UOL Esporte Natação
 
12/03/2010 - 07h01

União com Corinthians pode fazer marca Cielo superar nível de Guga ou Giba

Allan Farina, Bruno Doro e Gustavo Franceschini
Em São Paulo
  • <STRONG>CIELO E CIELO</STRONG><p>Neste fim de semana, Cesar Cielo vai dar um tempo nos treinamentos e fugir um pouco da pacata Auburn. Ele vai para Nova York, gravar um comercial para a Cielo, empresa de meios de pagamentos eletrônicos que era ligada à Visa. Apesar do nome, o relacionamento do nadador com a empresa ainda é pequeno.

    CIELO E CIELO

    Neste fim de semana, Cesar Cielo vai dar um tempo nos treinamentos e fugir um pouco da pacata Auburn. Ele vai para Nova York, gravar um comercial para a Cielo, empresa de meios de pagamentos eletrônicos que era ligada à Visa. Apesar do nome, o relacionamento do nadador com a empresa ainda é pequeno.

Nas últimas duas décadas, Gustavo Kuerten virou símbolo de esportista bem sucedido. Seu sucesso foi tão grande que a marca Guga ultrapassou os limites do tênis. Hoje, mesmo depois de sua aposentadoria, ele segue como a cara mais conhecida do esporte no Brasil. Segundo especialistas, a união de Cesar Cielo com o Corinthians pode fazer com que o nadador supere esse nível.

“Hoje, você diz Cielo como diz Guga ou Giba. Lembrando só do esporte. Com o Corinthians, ele ganha uma exposição maior e para uma massa maior. O Cielo já é famoso, mas será conhecido por bem mais gente. Se essa associação for bem utilizada, vai trazer benefícios a ele como personalidade”, afirma Maurício Fragata, especialista em marketing esportivo.

"Ele [Cielo] tem resultados tão expressivos quanto os dois, mas Guga e Giba estão há mais tempo no esporte. O vôlei, por exemplo, aparece mais tempo na televisão, enquanto a natação tem apenas poucos segundos. Ele demonstrou potencial para chegar lá, mas ainda não está no mesmo nível", ponderou Rafael Plastina, diretor da Informídia Pesquisas Esportivas, empresa que fez uma pesquisa que indica o tenista e o jogador de vôlei como figuras mais conhecidas do que o nadador.

Além dos benefícios do atleta, o clube também deve lucrar com a associação. O Corinthians vai usar a imagem de Cesar Cielo para montar sua equipe de natação. O objetivo conseguir patrocínios justamente porque conta com o campeão olímpico e, com essa verba, pagar Cielo, a campeã do circuito de maratonas aquáticas Poliana Okimoto, e outros nadadores.

“O Cielo já tem seu nome na história do esporte, já mostrou a que veio. Para um atleta do nível dele, é muito bom se envolver com um clube do porte do Corinthians. Ao mesmo tempo, é um nome interessante para o centenário do Corinthians. Não há alguém superior, o ganho é igual para ambas as partes”, completa Fragata.

  • A ESCOLHA DE CÉSAR

    A questão aqui não é grana, mas potencial de crescimento das marcas, especialmente a do nadador. Alguns pontos tem de ser considerados. O Corinthians não tem tradição na natação. Isso pode fazer com que Cielo sofra pela falta de interesse do clube em investir na modalidade.

    Carregando a "bandeira" corintiana, por sua vez, Cielo deve ganhar muita popularidade. Mais do que já tem, o que lhe abre o caminho para novos patrocínios e, especialmente, para ser garoto-propaganda de marcas, um dos maiores "ganha-pão" de atletas de esportes individuais.

    Para o Corinthians, é questionável até que ponto pode render esse acordo, além de uma exposição "poliesportiva" para o clube. Sem tradição no esporte, o Timão já deixou para trás projetos que não foram rentáveis e que demandavam investimentos.

     

Apesar dos aspectos positivos para os dois lados, o acordo, que os corintianos dão como certo, ainda não foi oficializado. Detalhes sobre o uso da marca ainda impedem a assinatura. “Temos uma reunião no início da próxima semana”, limita-se a dizer o diretor de esportes aquáticos do Corinthians, Fernando Alba.

Procurada pelo UOL Esporte, a principal patrocinadora de Cielo, a bebida energética TNT, aprovou o acordo. "Nossa primeira avaliação é positiva por dois motivos. Primeiro pelo atleta, pela representatividade que ele passará a ter. Isso dá sustentabilidade para ele superar outros desafios. Como patrocinador, também aprovamos porque temos um retorno de visibilidade maior, ainda mais dentro do centenário do Corinthians, que tem trabalhado bem a sua marca", analisou Douglas Costa, gerente de marketing da Cervejaria Petrópolis, dona da marca TNT.

Ele admite, porém, que o acordo precisa ser bem costurado, principalmente no quesito exposição da marca dos patrocinadores. Hoje, a TNT aparece sempre no ombro do atleta. “É óbvio que eles [possíveis novos patrocínios trazidos pelo Corinthians] não podem ser conflitantes, e a princípio não tem uma poluição. Cabe ao atleta e ao seu empresário fazerem a avaliação. Com outras marcas de peso, a TNT se fortalece. Mas tem de ter o cuidado para não virar um outdoor, até pela imagem do próprio atleta", concluiu.

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