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W. Silva pretende se arriscar na política e quer campanha sem gastar R$ 1

Ethan Miller/Getty Images
Do octógono para a câmara? Wanderlei Silva pode sair como candidato a deputado federal pelo PSD-PR Imagem: Ethan Miller/Getty Images

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

12/04/2018 04h00

O MMA (Artes Marciais Mistas) pode ter um representante de peso nas eleições brasileiras, no segundo semestre. Considerado um dos nomes mais importantes da história da modalidade, Wanderlei Silva se filiou ao Partido Social Democrático (PSD) e pretende se lançar candidato a um cargo de deputado federal no Paraná. As mensagens de cunho político saem do Instagram para a vida real.

Wanderlei entrou para o PSD com o objetivo de participar diretamente da campanha de Ratinho Junior, filho do apresentador Ratinho e pré-candidato ao governo paranaense pelos sociais-democráticos. A principal promessa do ex-atleta do UFC, caso seja escolhido pelo partido, é passar a campanha para deputado sem gastar “um centavo”.

“Vou fazer uma campanha de Gandhi [ícone indiano e defensor da revolução sem violência], não vou gastar R$ 1, nem aceitar ajuda de ninguém, de nenhuma fonte. Não vai ter santinho, camiseta. Vou fazer um trabalho de internet e corpo a corpo”, disse, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

Divulgação
Wanderlei Silva se filiou na semana passada e torce para ser escolhido como candidato Imagem: Divulgação

“Se os caras quiserem um cara que entre lá e não faça parte do ‘esquema’, eu serei esse cara para representar o povo. Sei o que o povo precisa e não preciso roubar porque tenho o meu dinheiro. Estou bem, situação confortável, estou rico, bonito e magro. Não preciso roubar”, acrescentou Wanderlei Silva, que ainda pretende entrar pelo menos mais uma vez no octógono/ringue.

Não soa como surpreendente a entrada de Wanderlei Silva na vida política. Nas redes sociais, principalmente Instagram, o lutador constantemente se posiciona. O possível candidato do PSD à câmara é apoiador das ideias de Jair Bolsonaro, saúda constantemente policiais e defende o porte de armas. Recentemente, Wand comemorou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mesmo convidado pelo pré-candidato à presidência para se filiar ao PSL, partido que adotou Bolsonaro para a campanha presidencial, o lutador preferiu se unir a outra legenda, já ironizada por ele na própria rede social [o post está logo abaixo] por “mamar nas tetas do governo”.

Aliás, o número de pessoas em cargos públicos é um dos temas mais criticados pelo esportista. “Temos muitos funcionários públicos, temos que sanar isso. Quero que professores e policiais não paguem Imposto de Renda. Já que não se pode pagar mais para eles, que não paguem. Redução de imposto no Brasil todo, arrumar a lei trabalhista, para ser mais fácil contratar e demitir, com mais empresas e mais empregos”, discursou Wanderlei.

A própria classe também está incluída nos projetos desta pré-candidatura, ainda não oficializada pelo partido – somente a partir de 16 de agosto, os postulantes aos cargos públicos do legislativo podem iniciar a campanha. Wanderlei se inspira na Lei Pelé para tentar melhorar as premiações recebidas pelos atletas de MMA.

“Minha bandeira é uma só, a bandeira do Brasil [risos]. Quero fazer uma nova Lei Pelé; no caso, a lei Wanderlei Silva, que incluiria as artes marciais. Não tinha essa ascensão das artes marciais há 20 anos, quando a Lei Pelé foi feita. Vamos incluir as artes marciais para conseguir deduzir os impostos, sem passar pelo governo e com o risco de ser desviado”.

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