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Oposição da CBDA tenta reunião para evitar fim de patrocínio dos Correios

Rob Schumacher-USA TODAY Sports
Coaracy Nunes, presidente da CBDA, ao lado de Thiago Pereira no Pan de 2011 Imagem: Rob Schumacher-USA TODAY Sports

Guilherme Costa

Do UOL, em São Paulo

23/09/2016 17h53

Principal fonte de renda da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), o contrato com os Correios foi colocado em xeque por uma ação do Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo, que pediu bloqueio de bens e afastamento de parte da cúpula da entidade esportiva. A estatal cobrou esclarecimentos sobre o episódio e pode até suspender o patrocínio, vigente desde 1991. E até a chapa de oposição da instituição tem tentado evitar que isso aconteça.

“Basicamente, estamos tentando marcar uma reunião com a diretoria deles para dizer que há uma possibilidade de mudança de gestão na CBDA e que podemos ter um novo jeito de trabalhar”, disse Miguel Cagnoni, presidente da FAP (Federação Aquática Paulista) e candidato de oposição da CBDA.

Coaracy Nunes, presidente da entidade desde 1988, já avisou que não tentará permanecer por mais um mandato. O adversário de Cagnoni na eleição prevista para o primeiro semestre de 2017 será Ricardo de Moura, atual diretor-executivo da CBDA.

Moura, que atualmente já é o principal artífice na gestão da entidade, já havia falado abertamente sobre a importância de manter o contrato com os Correios, que atravessam momento financeiro extremamente conturbado. A estatal investiu R$ 95 milhões na entidade durante o último ciclo olímpico e teve prejuízo de R$ 2,1 bilhões apenas em 2015.

Antes do início da Rio-2016, a atual diretoria da CBDA enviou um e-mail a colaboradores avisando que dispensaria todos eles em outubro se o contrato com os Correios não fosse renovado. Muitos funcionários da entidade cumpriram aviso prévio durante os Jogos Olímpicos.

A atual gestão havia condicionado a permanência desses profissionais à sequência do contrato com os Correios – ou à possibilidade mais remota de aparecer um novo patrocinador com porte similar. A articulação para manutenção da parceria vinha sendo conduzida desde antes do início dos Jogos Olímpicos.

No entanto, uma notícia da última quarta-feira (21) mudou o panorama da conversa. O Ministério Público Federal de São Paulo entrou com ação pedindo bloqueio de bens e afastamento de Coaracy Nunes, presidente da CBDA desde 1988, por fraudes em licitações. Também há suspeitas de outras irregularidades, mas esses casos ainda estão em investigação.

Preocupados com o episódio, os Correios pediram à CBDA a íntegra da denúncia. Também disseram ao jornal “Folha de S.Paulo” que “há hipóteses no contrato” para rompimento unilateral em caso de envolvimento de uma das partes em inquéritos.

“Pode prejudicar bastante, seja lá quem for o próximo presidente. É um patrocínio importante, que vem de muitos e muitos anos. Eu nem cogitava perder. Minha estratégia é mostrar Correios que existe possibilidade forte de mudança de comando e postura na CBDA. Pode haver uma postura muito mais profissional e ética do ponto de vista de transparência de contas e tudo mais”, disse Cagnoni.

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