MMA

Royce Gracie vibra com crescimento do Bellator e quer voltar a lutar aos 50

Guilherme Dorini

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/06/2017 11h00

Ainda falta muito para o UFC ser ultrapassado – talvez isso nunca aconteça –, mas não é possível fechar os olhos para o crescimento do Bellator, organização que assumiu o posto de maior concorrente do Ultimate nos últimos anos. Comandada por Scott Coker, ex-presidente do Strikeforce, o evento conta com Royce Gracie como embaixador, que vê com bons olhos o momento que vive a entidade.

Divulgação
Royce é embaixador do Bellator desde 2014 Imagem: Divulgação

“O Bellator está crescendo no mundo inteiro, não só nos Estados Unidos. É muito bom ter o Coker como cabeça do evento, todos os lutadores gostam de lidar com ele, já que também vem das artes marciais e entende o jeito dos lutadores. Ainda tem a experiência do Strikeforce... Tudo isso ajuda muito”, analisou Royce em entrevista ao UOL Esporte.

Como a lenda brasileira citou, a expansão do Bellator não acontece apenas nos EUA, mas, principalmente, na Europa, em territórios ainda pouco explorados pelo UFC. No último ano, a organização realizou oito eventos no Velho Continente (Inglaterra, Itália, Hungria e Irlanda, todas duas vezes) e ainda uma edição em Israel, na Ásia.

Além disso, o Bellator se prepara para dar o maior passo de sua história no próximo sábado (20). Pela primeira vez na história, a organização terá um card pay-per-view e, ainda por cima, será realizado no Madison Square Garden, templo esportivo da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. Os protagonistas? Chael Sonnen e Wanderlei Silva, uma rivalidade construída no reality show The Ultimate Fighter Brasil, do UFC.

Reprodução/Bellator
Royce Gracie também aparece como garoto propaganda do Bellator Imagem: Reprodução/Bellator

Apesar de não ter muito apelo esportivo, o evento deve bater recordes de audiência da organização. Recentemente, o UFC tem sido muito questionado por fãs (e até mesmo lutadores) por casar lutas pensando apenas no dinheiro e não na parte da competição. Royce, no entanto, acredita que isso não será problema para o Bellator e faz questão de diferenciar as situações.

“O Bellator começou fazendo isso. São lutas que não têm nada a ver com o ranking, como eu contra (Ken) Shamrock... O UFC está querendo nos copiar com essas superlutas, mas há uma clara diferença. Nossas lutas são só para os fãs e não interferem em nada na parte esportiva. Assumimos que elas são apenas como dream match, para audiência, mas não misturamos isso com disputas de cinturão, por exemplo”, explicou.

Reprodução
Bellator 180, em Nova York, será o maior da história da organização Imagem: Reprodução

O Bellator 180, por exemplo, além de contar com Chael Sonnen x Wanderlei Silva e Fedor Emilianenko x Matt Mitrione nas duas principais lutas da noite, ainda terá duas disputas de cinturão: Lorenz Larkin x Douglas Lima, pelos meio-médios, e Brent Primus x Michael Chandler, pelos leves.

“Estamos ansiosos pelo evento. Será a primeira vez que Coker terá uma oportunidade de fazer um pay-per-view no Bellator. Ainda será no Madison Square Garden, está com os ingressos esgotados... Será um sucesso”, acrescentou Royce.

DE VOLTA AO CAGE?

Royce Gracie, aliás, não descarta voltar a lutar pelo Bellator. Aos 50 anos, o brasileiro se diz em plenas condições de subir no cage para fazer uma superluta com algum outro veterano do esporte.

Em fevereiro do ano passado, ele fechou a trilogia com Ken Shamrock, 52 anos, com uma vitória polêmica e monótona, mas, ao mesmo tempo, lucrativa. O evento de número 149, contou com 2,4 milhões de fãs ligados na Spike TV, dos EUA, enquanto a média do canal para eventos do Bellator era de 600 mil. Além disso, o card quebrou recordes também de público e de bilheteria, atraindo mais de 13 mil pessoas para a arena.

Recentemente, Matt Hughes, ex-campeão do UFC, foi cogitado como próximo adversário de Royce, mas, segundo o brasileiro, o Bellator não havia demonstrado muito interesse no combate. Além disso, Hughes se envolveu em um acidente de carro na última semana e, agora, não existe qualquer possibilidade de isso acontecer.

“Parece que o Matt Hughes tentou conversar com o Bellator para me enfrentar, mas parece que o evento não demonstrou interesse nele. Sei que ele não assinou com o Bellator. Ele tentou, foi lá, conversou... Mas ninguém me falou nada, nem me chamou. Estou pronto, estou aqui", concluiu Royce.

O Bellator 180 será transmitido ao vivo, a partir das 21h (de Brasília), pelo canal Fox Sports. E você também poderá acompanhar todas as lutas pelo Placar UOL Esporte.

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