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Origem nos EUA, pai chileno e timidez: conheça sensação brasileira do UFC

Michael Reaves/Getty Images/AFP
Vicente Luque é uma das grandes promessas brasileiras Imagem: Michael Reaves/Getty Images/AFP

Guilherme Dorini

Do UOL, em São Paulo

11/11/2016 18h00

Ele é filho de mãe brasileira e pai chileno, nasceu no Estados Unidos, mas tem orgulho de lutar pelo Brasil. Prestes a fazer seu quarto combate no UFC após participar do The Ultimate Fighter, Vicente Luque é considerado uma das grandes sensações do país na organização e acabou convocado de última hora para subir ao octógono montado no Madison Square Garden, no histórico evento em Nova York, que acontece no próximo sábado (9).

Fruto de um relacionamento amoroso entre Maria Aparecida e Pepe, Luque nasceu em Nova Jersey em novembro de 1991, onde morou até os seis anos de idade, quando sua mãe decidiu voltar ao Brasil após separar de seu pai. Eles então vieram para Brasília, cidade responsável por colocar o brasileiro, de vez, no mundo das lutas.

Michael Reaves/Getty Images/AFP
Vicente Luque enfrenta Belal Muhammad em Nova York Imagem: Michael Reaves/Getty Images/AFP

“Nasci em Nova Jersey, mas quanto tinha seis anos minha mão decidiu voltar para o Brasil e vim com ela. Meus pais tinham se separado, mas não foi um problema para mim. Sempre tive uma relação muito boa com meu pai, apesar de crescer em Brasília”, contou Luque em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

“Meu primeiro contato com luta aconteceu muito novo, com apenas três anos. Minha mãe é faixa preta de caratê e começou a me incentivar. Treinei essa modalidade até os 10 anos, depois fui experimentar outros esportes, como futebol. Com 15 quis realmente começar a lutar, foi quando escolhi o muay-thai. O jiu-jitsu veio com 16 e, aos 17, já estava fazendo minha primeira luta profissional de MMA”, acrescentou Luque, que ainda representa a Cerrado MMA, academia de Brasília, junto da Blackzilians, sua equipe na Flórida.

Sobre a decisão de defender as cores do Brasil, o lutador contou que nunca teve dúvida. “Nunca rolou [essa dúvida]. Cresci em Brasília, não tem como eu representar outro país além do Brasil. Mas gosto de deixar claro que me sinto brasileiro, americano e chileno. Represento os três países, mas, primeiro, o Brasil, que é onde está toda minha história, é onde comecei... Também tenho família nos Estados Unidos, tios e avós, assim como no Chile, que sempre torcem por mim. Também represento eles”, completou.

Luque voltou a morar nos EUA há dois anos e hoje se divide entre Brasília e Boca Ratón, na Flórida. “Voltei para os Estados Unidos no início de 2014. Sou muito amigo do Guto Inocente, que na época já estava treinado lá (Blackzilians) e havia comentado comigo. Perguntei se dava para passar um tempo lá. Fiquei três meses, o pessoal me conheceu, vi meu potencial e acabei ficando”, contou. “Passo parte do tempo em Brasília e parte na Flórida. Tudo de acordo com minhas lutas. Quando não tenho nada marcado, fico no Brasil, se tenho combate agendado, vou para lá para treinar”.

Desta vez, porém, sua preparação foi diferente. Com a exclusão de Lyman Good por potencial violação ao código antidoping, Luque foi chamado para o UFC 205 em cima da hora, no final de outubro, com pouco menos de um mês e meio para o evento. “Por ter sido em cima da hora, fiz meu treino todo no Brasil, na Cerrado MMA. Meus técnicos da Blackzilian vieram para cá para me ajudar”, disse.

Jacob Langston/Orlando Sentinel/AP
Vicente Luque foi eleito performance da noite ao finalizar Hayder Hassan Imagem: Jacob Langston/Orlando Sentinel/AP

Luque fez quatro lutas no UFC, sendo a primeira, sua única derrota, ainda pelo reality show da organização. Depois, saiu vitorioso em outros três eventos, sendo que em dois deles recebeu o bônus de performance da noite. No último, foi agraciado após um nocaute com apenas um minuto do primeiro round, há um mês e meio, em Brasília.

No sábado, em Nova York, enfrenta Belal Muhammad de olho em uma posição entre os melhores lutadores do peso-meio-médio (até 77kg). “Penso no ranking, sim. Foi essa uma das razões por eu ter aceitado essa luta ‘em cima da hora’. Ele é um adversário muito bem visto, perdeu a primeira contra um cara muito casca-grossa, depois venceu. Uma vitória minha, em um evento como esse, pode me colocar onde me colocar onde eu quero, lutando entre os top 15 da divisão”.

VIROU “ASSASSINO SILENCIOSO” POR TIMIDEZ NO TUF

No ano passado, teve a oportunidade de participar do The Ultimate Fighter, reality show da organização. O brasileiro participou da edição 21 do programa, que ficou conhecido por ser uma disputa entre duas tradicionais equipes de MMA dos Estados Unidos. De um lado, a American Top Team, do outro, a Blackzilians, seu time.

No TUF, Luque fez apenas duas lutas (além de participar do evento oficial de encerramento do show), vencendo a primeira com uma finalização, e sendo derrotado na segunda por decisão dividida. Foi lá, inclusive, que ele ganhou o apelido de “assassino silencioso”.

“Eu não sou muito de ficar falando, muito menos do trash talk, de ficar falando que vou matar meu oponente. No TUF ficava mais calado, no meu canto, e o pessoal me via como um cara que só estava lá por estar, que não ia se dar bem. Lutei, finalizei a primeira luta e eles ficaram surpresos. Foi aí que meu empresário inventou esse apelido.”, revelou.

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