MMA

Campeão do UFC se oferece para treinar seu substituto em luta contra Jones

Reprodução
Daniel Cormier precisou deixar o duelo contra Jon Jones por lesão na perna Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

04/04/2016 15h53

O campeão meio-pesado do UFC, Daniel Cormier, explicou nesta segunda-feira (04) como aconteceu a lesão que o forçou a deixar o card do UFC 197, que será disputado em Las Vegas, dia 23 de abril. O norte-americano iria enfrentar o compatriota Jon Jones, ex-campeão da categoria que teve seu cinturão retirado após envolver-se em problemas com a justiça.

De acordo com o lutador, que concedeu entrevista ao programa MMA Hour, a lesão aconteceu durante um treinamento de sparring para a luta pelo título. Ao tentar acertar um chute baixo em um companheiro de treinos, acabou lesionando um ligamento que conecta dois ossos da perna. Após a lesão, Cormier tentou seguir treinando, mas a mobilidade reduzida acabou fazendo o atleta sofrer outra lesão, desta vez no queixo.

“Eu tenho uma lesão na perna e no queixo. Eu achei que na segunda já estaria melhor, mas não estava. Fiz um raio-x e constatei que não quebrei a perna, mas torci um ligamento que conecta dois ossos na perna. Eu tirei o resto da semana para tentar descansar, mas eu não podia fazer sparring, chutar, fazer wrestling, me mover lateralmente”, explicou Cormier.

Ainda segundo o lutador, ele esperou que os dias passassem para tentar voltar a treinar, mas a lesão não regrediu. Então, ele e seu empresário procuraram Dana White e Lorenzo Fertitta para explicar o que havia acontecido e tentar resolver a situação. Cormier ressaltou que estava disposto a lutar mesmo lesionado, especialmente por estar ciente do valor investido pelo UFC nesta luta. No entanto, os mandatários da organização foram enfáticos ao afastar a chance da luta.

“Eles me disseram: ‘Daniel, você está machucado, mesmo que você esteja bem nessas três semanas, ainda faltarão outras três para você estar bem. Você trabalhou muito para chegar onde está, é o campeão, não podemos te colocar em uma situação que você não esteja saudável e faze-lo lutar machucado, não queremos você lutando nessas circunstâncias’. Eu implorei, pedi até segunda feira, mas eles me disseram que não mudaria nada, que não estava 100%. Foi muito louco, porque achei que eles me colocariam na luta, e na verdade eles foram compreensivos e me tiraram pelo melhor da organização”, ressaltou Cormier.

Por ter o respaldo da organização e estar ciente que não estaria apto a lutar, Cormier encarou com naturalidade a decisão do UFC de colocar o cinturão interino em disputa. O lutador mostrou-se tão conformado com a decisão que até ofereceu ao seu substituto, Ovince Saint Preux, sua estrutura e seus parceiros de treino da American Kickboxing Academy para que ele se prepare para a luta contra Jon Jones.

Isso não me incomoda muito. OSP é um grande cara, muito talentoso, um dos mais jovens que podem fazer impacto nesta divisão. Muitas vezes as pessoas evitam lutar (contra Jones). Todos tem uma chance, todos tem a oportunidade, basta pegar. Nós abrimos as portas para ele, se ele quiser vir treinar aqui com a gente para essa luta. Ele pode usar Velásquez, Luke Rockhold. Nós temos tudo no lugar. Ele pode pegar meu camp pelas próximas semanas, cuidaremos dele, vamos deixa-lo em forma, porque ninguém nesta academia quer ver Jon Jones fazendo uma luta dura.  Nós queremos dar uma chance a OSP. Eu serei um dos treinadores. Ninguém quer lutar mais do que eu contra Jones. Ele pode pegar meu camp, eu achei que a gente teria a melhor mistura do que é necessário para a preparação. Ele pode pegar tudo que temos, com tudo pago. Nós temos a AKA para suporta-lo”, ofereceu Cormier.

Por fim, Cormier disse que espera estar apto a voltar a treinar em breve e que, se Jon Jones quiser e estiver saudável, eles poderão se enfrentar no card do UFC 200, que promete ser histórico para a organização.

“De 4 a 6 semanas já deverá estar melhor. Eu poderia estar pronto para lutar no UFC 200. A única coisa que assusta um pouco é que o Jones luta em abril, não sei se ele lutará três meses depois. Caso ele vá, aceito fazer a luta em qualquer altura do verão (norte-americano), não acho que demorará tanto pra me recuperar.”

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