MMA

1ª defesa de cinturão do "escolhido" Woodley é também luta contra o racismo

Jeff Bottari/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images
Imagem: Jeff Bottari/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

08/11/2016 15h04

Quando Tyron Woodley entrar no octógono montado no Madison Square Garden em 12 de novembro, na luta co-principal do UFC 205 em Nova York, ele não estará apenas defendendo seu recém-conquistado cinturão dos meio-médios diante do desafiante Stephen Thompson. Para o atleta que carrega o apelido de "The Chosen One" (O Escolhido), será também um embate com um adversário bem mais antigo: o racismo.

Desde que venceu de forma surpreendente o então campeão Robbie Lawler em julho, com um nocaute no primeiro round, Woodley tem sofrido com abusos raciais, especialmente pela internet. Fãs que não "engoliram" sua vitória, ou sua recusa inicial em enfrentar Thompson, reagiram da pior maneira possível – atacando o lutador pelo fato de ele ser negro.

"Posso dizer pela minha experiência que, sendo campeão, as últimas semanas da minha vida foram o completo oposto do que eu esperava", disse Woodley ao podcast The Morning Wood. "Já vi muitas pessoas dizendo que estou com medo de tal lutador, que eu deveria perder meu cinturão. Vi pessoas me chamarem de macaco e outras coisas racistas. Elas perdem horas de seu dia sendo negativas".

O assunto não é novidade para o campeão. O "Escolhido" nasceu há 34 anos em Ferguson, cidade do estado do Missouri que em 2014 foi palco de revoltas da comunidade afro-americana após um jovem negro morrer baleado por um policial branco. O centro dos protestos fica a "três minutos a pé", segundo o próprio Woodley, da casa onde ele foi criado pela mãe com seus 12 irmãos.

Ele também já reclamou, sem culpar diretamente o UFC, de receber um "tratamento diferente" quando pediu lutas midiáticas e financeiramente vantajosas após se tornar campeão. Como comparação, Woodley apontou o caso de Michael Bisping, que defendeu seu título dos médios contra Dan Henderson – uma lenda veterana do esporte, mas que não estaria suficientemente bem ranqueado para disputar um cinturão.

"A mesma coisa que eu falo já foi falada por atletas que não são afro-americanos, e foi tudo bem. Michael Bisping lutou contra o cara que está em 12º ou 13º no ranking. Eu amo Dan Henderson, mas essa luta fez sentido por quê? Porque Bisping quis a luta, e porque a luta daria dinheiro. Mas seu pedir a mesma coisa, é um problema. Não é [um problema do] UFC, mas sim de um mercado não explorado".

Woodley pediu para enfrentar nomes como Nick Diaz ou o ex-campeão Georges St. Pierre, mas o UFC seguiu a lógica dos rankings e confirmou Stephen Thompson como oponente. Vencer o desafiante número 1, portanto, significa não só manter o cinturão, mas também mostrar aos que usaram sua raça para atacá-lo que ele pode ficar no topo por mais tempo – seja qual for o adversário.

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