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Faixa-preta, TUF e gratidão: a parceria entre técnico de Aldo e BJ Penn

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Dedé Pederneiras foi o responsável pela faixa-preta de BJ Penn Imagem: Reprodução/Instagram

Guilherme Dorini

Do UOL, em São Paulo

15/01/2017 12h00

Um dos melhores técnicos de MMA do mundo, Dedé Pederneiras pode se orgulhar de ter contribuído para a carreira de sucesso de BJ Penn. Parceiros desde 1998, foi das mãos do técnico de José Aldo que o havaiano recebeu sua faixa-preta de jiu-jitsu e se tornou o primeiro americano campeão mundial da modalidade. Em conversa com o UOL Esporte, o líder da Nova União relembrou algumas passagens da parceria de longa data com o lutador e ainda comentou o retorno do multicampeão ao UFC, que enfrenta o mexicano Yair Rodríguez no próximo domingo (15), no UFC Phoenix.

Dedé soube de BJ Penn pela primeira vez o vendo lutar em uma final mundial de jiu-jitsu, quando o havaiano chegou à decisão do peso-pena ainda na faixa-azul. Um ano depois, em 1998, indicado por um aluno que já treinava com ele e conhecia o treinador, se mudou para o Rio de Janeiro para iniciar sua fase na Nova União.

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BJ e Dedé (camisa branca) nos tempos de Nova União Imagem: Reprodução/Instagram

“Na verdade, conheci o BJ na final de um mundial, ainda na faixa-azul, no peso-pena, quando ele lutou contra um dos meus alunos e acabou perdendo. No ano seguinte, o Charuto (Renato Veríssimo), que já treinava com ele no Havaí, trouxe ele para treinar para competições comigo”, contou Dedé, que disse que já imaginava o futuro do campeão.

“Sabia que era um atleta muito bom, já que os garotos da Gracie Barra já tinham me falado sobre ele e eu já tinha criado uma expectativa muito boa em torno dele. Quando o Charuto trouxe, também me falou muito bem. Quando vi seus primeiros treinos, sabia que seria um campeão.” E ele estava certo. Estabelecido na Nova União, BJ Penn teve uma evolução rápida e, em apenas dois anos, recebeu a faixa-preta das mãos de Dedé. A decisão, contestada na época por alguns companheiros de academia, se provou correta após o havaiano se tornar o primeiro americano campeão mundial de jiu-jitsu da faixa-preta naquele mesmo ano, conquista que lhe rendeu o apelido de Prodígio.

“Na verdade, eu tinha três faixas-marrons aqui para uma seletiva e não ia ter ninguém para a preta. Então, falei que achava que ele tinha chances de ser campeão e que, em vez de deixar ele para a seletiva, o colocaria direto na preta, sem eliminatória”, revelou o treinador antes de contar o resultado da polêmica decisão.

“Tinha muita gente que achava que ele não merecia. Falei que acreditava nele, mas que ele precisava provar para os outros. Nas semanas que antecederam o campeonato, falei que se ele vencesse dois pretas no peso dele, eu daria a faixa e o colocaria no primeiro time. E foi assim que aconteceu”.

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BJ Penn com Dedé Pederneiras, José Aldo, Renan Barão e Léo Santos Imagem: Reprodução/Instagram

Diferentemente do que muitos acreditam, Dedé ainda desmistificou a história de que BJ Penn havia sido o primeiro lutador de fora do Brasil a se tornar campeão mundial de jiu-jitsu. “Na verdade, ele foi o primeiro americano a ser campeão mundial de jiu-jitsu. Tinha um outro aluno que já havia conseguido esse feito. Foi o João Roque, em 97, que treinava aqui há muito tempo, mas que na verdade nasceu na Angola.”

Depois desse período, BJ Penn retornou ao Havaí se preparar para se tornar um atleta de MMA, onde estreou profissionalmente em 2001 – uma vitória sobre Joey Gilbert no UFC 31.

Gratidão e reencontro no TUF

Instagram/Reprodução
Dedé foi um dos treinadores de BJ Penn no TUF 19 Imagem: Instagram/Reprodução

Vez ou outra, quando está no Rio de Janeiro, BJ Penn aproveita para reencontrar os amigos e fazer um treino na Nova União. A gratidão por Dedé Pederneiras é tão grande, que a lenda havaiana – campeã dos leves e meio-médios do UFC –, além de o citar quando foi incluído no Hall da Fama, fez questão de convidar o treinador de José Aldo para ser um de seus auxiliares no The Ultimate Fighter 19, quando ele foi convidado por Dana White para voltar da aposentadoria, ser um dos treinadores do reality show e enfrentar Frankie Edgar ao final da temporada.

“Foi muito legal ele ter me chamado. Na verdade, foi uma honra ter sido convidado por um gringo para participar de um programa totalmente voltado para o público estrangeiro. Fique por lá 30 dias, queria ter ficado mais, mas outros compromissos acabaram me atrapalhando”, lembrou Dedé.

Mais um cinturão?

Quando anunciou seu retorno ao UFC, BJ Penn afirmou que gostaria de conquistar o cinturão dos penas, o que lhe transformaria no único lutador com três títulos em três divisões diferentes da história da organização. O problema é que ele já havia afirmado que nunca lutaria contra um lutador de Dedé e, hoje, o campeão do peso é José Aldo.

UFC/Dvulgação
Será que BJ Penn conseguirá outro cinturão? Imagem: UFC/Dvulgação

“Ele sempre falou isso. Mas, se acontecer, vou entender. Cada um busca um objetivo, um sonho. Não posso impedir o sonho de ninguém. Não quero, depois, lá na frente, me arrepender de alguma coisa. Alguém chegar e falar que fui a pessoa que não deixou ela realizar um sonho”, argumentou o líder da Nova União.

Sobre essa possibilidade, Dedé acha complicada. BJ já está com 38 anos e, por suas últimas exibições nesta categoria, o técnico acredita que, talvez, essa não seja a divisão certa para que o havaiano realize seu último sonho.

“BJ é um garoto habilidoso, pode ser campeão a qualquer momento. Acho que ele tem que voltar e ver como se sente nesse peso. Na primeira luta (contra Frankie Edgar, nos penas) não foi muito bem, não se adaptou bem. Talvez fosse melhor tentar subir para buscar seu sonho”, finalizou.

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