MMA

Justiça absolve médico apontado como responsável por morte de Ryan Gracie

AP
Ryan Gracie, ex-lutador morto em 2007 Imagem: AP

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

28/09/2016 19h32

O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu o psiquiatra Sabino Ferreira, que havia sido condenado em primeira instância pela morte do lutador Ryan Gracie, em 2007. A mudança na sentença ocorreu porque os desembargadores entenderam que o consumo de drogas associado a um problema congênito no coração causou a parada cardiorrespiratória na vítima, que estava na cela de uma delegacia de São Paulo.

A defesa do psiquiatra apresentou laudos de exames para comprovar que Ryan estava sob efeito de drogas e álcool. Na época, foi noticiado que houve consumo de cocaína, maconha e Frontal (medicamento contra ansiedade). Outro argumento foi um problema cardíaco congênito do lutador.

Ryan Gracie foi levado para 91ª DP de São Paulo depois de roubar um carro e tentar roubar outros dois veículos. Na cela, apresentou problemas de saúde. Sabino foi chamado e aplicou tranquilizantes e antipsicóticos. O advogado de defesa, Daniel Bialski, disse que as doses foram em doses terapêuticas e ressaltou que o Conselho Federal de Medicina absolveu o psiquiatra.

O entendimento foi acompanhado pelo Tribunal de Justiça nesta quarta-feira. O advogado disse que o cliente estava aliviado porque sofreu bastante nos últimos nove anos e passou por constrangimentos como ouvir que é um médico que mata.

O caso de Ryan Gracie ganhou muita repercussão na época. O lutador integrava a família Gracie, que ajudou a espalhar o jiu-jitsu no Brasil e teve papel decisivo na criação do UFC. Além disso, as circunstâncias chamaram a atenção.

A vítima roubou um Corolla e tentou roubar uma Fiorino e uma moto no Bairro Itaim Bibi, em São Paulo, no dia 14 de dezembro de 2007. Preso, foi levado para delegacia e sofreu confusão mental por causa do uso de drogas. Por este motivo, foi colocado em uma cela individual e um psiquiatra foi chamado.

Sabino declarou que recomendou a internação, mas não foi atendido. No dia seguinte, Ryan morreu na carceragem da delegacia. O médico foi condenado em primeira instância e a decisão foi comemorada por Flávia Gracie, irmã de Ryan.

O lutador chegou a fazer sete lutas, todas no Pride, do japão. Foi vencedor em cinco combates e perdeu dois.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Redação
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Blog do Ohata
Redação
Redação
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Redação
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Redação
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Ag. Fight
Topo