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Cielo conta como decidiu voltar a nadar e quer atingir velha marca por 2020

RicardoBufolin/ECP
Cielo ao lado do técnico Albertinho Imagem: RicardoBufolin/ECP

Fábio Aleixo

Do UOL. em São Paulo

07/04/2017 00h01

Em outubro do ano passado, Cielo anunciou publicamente que estava dando um tempo da natação e não tinha ideia de quando iria voltar a competir. Seu objetivo, após ficar fora da Olimpíada do Rio de Janeiro, era se dedicar a clínicas para crianças e a seu instituto.

Mas foi nas clínicas que o campeão olímpico e bi mundial dos 50m livre começou a amadurecer o seu retorno aos treinamentos e à competição, que acabou se concretizando. Em março, em prova no Pinheiros - seu novo clube - ele nadou em um torneio oficial após 11 meses. A última vez havia sido no Troféu Maria Lenk, no qual acabou sem a vaga olímpica.

"Fui fazer uma clínica em Aracaju e teve momentos que me deram vontade de voltar. O dia a dia com crianças e a dinâmica em várias situações fez eu ter vontade de estar como nadador e não como professor", contou.

"Em janeiro, tinha fechado de fazer uma clínica na Argentina com o (José) Meolans. Via o cara no Instagram todo rasgado e falei: ''não posso chegar gordinho'. Queria chegar em forma nesta clínica e foi aí que comecei a nadar. Na primeira vez que pulei na piscina, eu pensei: 'vai ser o pior treino da minha vida, será horrível'. Aí nadei e falei ' ué, parece que faz só uma semana que não nado, não sei o que está acontecendo. Fiz uma série rodada na piscina longa e não estava doendo. Mas pensei: 'deixa quieto, vamos indo'", contou.

"Na volta, fui fazer um teste com o Augusto (Carvalho Barbosa), biomecânico que trabalha com o Minas e outros clubes. Na hora que fiz o primeiro teste, ele falou que ia precisar reconfigurar o dinamômetro, que estava estragado. Ele 'resetou' todo o sistema, olhou para mim e disse: 'O que você está fazendo? Você está seis quilos mais forte'. Aí vimos que a velocidade estava baixa, mas olhando a velocidade e a técnica vimos que o DNA (da natação) ainda está vivo. Aí o Augusto me disse que se eu estava em dúvida se ia parar ou não para levar para o lado mental, porque meu físico estava muito bom", disse Cielo.

A volta ao Pinheiros e a parceria com Albertinho

Com esta avaliação em mãos, Cielo procurou Alberto Pinto da Silva, o Albertinho, seu ex-treinador e chefe da equipe de natação do Pinheiros. Cielo já havia passado pelo clube entre 2003 e 2010.

"Liguei para o Albertinho e pedi para ele reativar meu título e deixar eu voltar. Pedi para voltar uma semana e treinar sem pressão. No primeiro dia, eu tomei caldo até das meninas, mas ele me olhou e disse que em uma semana eu estaria de volta com os caras. Eu estava em dúvida com meu corpo, porque já tive uma lesão no joelho, pensava também que teria dores no ombro. Mas quando eu fiz a avaliação biomecânica, deu uma lavada nestas dúvidas. Estou muito satisfeito com a volta", afirmou.

Na única competição que fez até agora com marcação de tempo, em março, Cielo marcou 22s44 nos 50 m livre. O tempo é muito superior aos seus melhores e ao que ele tem em mente. Seu objetivo é voltar a nadar no mesmo ritmo de 2014. Naquele ano, fez 21s39. Mais para o fim da temporada nadou na casa de 21s6.

No ano passado, sua melhor marca foi de 21s91 no Maria Lenk, quando ficou em terceiro na final e fora da Olimpíada.

"Vamos ter uma tomada de tempo no próximo sábado, e espero fazer tempo melhor. Estou treinando melhor, sentindo meu corpo melhor do que nos últimos dois anos. Mas até isso se transferir para resultado melhor é diferente. Minha expectativa é de nadar como em 2014, com os tempos que fiz. Fechei com o Albertinho por dois anos para melhorar ou chegar mais perto dos melhores tempos. Em dezembro de 2018, devo pensar em fechar o ciclo olímpico em Tóquio", afirmou o nadador de 30 anos de idade.

Cielo pretende recuperar a forma e atingir uma velha marca para poder sonhar com Tóquio. "Meu objetivo é voltar para 21s3. Dependendo do cenário e como estiver, eu vou até 2020", afirmou.

O Troféu Maria Lenk será realizado em abril no Rio de Janeiro e classificará oito atletas (os melhores índices técnicos, independentemente da prova) para o Mundial de Budapeste (HUN), em julho.

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