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Cielo volta aos 50 m, perde para Fratus e depende da CBDA para ir a Mundial

Satiro Sodré/SSPress/CBDA
Cesar Cielo - Maria Lenk Imagem: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Do UOL, em São Paulo

06/05/2017 19h48

Cesar Cielo, 30, voltou a disputar neste sábado (06) uma decisão do Troféu Maria Lenk nos 50 m livre, prova em que é especialista e recordista mundial. Pouco mais de um ano após ter sido alijado dos Jogos Olímpicos de 2016 na distância, o medalhista de ouro de Pequim-2008 foi superado por Bruno Fratus no Rio de Janeiro e agora depende de um convite da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) para ir ao Mundial de esportes aquáticos deste ano, em Budapeste (Hungria).

Neste sábado, Fratus cumpriu os 50m em 21s70 e registrou o quarto melhor tempo do mundo na prova em 2017. Cielo foi o segundo com 21s79, sua melhor marca desde 2014 e a sexta do mundo neste ano.

“Estou contente. Não nadava para um tempo assim desde 2014. Algumas coisinhas eu ainda posso ajustar – saí mais fundo do que estou acostumado e deslizei um pouquinho na chegada –, mas eu estou contente com o resultado da volta. Esse 21s7 me anima, e eu estou um pouco mais de 40 centésimos acima da minha melhor marca. A cada vez que estou caindo na piscina vou baixando minha marca um pouquinho”, disse Cielo depois da prova, em entrevista ao canal fechado “SporTV”.

O nadador também admitiu ter ficado impressionado com o grande público que compareceu ao Centro Aquático Maria Lenk, na zona oeste do Rio de Janeiro: “É muito gostoso. É um reconhecimento por tudo que eu fiz. Dessa vez não estou lutando por resultado, mas pelo meu legado. Para mim, fez muito sentido voltar. A piscina mostrou que a gente está bem, mostrou com resultados muito bons. A gente espera que o futuro da natação seja mais promissor”.

Soberano nos 50 m livre em âmbito nacional até 2015, Cielo teve uma série de percalços na reta final do ciclo olímpico passado. Além de ter perdido a hegemonia para Bruno Fratus, vencedor da distância nas edições 2015 e 2016 do Troféu Maria Lenk, o campeão de Pequim-2008 acumulou lesões, mudanças na rotina de treinamento e resultados claudicantes.

O ápice da instabilidade de Cielo foi justamente o Maria Lenk do ano passado, que era a última seletiva brasileira para os Jogos Olímpicos. O nadador cumpriu os 50 m livre em 21s91, mas foi superado por Fratus (21s74) e Ítalo Duarte (21s82) na disputa por vagas na Rio-2016.

Por que o resultado não garante presença de Cielo no Mundial

A CBDA definiu que a classificação de nadadores para o Mundial de Budapeste será feita a partir de um índice único entre o Open do ano passado e o Maria Lenk de 2017. A medida foi tomada para restringir o número de classificados, consequência do momento financeiro complicado da entidade.

Para comparar provas de distâncias e estilos diferentes, a instituição estabeleceu valores numéricos para cada tempo registrado, numa escala que vai até 1.100 pontos e é balizada pelo recorde mundial. Nos 50 m, portanto, um nadador precisaria de 21s64 neste sábado para se classificar de acordo com o ranking.

Agora, Cielo tem dois caminhos para estar no Mundial. O nadador pode ser convocado para o revezamento 4x100 m livre e tem chance de ser inscrito caso a CBDA decida levar um número maior de atletas. A entidade terá uma reunião no dia 11 para discutir o tema.

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