Esporte

Cielo se une a nadadores e pede "socorro" a Temer em carta

Ricardo Bufolin/ECP/Divulgação
Imagem: Ricardo Bufolin/ECP/Divulgação

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

07/04/2017 19h03

Os principais nadadores brasileiros, entre eles Cesar Cielo e Joanna Maranhão, soltaram uma carta aberta ao presidente Michel Temer nesta sexta-feira na qual literalmente pedem “socorro”. “A comunidade aquática urge por uma intervenção e um auxílio assistencial, apelando por uma intervenção de Vossas Excelências”, diz a carta, também enviada ao ministro do Esporte Leonardo Picciani (PMDB-RJ), ao presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Carlos Arthur Nuzman e ao secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, o nadador Luiz Lima.

O texto é assinado por 45 esportistas, entre eles Cesar Cielo, Thiago Pereira e Poliana Okimoto, todos apresentados na primeira linha das assinaturas. A partir daí, por ordem alfabética, assinam o documento nomes como os nadadores Bruno Fratus e Etiene Medeiros e o treinador de polo aquático Léo Vergara – único que não é da natação.

Na introdução da carta, os nadadores dizem que se sentem tomados por “um sentimento forçoso de extrema consternação e angústia” em relação ao futuro dos esportes aquáticos, que se encontram “em eminente risco de prejuízo aos seus filiados por questões de suposta improbidade administrativa e julgamentos nas instâncias judiciais”.

“Observando o atual cenário em que encontram-se envolvidos a CBDA e seus dirigentes, nosso sentimento pode resumir-se em uma única palavra/expressão: ‘SOCORRO’!”, escrevem.

“Não sabemos como e quando esse triste imbróglio será concluído, e tampouco temos qualquer garantia que nossos direitos serão respeitados e/ou mantidos. Há temeridade na não manutenção do calendário previamente aprovado, e a redução das verbas em razão das discussões nos âmbitos cíveis e criminais, nos torna reféns de um futuro sem qualquer certeza ou garantia de efetivação”, continua a carta.

“Por isso, reiteramos o apelo e rogamos por Vossas intervenções. Não pedimos muito, apenas o mínimo e o justo para podermos realizar nossa amada profissão de maneira tranquila e serena (sim, consideramos o esporte nossa vida). Estamos acompanhando, muito chateados e atentos, o fato de nossa confederação encontrar-se todos os dia no noticiário, mas não para trazer informações esportivas, e sim para anunciar mais um capítulo de uma disputa judicial na qual não somos parte ou sequer culpados”, segue o documento.

Os atletas pedem “que as regras estatutárias sejam cumpridas sem manobras” e que o calendário estipulado seja mantido com as efetivas realizações das competições marcadas. Além disso, querem “uma correta e transparente eleição da comissão de atletas” e uma intervenção em conjunto do ministério e do COB “para que não falte a verba básica no intuito de continuar inspirando gerações”.

Chama a atenção, na carta, da ausência do nome de Ana Marcela Cunha, indicada por Coaracy Nunes para a comissão de atletas da CBDA que foi revogada pela Justiça. Por outro lado, Thiago Pereira, que também foi indicado para a comissão por Coaracy e depois foi eleito presidente da mesma, assina o documento que pede uma “correta eleição”.

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