MMA

Anderson Silva tira sarro do caso de doping: "Fui de bombado a brocha"

Diego Ribas / AG.Fight/UOL
Lutador passou por julgamento na Comissão Atlética de Nevada Imagem: Diego Ribas / AG.Fight/UOL

Do Lancepress!

30/03/2016 13h17

O UFC lançou oficialmente o evento em Curitiba, que acontecerá no dia 14 de maio. No evento, que ocorreu na noite desta terça-feira, os principais nomes do card atenderam a imprensa e os fãs. O mais assediado foi Anderson Silva, que lutará em casa e está disposto a quebrar o jejum de vitórias, já que não vence desde outubro de 2012.

Em Curitiba o lutador vai encarar o jamaicano Uriah Hall, conhecido como o "Homem Ambulância". Além do combate em si, o Spider tratou do polêmico caso de doping que se envolveu no ano passado, sobre a última luta dele contra o inglês Michael Bisping, traçou planos e falou da relação com Jon Jones, e também sobre o acordo do UFC com a Reebok.

Confira os principais trechos:

UFC CURITIBA

"Não cheguei a encher o saco do UFC para lutar em Curitiba, não. Mas eu achei que não iria acontecer. Chegaram a estudar uma revanche com o Chael Sonnen pra ser no Rio de Janeiro, mas devido aos fatos que se passam no Brasil e pelos preços eles acharam melhor não. Aí eu fui para a Tailândia treinar, o meu empresário entrou em contato comigo e disse que poderia acontecer. Fiquei no aguardo, sem aquela ansiedade. Mas quando ele confirmou eu comemorei muito. Estou muito feliz, de verdade".

ÚLTIMA LUTA EM CURITIBA

"A última vez que eu lutei em Curitiba foi em 2002, pelo MECA, com o Roan Carneiro. Foi uma luta muito legal para mim e para toda a minha equipe. Eu acabei colocando uma posição que poucas pessoas acreditavam, que eu passava para os meus alunos de Jiu-Jitsu. E eu acabei conseguindo inverter e ganhei dele no chão, o que era pouco provável porque ele era muito melhor no Jiu-Jitsu do que eu".

JEJUM DE VITÓRIAS

"Não me sinto pressionado, de jeito algum. Eu acho que cada um tem que fazer o seu trabalho com verdade, com amor. Eu luto porque eu gosto, porque eu amo. Já lutei porque eu precisava, mas hoje em dia não mais. Nada do que eu fiz eu mudaria. É o meu jeito de lutar, é a minha verdade. É o meu jeito de lutar, é o meu coração e isso não vai mudar".

LUTA COM MICHAEL BISPING

"Eu acho que eu venci a luta, mas perdi a briga. Já digeri a derrota, eu acho que a derrota e a vitória andam lado a lado. Não venci a vida inteira, então sei lidar com isso. O importante é voltar inteiro para a casa. Quando dei o primeiro chute eu bati com o peito do pé e acabei sentido porque bateu no cotovelo dele. Mas não influenciou de maneira alguma na minha performance".

BRINCADEIRAS DURANTE AS LUTAS

"Ali dentro não existe brincadeira, não. Vou te fazer uma pergunta: você acha que quando eu quebrei a perna eu estava brincando? As pessoas falam muita bobagem. São pessoas que nunca tomaram um soco na cara, que nunca lutaram e não entendem nada. É difícil, mas tem que deixar as pessoas falarem e seguir o trabalho".

LUTA COM URIAH HALL

"Serão apenas três rounds. Muda o meu tempo de reação e de raciocínio. Já estou treinando isso. Desde o início da minha carreira o treinamento foi voltado em cima do tempo. Assim o tempo de reação tem que ser maior e mais rápido. O Hall é um atleta jovem, talentoso e que tem tudo para ser um campeão lá na frente".

CINTURÃO

"Eu tenho boas e más lembranças. Mas eu não sinto falta... eu fiz coisas que muita gente duvidava, que achava impossível. Mas eu sempre fiz com a minha verdade. Eu era novo, tinha 29, 30 anos... e eu tinha na minha mente de fazer a diferença, sendo diferente de tudo o que já tinha feito. Consegui por muito tempo e ainda tenho isso hoje, mas não posso esquecer da idade, que vou estar enfrentando atletas mais novos. É algo que pode acontecer, eu preciso me credenciar para isso. Eu me vejo campeão todos os dias".

MUDANÇAS NA CATEGORIA

"A verdade é que desde que eu perdi o cinturão a categoria ficou um bololô total. Ninguém sabe quem vai ganhar, quem vai perder, o que vai ser e o que não vai ser. Isso é legal, pois deu uma agitada. Feitos são feitos, cada um que foi campeão desta categoria teve as suas oportunidades e o seu tempo. Eu tive tudo isso e tive os meus momentos mágicos com o cinturão". 


FUTURO

"Sobre o futuro eu desejo realizar revanches com o Nick Diaz e com o Michael Bisping. Mas o desafio que eu quero é baixar de peso e encarar o Conor McGregor. Eu preciso ver com o pessoal do UFC em que peso isso seria possível. É um desafio que eu gostaria, pois acho que ele me oferece o que eu estou buscando no meu conhecimento marcial. Ele é um atleta eclético, versátil e que pode surpreender muita gente, como já surpreendeu.

MCGREGOR X JOSÉ ALDO II

"Olha, lá em casa tem um pé de acho. Nunca dá nada, mas eu sempre acho. Não sei, cara. É uma luta que todos os brasileiros estão esperando, mas não é uma coisa que depende unicamente dos atletas. Mas o Zé Aldo merece a revanche, sim. Honestamente não sei o que está acontecendo".

JON JONES

"Ele é muito amigo meu. Fico triste por ele ter se envolvido em mais uma polêmica. Fiquei sabendo pelo o meu filho, que é muito fã dele. Ele é um bom garoto. O que o UFC precisa fazer é ter um treinamento para que esses novos talentos saibam conviver com essas questões de vitórias, dinheiro, fama... é algo que está acontecendo hoje em dia no futebol, um trabalho de base".

DOPING

"Eu não tenho problema nenhum em falar sobre isso, apesar de ser algo que já passou. Mas eu saí de bombado para brocha! Mas tudo bem, tudo certo... se eu tomasse anabolizante eu teria voz grossa. Eu não vejo que a minha carreira ficou manchada, de forma alguma. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Quando eu subo lá é para mostrar a minha verdade. As pessoas podem falar o que quiserem, mas isso não vão tirar nunca de mim".

REEBOK

"Eu tinha contrato com a Nike. Todo mundo sabe que eu fã da Nike, eu uso muito pois eu gosto e é uma marca que me representa muito bem. Mas a Reebok tem contrato com o UFC e nós atletas temos que acabar nos moldando, mas o contrato é do UFC. Por exemplo, no futebol o clube tem um contrato e o jogador pode ter o contrato para ter a chuteira dele. A nossa chuteira é o nosso shorts, mas nós não temos direito a isso. Claro que é prejudicial ao atleta. Já tive conversa com o Dana White sobre isso, deixei claro que não estou contente com isso".

APOSENTADORIA

"Não penso nisso ainda. Tento manter a minha rotina de treinos. Não pretendo me aposentar tão cedo".

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