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Brasileira supera abuso sexual e vício em crack para chegar ao UFC

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Priscila Cachoeira fará sua estreia no UFC em Belém, em fevereiro Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

26/12/2017 13h37

Quando pisar no octógono do UFC no dia 3 de fevereiro, em Belém, Priscila Cachoeira marcará o ponto alto de sua volta por cima na carreira e, principalmente, na vida.

Vindo de oito vitórias consecutivas, a brasileira enfrentará a veterana Valentina Shevchenko e isso não é o mais importante. Para realizar o sonho, ela superou vício em drogas e até mesmo problemas de abuso sexual.

“Eu fui maltratada pelo meu pai, que disse que eu não era filha dele. Ele fez coisas para me machucar e ainda assim eu tinha ele como ídolo. Eu joguei vôlei pelo Fluminense e fui traída. Fui retirada do time. No meio disso, eu ainda fui abusada pelo meu cunhado e flagrei meu namorado me traindo”, contou ela ao MMA Fighting.

“Depois disso, eu comecei a ir para festas todos os dias e encontrei pessoas que usavam drogas. Minha vida mudou. Deixei os estudos e o esporte de lado e comecei a dormir de dia e festejar à noite. Comecei a usar loló, maconha, cocaína e crack”, relembrou.

“Eu passei mais de três anos usando crack. Meus bíceps eram do tamanho do meu pulso. O crack quase me matou. Eu queria parar, sabia que estava me matando, mas eu não conseguia parar. Meu corpo pedia”, explicou.

Cachoeira relembra o momento em que Rosimeri, sua mãe, foi até o local em que ela costumava usar as drogas para salvá-la.

“Estava usando crack por três dias seguidos, meu dinheiro tinha acabado e as pessoas já estavam me financiando. No terceiro dia, eu não queria mais usar, meu corpo não aguentava mais, mas não tinha forças para ficar de pé e sair. Estava vendo tudo embaçado, estava desorientada e queria sair. Quando olhei para porta, vi uma luz e vi minha mãe vindo em minha direção. Os outros usuários saíram com medo do que aconteceria. Mas ela veio e disse: ‘vamos para casa’. Todo mundo começou me aplaudir e dizer que queria ter uma mãe daquelas”, completou.

Daí em diante, ela se apegou ao esporte e nunca mais largou. Agora, anos depois, ela realiza o sonho e poderá levar sua mãe para a plateia do evento que acontece em menos de dois meses.

“As drogas estavam saindo de mim pelo meu suor. Tive recaídas e até usei drogas de novo, admito, mas minha vontade era maior. Quando percebi que tinha talento para lutar, decidi fazer algo para mim. Há dois anos, decidi que eu seria lutadora em três anos. Meu irmão riu de mim, disse que eu não sabia nem socar. E agora, dois anos depois, estou aqui”,

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