Topo

MMA

Gadelha ressalta trabalho de equipes americanas: 'Brasil fica pra trás'

Midiática
Imagem: Midiática

Do Lancepress!

19/10/2016 17h32

Ex-desafiante dos palhas do UFC, Claudinha Gadelha quebrou o silêncio sobre a sua saída da academia Nova União, no Rio de Janeiro, para ir treinar na equipe de Greg Jackson, mesma de Jon Jones, em Albuquerque (EUA) e cuidar de seu próprio time, o "Claudia Gadelha's MMA & BJJ Academy", na Pensilvânia.

Vindo de derrota para a campeã Joanna Jedrzejczyk, em julho, a potiguar identificou que passou dos limites nos treinamentos, o que gerou seu cansaço precoce e a derrota por pontos. Treinando na América, a lutadora revelou a grande diferença entre a Nova União e os time americanos, em entrevista com jornalistas via Skype.

"No Brasil a gente treina muito, procura evolução, mas da maneira errada, porque acabamos treinando demais. Não é nem por falta de informação. É que o brasileiro é tão sofrido que quer muito, e treina demais. Mas às vezes isso não é a coisa certa. Aqui a diferença é essa, não digo que é nem pela estrutura em si. Eles sabem periodizar o treinamento melhor, descansam mais. Estou sentindo a diferença nessa parte. Nunca senti, em nenhum treino, o que eu senti na última luta. Meu braços pesaram, não consegui mais lutar. Revendo o que aconteceu, vi que exagerei com a vontade para vencer. Fiz 17 semanas de camp, é um absurdo. Treinar demais não é o certo e é isso que estou aprendendo, conhecendo outras equipes, outras mentalidades. O preparo físico foi o meu problema porque eu passei do ponto. Cheguei ao ponto em que deveria estar bem antes da luta e, ali na hora, meu corpo não estava mais aguentando. O meu auge aconteceu antes da luta e entrei em declínio", avaliou.

Faixa-preta da Nova União, Claudinha Gadelha garantiu que não deixou a equipe por conta de problemas particulares, mas ficou claro que sua relação com Andre Pederneiras se restringe ao campo profissional.

"Ainda existe vínculo com a Nova União por causa dessa parceria com o Jair Lourenço, que me formou e mudou minha vida aos 15 anos. É um cara que eu quero do meu lado para o resto da vida. Saí da Nova União, mas a Nova União não sai de mim. Continuo respeitando a equipe. Já a minha relação com o Dedé sempre foi muito profissional. A gente nunca foi muito amigo, muito parceiro. E continua do mesmo jeito. Se tiver que tratar alguma coisa profissional, eu vou ligar para ele ou ele vai me ligar. Não aconteceu nada demais. Eu precisava buscar evolução e a evolução está aqui. O Brasil fica para trás em algumas coisas, principalmente no esporte. Como quero melhorar, tive que vir para cá", encerrou.

O próximo passo da número um no ranking dos palhas dentro do octógono acontece no dia 19 de dezembro, diante de Cortney Casey, que ocupa a 14ª colocação, em evento que acontece em São Paulo.

 

 

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{user.alternativeText}}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!