MMA

Jacaré promete cinturão até fim do ano. Belfort só fala em sonho realizado

Alexandre Loureiro/Inovafoto
Ronaldo Jacaré e Vitor Belfort irão se enfrentar no co-evento principal do UFC 198 Imagem: Alexandre Loureiro/Inovafoto

Danilo Lavieri

Do UOL, em Curitiba

12/05/2016 17h00

Ronaldo Jacaré enfrenta Vitor Belfort neste sábado (14), em Curitiba, no UFC 198. Sua luta é a segunda mais importante do evento, só atrás da defesa de cinturão de Fabrício Werdum contra Stipe Miocic. A cabeça do lutador brasileiro, no entanto, já está pensando à frente. 
 
Em todas as suas entrevistas, ele cita a vontade que tem de disputar o cinturão dos médios, hoje nas mãos de Luke Rockhold, que dará a revanche a Cris Weidman em junho, no UFC 199.
 
“Eu nem quero saber quem é que vai vencer no UFC 199, não me importo pelo adversário. Quero saber do cinturão, esse é meu foco. Até o fim do ano, se me derem lutas, eu vou estar com esse cinturão, pode ter certeza”, disse ele, para só depois falar do confronto com Belfort.
 
“É mais especial lutar em um estádio, mas não vai mudar muita coisa. É muito bom poder estar lá e enfrentar uma lenda que é o Belfort. Eu sempre fui um atleta determinado e sempre vi ele falando que eu seria o futuro do Brasil no MMA. E não está sendo diferente”, respondeu o confiante lutador.
 
Vitor Belfort, como de costume, tem adotado discursos mais políticos e sempre baseado em sua experiência de MMA. O “Fenômeno” revelou que estar em Curitiba para o evento deste sábado é algo que ficará para sempre no seu currículo.
 
“Eu sempre quis lutar em um estádio de futebol e eu sabia que os brasileiros poderiam fazer isso. Era algo que eu tinha na minha cabeça de fazer antes de me aposentar. E ainda bem que estou fazendo isso agora”, relatou.
 
Apesar de toda a sua trajetória, os lutadores presentes para o UFC 198 têm apostado que Jacaré levará larga vantagem no confronto. Warley, na última quarta, disse que Belfort não aguentaria lutar nem por três minutos. Werdum, por exemplo, acredita que a luta acabará antes dos três rounds.
 
“O Jacaré é mais forte, mais técnico. O Belfort é sempre perigoso, explosivo, e quando fica acuado é perigoso, porque ele fica ainda mais atento. Mas eu acredito muito na vitória do Jacaré. Ele é meu amigo, é verdade, mas precisamos ser realistas. Acho que o Jacaré leva ele para o chão e finaliza ou ganha pelo volume de golpes”, disse o campeão dos pesados.

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