MMA

Ele estava desesperado e pensando em parar. Uma semana depois, veio o UFC

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Luiz Henrique Frankenstein vai estrear no UFC após quase desistir do MMA Imagem: Facebook/Reprodução

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

03/06/2016 06h00

Do desespero com a falta de oportunidades e as dificuldades financeiras ao maior evento de MMA do mundo em apenas uma semana. Esse é o tamanho da reviravolta na vida de Luiz Henrique "Frankenstein", pernambucano de 26 anos radicado no Pará, que fará sua estreia nos meio-pesados do UFC neste sábado (4), contra o americano Jonathan Wilson.

Em março, Henrique estava pensando seriamente em abandonar o esporte. Com o tempo sugado pela rotina de treinos e com problemas de dinheiro para sustentar os dois filhos, ele cogitou voltar a exercer a profissão de mecânico em tempo integral em Benevides (PA), onde mora. As lutas, que completavam seu orçamento, não apareciam. Mas os treinadores o fizeram esperar.

"Me surpreendeu muito. As próprias pessoas com quem eu falei me disseram que é muito raro uma academia pequena igual a nossa [Elite Combat] chegar a um evento de proporção mundial como o UFC. É uma parte do meu sonho que está sendo realizada", disse "Frank" ao UOL Esporte.

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Frankenstein e Eugênio, seu primeiro treinador, com ele até hoje Imagem: Facebook/Reprodução

A luta que mudou tudo em sua vida aconteceu em janeiro, quando ele nocauteou o ex-UFC Ildemar Marajó no evento King of the Jungle 2. Foi a décima vitória em dez lutas na carreira do atleta, todas por nocaute, segundo o cartel oficial. Segundo Henrique, porém, seu retrospecto é ainda mais respeitável.

"No Norte, eu ganhei todas de que participei. Meu cartel real é 18-0. Não conseguia arrumar mais luta, porque ninguém queria lutar comigo. Os caras viam que era contra mim, não queriam arriscar perder e desistiam, fingiam que se machucavam. Eu ficava p..., porque me preparava para a luta e o cara desistia faltando uma semana", lembrou.

"Foi assim até que fecharam a luta com o Ildemar Marajó. Convidaram outro, o cara não quis, aí me ligaram e eu aceitei na hora. Foi essa luta que me abriu as portas do UFC".

Desespero e recomeço

Nascido no jiu-jitsu e com formação de muay thai, Frankenstein já havia tentado se dedicar exclusivamente ao MMA... e falhado. Foi há cerca de seis anos, quando sua primeira mulher ficou grávida de seu primeiro filho, e ele teve que parar de lutar para que não faltasse dinheiro em casa.

Quando decidiu voltar, após mais de dois anos parado, os nocautes começaram a se acumular de novo. Mas as vitórias em eventos no interior do Pará não estavam sendo suficientes para alavancar de vez a carreira.

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Frankenstein assina cartaz do UFC 199 na Califórnia Imagem: Facebook/Reprodução

"Fiquei um tempo muito triste, porque não conseguia lutar, não era chamado para eventos grandes. Cerca de uma semana antes do contato do UFC, eu realmente pensei em parar. Você se priva de muitas coisas, não pode ter um trabalho em tempo integral, o treino toma todo o seu dia. Eu estava tendo dificuldades financeiras sérias, devido a ter filhos. Tive até uma proposta para lutar em uma categoria que nem era a minha, e por estar desesperado, eu até ia aceitar. O UFC caiu como uma bomba", afirmou.

E agora que entrou, Frank não quer mais sair. O adversário da estreia, Jonathan Wilson, também está invicto – são sete vitórias na carreira, seis por nocaute. Mas o brasileiro, apesar de elogiar o oponente, confia que a luta não passará do primeiro round. Sempre lembrando de seus mestres Eugênio (jiu-jitsu), Mailon Vidal (muay thai) e Cléber (boxe), ele tem um objetivo nada modesto no UFC.

"Meu sonho é buscar o cinturão da categoria [meio-pesado]. Quero que o cinturão volte para o Pará, já que já esteve na mão do Lyoto Machida". E o primeiro passo, claro, é derrubar Wilson no UFC 199.

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