Esporte

Antes de ser preso, Coaracy exaltava seus 28 anos à frente da CBDA

JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Coaracy Nunes, presidente afastado da CBDA, é detido em operação da Polícia Federal denominada Águas Claras Imagem: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/04/2017 10h42

“Meu prestígio está intacto.” Era nisso que apostava o ex-presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos Coaracy Nunes antes de ser preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, no Rio. Ele é investigado por desvios de recursos públicos que foram destinados à entidade.

Além de Coaracy, a operação Águas Claras ainda prendeu o diretor financeiro da entidade, Sérgio Ribeiro Lins de Alvarenga. A PF ainda tenta cumprir mais três mandados de prisão, mas já informou que um dos alvos está foragido. 

Oito dias antes de ser preso, o ex-dirigente conversou com a reportagem do UOL Esporte durante o Prêmio Brasil Olímpico, horas após seu último ato na CBDA: a votação (e aprovação com ampla maioria) das contas de seu 27.º ano de gestão.

“Eu vi nessa assembleia que meu prestígio está intacto. Uns choraram, outros não sei o quê. Eu me emocionei também. Minha missão foi cumprida. Minha paixão pelo esporte aquático redundou nisso, fazer coisas realmente concretas. Eu fiz”, afirmou Coaracy, que no mês que vem completa 79 anos.

O mandato dele terminaria em 9 de março de 2017, mas Coaracy continuou mais 13 dias no cargo depois que a eleição para seu sucessor foi cancelada por medida judicial. Isso porque foi o próprio Coaracy quem nomeou os representantes da Comissão dos Atletas, que teria direito a voto na eleição, e não os próprios esportistas, que recorreram. Ele só deixou o cargo em 22 de março, também por decisão judicial.

Na semana passada, participou da Assembleia Geral da CBDA, onde pediu permissão para discursar. Ainda com amplo controle sobre a entidade, viu todos os temas colocados em discussão serem aprovados com pelo menos 15 votos de diferença. Depois, no Prêmio Brasil Olímpico, disse ao UOL Esporte que “é mais fácil um boi sair voando do que eu não eleger meu candidato”.

Aos 78 anos, Coaracy esteve presente em boa parte dos eventos aquáticos dos Jogos Olímpicos do Rio, muitas vezes de cadeira de rodas e sempre acompanhado da esposa. Uma espécie de cuidadora também ficava por perto do dirigente, que parecia bem disposto em sua aparição no evento do COB.

Ali, disse que queria continuar contribuindo com os esportes aquáticos. “Vou me colocar à disposição das federações, mas não quero ser mais presidente de p... nenhuma”, comentou,  negando que saísse deixando uma crise. “A CBDA é tida como confederação ímpar”, garantiu, se dizendo “campeão de patrocínio” e citando o patrocínio de “uma empresa de carne que eu não lembro o nome”.

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