Esporte

Fenômeno olímpico com 5 ouros, enfim, "ganha dinheiro" com a natação

Michael Sohn/AP
Katie Ledecky é uma das melhores nadadoras da história, mas só agora se tornou profissional Imagem: Michael Sohn/AP

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

17/05/2018 04h00

Poucos atletas alcançaram o auge tão cedo quanto Katie Ledecky. Aos 21 anos, a americana soma 14 títulos mundiais e cinco olímpicos no currículo. Entretanto, somente na última quarta-feira, a fenomenal nadadora estreou como profissional e, enfim, pôde ganhar dinheiro nas piscinas. Na primeira prova (1.500 m livre no TYR Pro Swim Series, em Indianápolis), novo recorde mundial estabelecido e R$ 3,6 mil na conta como premiação pelo primeiro lugar.

Mas, afinal, como uma nadadora de primeiríssimo nível, talvez o mais alto da natação feminina na atualidade, não possuía uma carreira profissional? Katie Ledecky nadou como amadora nos dois ciclos olímpicos em que chegou ao auge no esporte. Depois de quatro ouros nos Jogos do Rio, a jovem com então 19 anos optou por entrar na Universidade Stanford e conviver com as regras da National Collegiate Athletics Association.

Segundo regulamento da NCAA, nenhum atleta que compita pelas universidades americanas pode receber remunerações durante a carreira no ensino superior. As cotas de patrocínios são destinadas aos atletas somente depois da formatura, mas Ledecky, de olho nos Jogos Olímpicos de Tóquio, se antecipou.

Julian Finney/Getty Images
Americana também soma 14 ouros em mundiais, maior marca entre as mulheres Imagem: Julian Finney/Getty Images

Após duas temporadas em Stanford, a fenomenal nadadora americana abdicou dos últimos dois anos de elegibilidade para, enfim, ganhar dinheiro nas piscinas e colher financeiramente os frutos da fama adquirida. Desde a última quarta-feira, a pentacampeã olímpica pode regularmente ganhar dinheiro com o esporte em que se consagrou.

Depois dos Jogos do Rio de Janeiro, Katie Ledecky rejeitou contratos de US$ 5 milhões por ano para ingressar na universidade. Ela, no fundo, só queria aproveitar um pouco da vida de universitária, já que passou toda a adolescência competindo e treinando no mais alto nível. 

“Sempre quis nadar como universitária e ter esta experiência. Acho que será divertido fazer parte de uma equipe, com grandes amigos e grandes nadadores, além de ter aulas com eles”, disse Ledecky, semanas depois de se consagrar definitivamente no Rio de Janeiro, em entrevista à ESPN.

Michael Sohn/AP
Katie Ledecky soma cinco medalhas de ouro olímpicas como "atleta amadora" Imagem: Michael Sohn/AP

E precisou apenas uma prova para Ledecky atrair ainda mais patrocínios. Nos 1.500 m livres, prova que se tornará olímpica em Tóquio 2020, a americana diminuiu em 5s o seu próprio recorde mundial e cravou uma nova marca ao cumprir a distância em 15m20s48. A fenomenal atleta agora é dona dos oito tempos mais rápidos dos 1.500m, além de acumular 14 provas com recordes mundiais na carreira. Apenas uma, no entanto, como profissional.

“Tive um período de treinos muito, muito bom, fazendo algumas coisas que não fazia antes nos treinamentos”, contou Ledecky com mais um recorde quebrado, agora profissional (pelas regras) da natação dos Estados Unidos.

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