Esporte

MPF diz que desvios na CBDA lesaram cofres públicos em mais de R$ 6,8 mi

Reynaldo Vasconcelos / Folhapress
Coaracy Nunes, presidente da CBDA, é um dos alvos da investigação Águas Claras Imagem: Reynaldo Vasconcelos / Folhapress

Do UOL, em São Paulo

06/04/2017 19h41

No mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação Águas Claras, o Ministério Público Federal de São Paulo apresentou uma nova ação de improbidade administrativa contra dirigentes da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

A nova ação calcula em mais de R$ 6,8 milhões os danos aos cofres públicos, uma vez que a entidade tem diversas fontes de recursos públicos: Lei Piva, patrocínio dos Correios, convênios com o Ministério do Esporte e Lei de Incentivo ao Esporte.

De acordo com o MPF, somente nos diversos contratos com a Agência Roxy de Turismo, habitual vencedoras das licitações de viagem da CBDA, foram desviados mais de R$ 628,7 mil. O valor seria referente a passagens, hospedagens e traslados de atletas e membros de comissões técnicas.

Os desvios também teriam ocorrido no repasse do Ministério do Esporte à CBDA por meio de convênios. A assessoria de imprensa do MPF não detalhou como identificou as supostas fraudes, que somariam R$ 6,22 milhões.

O MPF bate na tecla da ausência da seleção masculina júnior no Mundial da categoria em 2015 – a promotora Karen Kahn tem dois filhos que jogam polo aquático no Paineiras, clube que por sua vez tinha cinco atletas convocados para aquela seleção. Ainda que Kahn tenha iniciado as investigações, novamente quem assina a denúncia é sua colega Thaméa Danelon Valiengo.

Foi a partir de denúncia de Danelon que, nesta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou a operação Águas Claras, que levou à prisão o ex-presidente da CBDA, Coaracy Nunes, além do diretor financeiro Sérgio Ribeiro Lins de Alvarenga e do coordenador de polo aquático Ricardo Cabral. O gerente de natação Ricardo Moura, ex-braço direito de Coaracy, era considerado foragido pelo menos o início da tarde desta quinta-feira.

Como mostrou o UOL Esporte, os contratos da CBDA com a “Pro Swin”, empresa de material esportivo, também apontam superfaturamento. Com recursos de convênio com o Ministério do Esporte, a CBDA por exemplo comprou mochilas por R$ 690. Os mesmos modelos são encontrados por menos de R$ 300 em grandes sites de comércio eletrônico.

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