MMA

Jacaré reafirma injustiça no UFC e quer cinturão nem que seja 'na marra'

Bruno Braz / UOL Esporte
Ronaldo Jacaré durante evento do UFC em restaurante do chef Felipe Bronze no Rio Imagem: Bruno Braz / UOL Esporte

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

06/04/2017 11h00

O sorriso é fácil e a fala é mansa. Bem-sucedido na carreira após muitas dificuldades desde a infância, Ronaldo Jacaré, aos 37 anos, está de bem com a vida. Casado, apaixonado e pai de três filhos, costuma dizer estar “tranquilo e resolvido”. O tom sereno, no entanto, não consegue esconder algo que ainda lhe aflige e muito: a falta de oportunidade em disputar o cinturão dos pesos-médios do UFC.

“Estou fazendo um bom trabalho. Estou ganhando uma quantidade de fãs que, para mim, era inimaginável. Todo lugar que eu passo, as pessoas perguntam quando eu vou lutar pelo cinturão e eu fico triste pois não sei o que responder. Meus fãs estão pedindo e acredito que, com meu trabalho, minha hora vai chegar”, declarou entre uma garfada e outra num restaurante na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Campeão do Strikeforce, inúmeras vezes de jiu-jitsu e com um cartel de 24 vitórias e quatro derrotas, Jacaré, para muitos, teve sua “fila furada” pela disputa do cinturão. O capixaba, porém, não quer mais solicitar uma chance e prefere agora apenas focar em suas lutas.

“Eu parei de pensar no cinturão porque parece que estou correndo atrás do vento. Meu objetivo é só trabalhar e andar para frente. Se eu tiver andando para frente, certamente estarei em direção ao meu objetivo”, declarou.

Jeff Bottari/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images
Jacaré encaixa kimura em Tim Boetsch em sua vitória recente no UFC Imagem: Jeff Bottari/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images

Enquanto a aguardada chance não chega, Jacaré não quer nem saber de ficar parado. Para ele, quanto mais lutas, melhor, e se tiver que bater em todos os adversários da categoria para convencer o chefão Dana White, assim garante que fará.

“Quem arrisca não petisca. Eu sou um campeão. Eu posso vencer qualquer um e um campeão tem que agir dessa maneira. Já tinha falado antes e vou falar agora: ‘cantor, canta, dançarino, dança, e eu tenho que lutar’. Se não tivesse que lutar com o Tim Boetsch (em fevereiro) quanto tempo eu ia ficar parado? Se for reparar, os atletas que ficaram muito tempo parados, não voltaram bem. Estou focado”, disse o brasileiro, que também não esconde a estranheza por algumas escolhas da organização: “Eu não estou mais reclamando dessas coisas. Eu não sei nem comentar. É esquisito, mas deixa para lá...”.

Rótulos

Com o passar do tempo e as faltas de oportunidades, alguns rótulos passaram a acompanhar Ronaldo Jacaré. Entre os principais, o de que não é um lutador “vendável” para transmissões em pay-per-view e o de que possui uma carência de um inglês fluente, o que o dificulta em termos comerciais. O capixaba, no entanto, contesta ambos.

No que se refere à audiência, bate na tecla do aumento progressivo de fãs e faz comparativos com as lutas do atual detentor do cinturão Michael Bisping.

“Se ele for viver de pay-per-view ele está morto, porque aquela luta que ele fez com o Dan Henderson foi uma bosta”, dispara.

Bruno Braz / UOL Esporte
Ronaldo Jacaré em momento de descontração em restaurante no Rio Imagem: Bruno Braz / UOL Esporte

Já em relação ao inglês, contesta os que consideram o tema como algo diferencial:

“Eu consigo me comunicar com meus fãs em inglês, mas os fãs pagam para me ver lutando no octógono. Ninguém paga para me ver falando inglês, vão para ver a luta. Mas eu consigo me comunicar com os fãs, pedir comida... Consigo me comunicar o suficiente. Consigo falar, ouvir o que os fãs querem, fazer o necessário. Acho que é o suficiente. Esse papo de falar inglês para lutar pelo cinturão é balela, isso não existe”.

Aposentadoria

Embora ainda não cogite essa possibilidade, Ronaldo Jacaré garante que não ficará frustrado caso termine a carreira sem a oportunidade de disputar o cinturão. O lutador, todavia, já tem planos para sua aposentadoria, como ter sua própria academia e dar aulas e seminários de jiu-jitsu.

“É muito importante o cinturão. Trabalho para ser o melhor. Já fui campeão do Strikeforce, inúmeras vezes campeão de jiu-jitsu... Mas se isso também não acontecer, sou super tranquilo e super bem resolvido. Se me encher muito o saco, se tiver demais para mim, não vou fazer algo que está me fazendo mal. Posso dar minha aula de jiu-jitsu... Agora, por exemplo, fui para a Europa, dei aula pela Europa toda. Posso abrir minha academia. Eu vou ter meus alunos...”.

Ronaldo Jacaré enfrentará Robert Whittaker, dia 15 de abril, pelo UFC “On Fox 24”.
 

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