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Cielo nega denúncia, mas diz que prisão de dirigentes não surpreende

Ricardo Bufolin/ECP/Divulgação
Imagem: Ricardo Bufolin/ECP/Divulgação

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

06/04/2017 13h06Atualizada em 06/04/2017 15h28

A prisão de Coaracy Nunes e de outros dirigentes da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) não surpreendeu Cesar Cielo. O campeão olímpico e mundial dos 50m livre afirmou que as suspeitas de irregularidades existem “há algum tempo”, mas negou ter sido procurado pelas autoridades ou feito qualquer tipo de denúncia.

"Vi [a notícia] antes de entrar na coletiva, pessoal foi falando antes de entramos. Não vou falar que é surpresa inesperada, a operação está rolando há algum tempo, mas é muito triste. A natação está tomando um golpe atrás do outro”, disse Cielo, em conversa com jornalistas após a apresentação do elenco do Pinheiros para a próxima temporada. O papo aconteceu após entrevista coletiva organizada pelo clube, na qual foram vetadas perguntas sobre a prisão dos dirigentes.

“A percepção de imagem está ficando ruim. Estamos vivendo um momento bem delicado. Espero que o andamento das coisas seja para o caminho de transparência e verdade, para resolver eleição e tudo que está pendente. Espero que o desenrolar o seja rápido para não atrapalhar a preparação para o Mundial", completou o nadador.

Nesta quinta-feira, uma entrevista da procuradora do Ministério Público Federal Thamea Danelon, responsável pelo caso, gerou dúvidas sobre a participação de Cielo na denúncia contra os dirigentes.

Segundo a procuradora, a investigação ouviu "campeões olímpicos e mundiais", que colaboraram com denúncias. Na história olímpica, o único brasileiro a conquistar medalha de ouro nos esportes aquáticos foi Cielo, ouro nos 50 m livre em Pequim-2008. O nadador, porém, negou participação nas denúncias.

"Não dei depoimentos, mas soube que vários atletas foram chamados. Mas nunca recebi nenhum chamado do tipo. Só fiquei sabendo", afirmou Cielo, que também negou ter sido afetado pelas irregularidades encontradas pela investigação dentro da CBDA.

"Diretamente a minha pessoa não afetou, pois não sei nem direito dados que estão sendo julgados. Acompanho o que vocês [jornalistas] postam está na internet. É triste e ruim para a natação”, comentou o nadador.

“Difícil trabalhar com credibilidade deste nível e buscar patrocínio. É hora de passar por reformulação. Espero que o novo presidente entre com vontade e cabeça e a gestão possa para levantar de novo a empresa natação, pois estamos em momento delicado", concluiu.

Cielo ainda disse que não deixará que estes problemas afetem a sua preparação para o Troféu Maria Lenk, em abril. O torneio dará oito vagas no Mundial de Budapeste (HUN), em julho.

"A gente controla o que pode controlar. Tenho que nadar rápido todo dia. Tem muita coisa que podem mudar nos próximos dias", disse.

"Pode ter novo presidente dentro das próximas semanas. Tenho de fazer o que está dentro das minhas possibilidades".

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