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Um dia antes de ser preso, Coaracy foi inocentado pelas mesmas acusações

Patricia Stravis / Folhapress
Imagem: Patricia Stravis / Folhapress

Demétrio Vecchioli

Do UOL, em São Paulo

07/04/2017 12h02

Os mesmos argumentos que levaram o Coaracy Nunes à prisão na quinta-feira (6), em decisão de primeira instância, haviam sido apreciados por uma corte de segunda instância, na quarta. E, neste primeiro julgamento, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) conseguiu uma vitória por 3 votos a 0. O processo julgado pela terceira turma do Tribunal Regional Federal da terceira região corre em segredo de Justiça.

Ambos os processos tiveram origem nas investigações do Ministério Público Federal de São Paulo, que apresentou denúncias na esfera civil e criminal. O primeiro processo correu mais rápido e, em outubro, Coaracy foi afastado do cargo de presidente da CBDA. Ele recorreu da decisão e conseguiu uma liminar em novembro, concedida pelo desembargador Nery da Costa Júnior.

Na quarta-feira, a turma do TRF-3, por unanimidade, confirmou a decisão do desembargador. De acordo com a CBDA, o tribunal entendeu que não foi constatada fraude na licitação de equipamentos esportivos, que não se vislumbrou aumento patrimonial ilício de nenhum dos acusados e não há indícios de que não houve entrega dos materiais adquiridos naquela licitação. Além disso, para o TRF-3, a competência para julgar o caso é da Justiça Federal do Rio, local da sede da CBDA.

Mas, antes mesmo da decisão do TRF-3, porém, a juíza federal Raecler Baldresca já havia determinado a prisão de Coaracy e outros três dirigentes da CBDA. O despacho foi assinado no último dia 3, segunda-feira, e ficou em segredo até a ação da Polícia Federal, na quinta.

“Como advogado de defesa, só tomei ciência da decisão ontem (quinta) de noite, depois que o site da oposição política da CBDA publicou. Os advogados de defesa não têm acesso aos autos, mas a oposição tem”, reclamou o advogado de Coaracy, Marcelo Franklin, em entrevista ao UOL Esporte. Agora, ele pretende apresentar à juíza de primeira instância a decisão de turma de segunda instância que julgou os mesmos temas, no intuito de conseguir tirar Coaracy da prisão.

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