/Instagram
Livia Renata Souza em ação pelo Invicta FC Imagem: Reprodução/Instagram

Agora, a lutadora pretende vencer a última barreira para atingir o patamar que sempre sonhou. Invicta em nove lutas na carreira, sendo sete finalizações e um nocaute, Livia já planeja sua ida para a maior organização de MMA do mundo. Após derrotar DeAnna Bennett em apenas 90 segundos, Livia acredita que sua história no Invicta esteja encerrada por não ter mais adversárias do seu nível e agora espera a recuperação de sua mão, que acabou fraturada na última luta, para decidir seu futuro.

“Vou esperar minha mão se recuperar, definir em qual organização vou permanecer, se vou sair e assinar com o UFC. Penso que cumpri minha missão no Invicta, provei meu valor em pé e quero novas oportunidades para minha carreira”, projetou Livia.

E para ficar mais perto de seu sonho, a brasileira já está terminando de acertar os últimos detalhes de sua ida para os Estados Unidos para treinar em uma conceituada academia. Todavia, Livia ressalta que não foi procurada por ninguém ligado ao UFC para tratar de uma possível mudança para a organização. Porém, Livia já sabe bem os passos de quem seguir para triunfar na empresa comandada por Dana White.

“Eu sou a porra do Conor McGregor do peso palha. Eu não olho o adversário, eu olho os números. Eu não vejo o rosto dos adversários”, provocou a brasileira, antes de concluir.

“Mas eu respeito todo mundo. Vou chegar humilde e lutar com quem me colocarem. Vou esperar minha oportunidade chegar, treinar para chegar no melhor palco do mundo e vencer. Se eu chegar entre as 15 primeiras, para mim estaria ótimo. Não tenho contrato ainda, a vida do lutador começa quando ele luta no UFC. Luto com quem for, aonde for. Todos sabem que tenho capacidade de vencer qualquer uma na divisão”, concluiu a lutadora.

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