MMA

Rival de Belfort arrumou confusão com brasileiro e nocauteou campeão do UFC

Guilherme Dorini

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

02/06/2017 12h00

Nate Marquardt, rival de Vitor Belfort no UFC 212 – luta que acontecerá neste sábado (3), no Rio de Janeiro –, nunca foi campeão da organização e sequer aparece no ranking dos médios (até 84 kg) atualmente, mas isso não significa que será uma luta fácil para o Fenômeno. O norte-americano é da velha guarda e é tão (ou mais) experiente quanto o lutador da casa. Em seu currículo, ele acumula um cinturão do extinto Strikeforce, nocauteando um campeão atual do Ultimate, e uma confusão com um brasileiro no Japão.

Reprodução
Marquardt foi campeão do Pancrase Imagem: Reprodução

Lutador profissional desde 1999, Marquardt, 38 anos, passou por três eventos diferentes antes de chegar ao Pancrase, onde foi campeão um ano depois. Na organização japonesa, fez duas lutas antes de ter a oportunidade de lutar pelo cinturão dos médios, quando venceu por decisão unânime Kiuma Kunioku.

Na sequência, defendeu o título duas vezes, perdeu o cinturão, recuperou-o e fez mais uma defesa com sucesso antes de ter seu caminho cruzado por Ricardo Almeida. Antes do combate, realizado em novembro de 2003, o norte-americano abusou do trash talk (provocações antes da luta), o que, na época, ainda não era muito comum. E isso irritou muito o brasileiro.

"O Nate era campeão dos médios, e me falaram para descer de categoria para disputar o título. Todo lutador está ali para isso, para ser campeão. Ele já tinha isso de falar muito, provocar, usar o trash talk... Falava que ia fazer isso, ia fazer aquilo... Na época não tinha tanto isso e essa postura me irritou. Me irritou bastante", lembrou Almeida em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

Os dois, então, entraram no ringue. Depois de um esboço de trocação, o brasileiro conseguiu impor sua estratégia, levando a luta para o chão, podendo usar o jiu-jítsu, sua especialidade, e o ground and pound para castigar Marquardt.

Reprodução/Sherdog
Ricardo Almeida tomou o cinturão de Marquardt Imagem: Reprodução/Sherdog

Quando o relógio apontava quatro minutos e cinquenta e três segundos ainda do primeiro round, aconteceu o lance chave do duelo. Por baixo, na guarda, Ricardo aproveitou um vacilo do norte-americano, laçou seu pescoço e aplicou uma guilhotina. Marquardt ainda aguentou alguns segundos antes de dar os famosos três tapinhas da desistência. O árbitro, tentou separar, mas o brasileiro, lembrando das provocações, segurou mais um pouco. A atitude irritou o rival, que acertou um soco já com a luta acabada e, na sequência, recebeu um chute de Renzo Gracie, gerando um princípio de confusão no ringue.

O brasileiro assumiu o erro, mas disse que conversou com Nate para acalmar os ânimos. "No final da luta, acabei segurando a guilhotina um pouco mais do que deveria. Acho que foi um pouco de inexperiência, juventude... Quando o soltei, ele me deu um soco e recebeu um chute. Vamos aprendendo. Não pode levar (essas provocações) para o lado pessoal. Ganhei, mas poderia ter perdido", contou.

Para Ricardo, a briga só não foi maior por conta de Renzo, que, apesar de chutar o norte-americano, é uma das pessoas mais amadas no mundo das artes marciais mistas. “Acho que o Renzo é o maior diplomata da história da luta. O Renzo deu um chute nele e ele se sentiu que estava errado [risos]. Todo mundo ama o Renzo, ninguém nunca quer estar contra ele”, completou.

NOCAUTE EM TYRON WOODLEY

Depois do Pancrase, Marquardt teve uma primeira passagem pelo UFC – 14 lutas –, antes de desembarcar no extinto Strikeforce, em julho de 2012, onde viveu um dos melhores momentos de sua carreira. O norte-americano já chegou em uma disputa de cinturão, desta vez pelo peso meio-médio, contra Tyron Woodley, hoje campeão da companhia comandada por Dana White.

No primeiro round, mostrou boa movimentação e, com golpes potentes, conseguiu um knockdown no compatriota. No segundo, abusou dos chutes, variando entre altos, baixos e até um giratório, dominando Woodley, que foi acordar para o combate apenas no terceiro, quando levou Marquardt ao chão após uma boa sequência. Faltou pouco para acabar a luta.

No quarto assalto, Marquardt se mostrou mais inteiro e precisou de pouco mais de um minuto para grudar Woodley na grade e desferir uma sequência espetacular, mesclando socos e cotoveladas até ver o hoje campeão do UFC cair aos seus pés nocauteado.

"Foi ótimo, é um sonho virando realidade", disse após a decisão. Quando perguntado qual teria sido o fator decisivo, Marquardt citou a experiência – ele tinha 33 anos, mas já com 43 lutas profissionais, contra 30 anos de Woodley, mas apenas dez combates. "Definitivamente a experiência fez diferença. E, como eu falei, eu estou em grande forma, treinei muito para essa luta. Esses jovens lutadores são sempre difíceis, eles vêm sempre para ganhar", disse na época.

Esther Lin/Forza LLC/Zuffa LLC
Marquardt nocauteou Tyron Woodley no Strikeforce Imagem: Esther Lin/Forza LLC/Zuffa LLC

Seu reinado no Strikeforce, no entanto, não durou muito tempo, já que perdeu o cinturão logo em seguida – foi derrotado por Tarec Saffiedine. Marquardt, então, voltou ao UFC, fazendo nove lutas, com apenas três vitórias e seis derrotas. A última, foi dominado por Sam Alvey, sendo superado por decisão unânime.

UFC 212 - 3 de junho, no Rio de Janeiro

Acompanhe na íntegra, em tempo real, no Placar UOL Esporte a partir de 19h30.
 
CARD PRINCIPAL
 
José Aldo x Max Holloway (peso-pena)
Cláudia Gadelha x Karolina Kowalkiewicz (peso-palha)
Vitor Belfort x Nate Marquardt (peso-médio)
Paulo Borrachinha x Oluwale Bamgbose (peso-médio)
Erick Silva x Yancy Medeiros (meio-médio)
 
CARD PRELIMINAR
 
Raphael Assunção x Marlon Moraes (peso-galo)
Antônio Cara de Sapato x Eric Spicely (peso-médio)
Johnny Eduardo x Mathew Lopez (peso-galo)
Iuri Marajó x Brian Kelleher (peso-galo)
Viviane Sucuri x Jamie Moyle (peso-palha)
Luan Chagas x Jim Wallhead (meio-médio)
Marco Beltrán x Deiveson Alcântara (peso-mosca)

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